Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sábado, 12 de julho de 2008

Manoel (1921.09.04/ . .... )

Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

Manoel (1921.09.04/ . .... )


Luanda (Restaurante Vilela)


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Paço de Arcos



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Paço de Arcos
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Setúbal (almoço do 80º aniversário - 2000)
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Fotografias de Victor Nogueira, com excepção da 1ª que deve ser do meu tio Castro Ferreira

1 comentários:

De Amor e de Terra disse...

Pedaços da nossa vida, perpetuados...momentos que ficam a marcar o nossa (de todos) passagem pela vida e que depois, longe, são apenas representação de modas, de olhares, de alegrias e dores...
Mas, mesmo quando não sei a quem pertencem, continuo a gostar imenso de fotografias...

Maria Mamede

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Toponímia (3)

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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007


Toponímia (3)

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* Fotografias de Victor Nogueira
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Virtudes
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Évora
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Cartaxo
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Colares
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2 comentários:

De Amor e de Terra disse...
De todas as placas exibidas, aquela a que acho mais graça é a da Fonte das Bruxas.
Quantas histórias interessantes, quantas lendas!...

Bj

Maria Mamede
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Maria, Simplesmente disse...
Muito bonita e um nome sugestivo!...
Certamente com muitas histórias para contar!
Quem me dera ouvir contar essas histórias!
bj
Maria
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Povoações (1)

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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Povoações (1)

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* Fotografias por Victor Nogueira
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Évora
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Alvito
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Aljezur
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Alcácer do Sal
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comentários:

De Amor e de Terra disse...
Gosto muito de fotografias, já o tenho dito; e sempre me impressionam as de grandes espaços, sejam eles urbanos, campestres ou marítimos...
mas no que concerne os urbanos, acho muito belos os que se vêem de perspectivas como estas, em que a vista tudo abarca.
Parabéns Victor




Maria Mamede

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domingo, 6 de julho de 2008

Água (1)

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Água

* Fotografias por Victor Nogueira
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Vila do Conde (aqueduto)
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Oeiras (ribeira)
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Covilhã (fontenário)
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Local não identificado (fontenário - Vila Real ?)
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comentários:

De Amor e de Terra disse...

Um dos bens maiores!
parte importante do corpo e metafóricamente da alma;

Bj

Maria Mamede

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* Fotografia de Victor Nogueira
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sábado, 5 de julho de 2008

Ternura (1)

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Ternura

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Barreiro
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Setúbal
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Paço de Arcos
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Évora (Mãe e filhos)
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As 3 primeiras fotos são de Victor Nogueira
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Jogos e Acrobacias (1)

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

Jogos

* Fotografias por Victor Nogueira

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Rui (Mindelo - Vila do Conde)
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Susana e Rui (Mindelo - Vila do Conde)
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Susana (Setúbal - Praia de Albarquel)
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Susana e avô materno (Salvada)
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A distracção pode ser a morte do artista (Setúbal)
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terça-feira, 24 de junho de 2008

Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)

Terça-feira, 24 de Junho de 2008


Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)

Mindelo - Fotografando Joana Princesa - Foto de Susana Silva

Cascais - Auto-Retrato espelhado numa montra

Vilar de Mouros - Foto Fátima Pereira
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* Victor Nogueira
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(...)
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1 - Neste local ermo [Lourinhã] , já com a noite adiantada, apanhamos um valente susto. Ao contornar a igreja gótica, no local do destruído castelo, encontramos uma motocicleta estacionada, mas prosseguindo, afoitamente, chegamos à fachada principal, que não tivemos tempo de admirar e fotografar, pois alguém assomou e gritou por entre a escuridão dos arbustos do jardim vizinho; resolvemos abreviar a visita e procurar local menos isolado, incomodados pelos passos rápidos que se aproximam cada vez mais até que surge um jovem de capacete na mão, olhar esgazeado e fixo, dirigindo-se-nos sem responder às minhas interpelações, sempre direito a nós, sem que eu encontrasse no chão algo que permitisse usar em nossa defesa.
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No chão nada que me pudesse servir de «arma». Perdidos por cem, perdidos por mil, utilizei a táctica de que a melhor defesa é o ataque pelo que, fazendo das tripas coração, me voltei para ele olhos nos olhos e voz áspera e perguntei: «Que queres, pá?!»
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Tratava se afinal dum surdo-mudo, que pareceu querer falar-nos das obras na igreja, onde seria operário, cuja conversa procurei abreviar pois poderia apenas estar a entreter-nos até aparecer mais alguém. Conseguimos largá-lo e ele foi noutra direcção interpelando alguém mais para além, invisível no fundo duma rua deserta e mal iluminada, o que em nada contribuiu para aumentar o nosso sossego.
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Estugámos o passo, descemos a escadaria rumo ao grupo de jovens à porta da discoteca ao lado da antiga Misericórdia, ouvimos uma motorizada aproximar-se, alcançamos os jovens e a motorizada passa por nós, pára e o jovem mudo faz grandes gestos de alegria por encontrar-nos e segue viagem rumo ao largo lá mais abaixo. Não ganhámos para o susto! Mas resolvi voltar à igreja, para admirá-la, desta feita de carro, mas nem parei quando lá encontrámos dois ou três carros despejados dos seus ocupantes, rapazes de mau aspecto àquela hora tardia e solitária, pelo que seguimos viagem sem abrandar, não fosse aquele isolado local de prostituição e tráfico de droga!


Nota a 2008.06.24 – Naquela altura tinha uma óptima reflex, daquelas antigas e pesadas. Resguardada no estojo. O meu «amor» pela máquina, que me fora oferecida pelo meu irmão entretanto já falecido, era tal que nem me lembrei que se fosse necessário defendermo-nos poderia usá-la como aríete: deixaria a cara do rapaz em mau estado e a máquina destruída.
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Doutra vez, altas horas da madrugada, dessa vez deambulando por Valença do Minho, sem companhia, as ruas desertas, ao procurar completamente alheio o melhor ângulo para uma foto, caí desamparado e a minha preocupação, acrobática, foi salvar a máquina. Bati com a face esquerda na áspera e rugosa pedra da calçada, dorido e arranhado, tal como todo o meu lado esquerdo, a manga da camisa esfarrapada. E depois dei por mim a pensar que tinha sido uma grande besta. Poderia ter morrido e ficado ali até alguém me encontrar de manhã. E até a máquina e todo o seu valioso equipamento e acessórios poderiam ter sido roubadas.
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Afinal, apesar destas loucuras, a «reflex» teve uma morte inglória num café no centro da Póvoa de Varzim. Eu, os meus filhos, a Joana Princesa, o filho dela e a minha mãe, de férias no Mindelo, fôramos lanchar a um café e distraidamente, sem olhar, pousei-a no assento duma cadeira ao meu lado e pimba, caiu ao chão e como estava fora do estojo e com a teleobjectiva, ficou completamente desalinhada e sem conserto possível, incapaz de focar correctamente fosse o que fosse a partir daí. Sabem pk caiu ao chão e teve aquela morte inglória? - o assento das cadeiras não era quadrangular, como habitual, mas triangular (xico-modernice)
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Mas era uma grande máquina; dáva-nos liberdade de comando, obrigava a conhecer as regras para saber se e quando as teríamos em conta, se faltassem as pilhas tudo podia ser feito manualmente e obrigava-me a uma grande disciplina nos enquadramentos, na cuidada escolha de ângulos, na previsão mental do resultado final e numa eventual ampliação, ainda mais cara, das que distinguisse ..... Só depois da revelação poderia saber o que ficara bom ou não e as cópias eram caras. Mas a percentagem de fotos positivas era bastante alta.
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Naquela altura revelava as fotos numa casa em Setúbal e a empregada,  a Tóia (Antónia), ainda hoje minha amiga,  desde há uns 30 anos, dizia-me que cada cópia normal ficava ao patrão por cerca de cinco escudos, todos os custos incluídos, e era vendida ao público salvo erro a sessentas. Bem as ampliações, essas davam um lucro muito maior.

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