Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 12 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Toponímia (3)
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
2 comentários:
- De Amor e de Terra disse...
- De todas as placas exibidas, aquela a que acho mais graça é a da Fonte das Bruxas.
Quantas histórias interessantes, quantas lendas!...
Bj
Maria Mamede - Agosto 31, 2007
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- Maria, Simplesmente disse...
- Muito bonita e um nome sugestivo!...
Certamente com muitas histórias para contar!
Quem me dera ouvir contar essas histórias!
bj
Maria - Fevereiro 04, 2008
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
Povoações (1)
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
comentários:
- De Amor e de Terra disse...
- Gosto muito de fotografias, já o tenho dito; e sempre me impressionam as de grandes espaços, sejam eles urbanos, campestres ou marítimos...
mas no que concerne os urbanos, acho muito belos os que se vêem de perspectivas como estas, em que a vista tudo abarca.
Parabéns Victor
Maria Mamede - .
domingo, 6 de julho de 2008
Água (1)
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Água
* Fotografias por Victor Nogueira.
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comentários:
- De Amor e de Terra disse...
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Um dos bens maiores!
parte importante do corpo e metafóricamente da alma;
Bj
Maria Mamede
* Fotografia de Victor Nogueira
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sábado, 5 de julho de 2008
Ternura (1)
Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Ternura
.As 3 primeiras fotos são de Victor Nogueira
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
Jogos e Acrobacias (1)
Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
Jogos
* Fotografias por Victor Nogueira,
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terça-feira, 24 de junho de 2008
Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)
Terça-feira, 24 de Junho de 2008
Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)
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* Victor Nogueira
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No chão nada que me pudesse servir de «arma». Perdidos por cem, perdidos por mil, utilizei a táctica de que a melhor defesa é o ataque pelo que, fazendo das tripas coração, me voltei para ele olhos nos olhos e voz áspera e perguntei: «Que queres, pá?!»
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Tratava se afinal dum surdo-mudo, que pareceu querer falar-nos das obras na igreja, onde seria operário, cuja conversa procurei abreviar pois poderia apenas estar a entreter-nos até aparecer mais alguém. Conseguimos largá-lo e ele foi noutra direcção interpelando alguém mais para além, invisível no fundo duma rua deserta e mal iluminada, o que em nada contribuiu para aumentar o nosso sossego.
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Estugámos o passo, descemos a escadaria rumo ao grupo de jovens à porta da discoteca ao lado da antiga Misericórdia, ouvimos uma motorizada aproximar-se, alcançamos os jovens e a motorizada passa por nós, pára e o jovem mudo faz grandes gestos de alegria por encontrar-nos e segue viagem rumo ao largo lá mais abaixo. Não ganhámos para o susto! Mas resolvi voltar à igreja, para admirá-la, desta feita de carro, mas nem parei quando lá encontrámos dois ou três carros despejados dos seus ocupantes, rapazes de mau aspecto àquela hora tardia e solitária, pelo que seguimos viagem sem abrandar, não fosse aquele isolado local de prostituição e tráfico de droga!
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Doutra vez, altas horas da madrugada, dessa vez deambulando por Valença do Minho, sem companhia, as ruas desertas, ao procurar completamente alheio o melhor ângulo para uma foto, caí desamparado e a minha preocupação, acrobática, foi salvar a máquina. Bati com a face esquerda na áspera e rugosa pedra da calçada, dorido e arranhado, tal como todo o meu lado esquerdo, a manga da camisa esfarrapada. E depois dei por mim a pensar que tinha sido uma grande besta. Poderia ter morrido e ficado ali até alguém me encontrar de manhã. E até a máquina e todo o seu valioso equipamento e acessórios poderiam ter sido roubadas.
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Afinal, apesar destas loucuras, a «reflex» teve uma morte inglória num café no centro da Póvoa de Varzim. Eu, os meus filhos, a Joana Princesa, o filho dela e a minha mãe, de férias no Mindelo, fôramos lanchar a um café e distraidamente, sem olhar, pousei-a no assento duma cadeira ao meu lado e pimba, caiu ao chão e como estava fora do estojo e com a teleobjectiva, ficou completamente desalinhada e sem conserto possível, incapaz de focar correctamente fosse o que fosse a partir daí. Sabem pk caiu ao chão e teve aquela morte inglória? - o assento das cadeiras não era quadrangular, como habitual, mas triangular (xico-modernice)





Pedaços da nossa vida, perpetuados...momentos que ficam a marcar o nossa (de todos) passagem pela vida e que depois, longe, são apenas representação de modas, de olhares, de alegrias e dores...
Mas, mesmo quando não sei a quem pertencem, continuo a gostar imenso de fotografias...
Maria Mamede