"Alberto Schommer"
MUSEO DE BELLAS ARTES DE BILBAOPlaza del Museo, 2
48011 Bilbao
Del 8 de febrero al 16 de mayo de 2010
De martes a domingo, de 10:00 a 20:00 horas
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
.A exposição Diário do Rio do fotógrafo Custodio Coimbra, no Centro Cultural dos Correios, traz 50 fotos com instantâneos e elaboradas tomadas da exuberante beleza da cidade e da sua flagrante desigualdade social. “Minha foto é simples, despojada, sem rodeios. Composta, limpa, suja, contundente”, define Custodio, considerado um dos mais criativos foto-jornalistas no país. As imagens dos violentos contrastes da cidade, as suas luas e o Cristo Redentor, as crianças, o trabalho infantil aqui no Rio, a massa verde que envolve as mansões e o duro concreto das moradias na favela confrontadas lado a lado na mesma foto, os surfistas do trem, figuras inusitadas na cidade, o vôo branco-prateado das garças na baía, a agressão ambiental estão registradas lá em seu Diário. A exposição fica aberta à visitação até 30 de junho.
..Esta página encontra-se em www.cecac.org.br
.Fotos de Henri Cartier-Bresson
no Centro Cultural dos Correios
."A câmera é a extensão dos meus olhos”
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A mostra com 155 das mais expressivas fotos de Henri Cartier-Bresson está no Centro Cultural dos Correios até dia 30. Um dos maiores nomes da história da fotografia, falecido no ano passado aos 95 anos, o fotógrafo francês captou com sua Leica (sempre em branco e preto, dispensava o uso de flash) o “momento decisivo” das cenas da realidade, do cotidiano, em vários países – França, Espanha, China, Índia, União Soviética, Estados Unidos, Inglaterra, transformou seu trabalho de fotojornalismo em arte.
México, 1933 "E naquele exato momento e numa fração de segundo, você organiza as formas que vê para expressar e dar sentido ao evento. É uma questão de pôr o cérebro, o olho e o coração na mesma linha de visão. É uma forma de viver." “...para mim, só há uma coisinha na fotografia, um aspecto bem pequeno, que me cativa o espírito: a observação da realidade”.
“Eu estava lá e isto é como a vida me apareceu naquele momento.”
Dessau, Alemanha, 1945.
Mulher identifica delatora da Gestapo.“Tirar uma foto é como reconhecer um evento".
Prisão nos EUA, 1975 “Eu não tenho imaginação. O que me fascina é a vida, que tento compreender.” .