Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Onde está a verdade ? Ou a Hora da Verdade?


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Fahrenheit 451

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nota: Para outros significados de Fahrenheit 451, ver Fahrenheit 451 (desambiguação).
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Farenheit 451, é um romance distópico de ficção científica soft, escrito por Ray Bradbury publicado pela primeira vez em 1953. O conceito inicial do livro começou em 1947 com a short story “Bright Phoenix” (que só seria publicada na Magazine of Fantasy and Science Fiction em 1963). A short story original foi reformulada na novela The Fireman, e publicada na edição de Fevereiro de 1951 da Galaxy Science Fiction. A novela também teve seus capítulos publicados em Março, Abril e Maio de 1954 em edições da revista Playboy. O livro é uma crítica ao que Bradbury viu como uma crescente e disfuncional sociedade americana, escrito nos anos iniciais da Guerra Fria.

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O romance apresenta um futuro onde todos os livros são proibidos, opiniões próprias são consideradas anti-sociais e hedonistas, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central Guy Montag, trabalha como “bombeiro”(o que, na história, significa “queimador de livro”). O número 451 refere-se a temperatura (em Fahrenheit) a qual o papel ou o livro incendeia. Uma versão do filme foi lançado em 1966, e se prevê uma segunda versão do filme para 2008. No mínimo duas dramatizações foram transmitidas pela BBC Radio 4, ambas seguiram fielmente ao livro.

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Através dos anos, o romance foi submetido à várias interpretações, primeiramente focadas na queima de livros pela supressão de idéias dissidentes. Bradbury havia declarado que o romance não trata de censura, ele declara que Fahrenheit 451 é uma história sobre como a televisão destrói o interesse na leitura.

Ray Bradbury declarou que todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, localizada na Universidade da Califórnia em uma máquina de escrever alugada. A sua intenção original em escrever Fahrenheit 451 era mostrar seu grande amor por livros e bibliotecas. Ele freqüentemente se refere a Montag como uma alusão a ele mesmo.

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Sinopse

Info Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).
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Fahrenheit é contado em um futuro inespecífico em uma América hedonista e anti- intelectual que perdeu totalmente o controle, recheada de ilegalidade nas ruas, de jovens jogando carros contra pessoas apenas por divertimento, ao bombeiro ajustando seu cão de caça mecânico para caçar vários animais em suas tocas, apenas pelo simples e grotesco prazer de assisti-los morrer. Qualquer um que é pego lendo livros é, no mínimo, confinado em um hospício. Enquanto os livros, eles, serão queimados. Os livros ilegais que são achados são principalmente obras famosas, como Whitman, Faulkner e outros. O protagonista, Guy Montag é um bombeiro que tem certeza que seu trabalho, queimar livros e da casa que os abrigam, e perseguir pessoas que os detém – é a coisa mais certa a se fazer. Ele se lembra que quando ele era pequeno, quando faltou luz e sua mãe acendeu uma vela, no escuro, a vela proporcionou uma luz estranha, mas a qual Montag sentiu-se seguro e confortável. Ele se tornou um bombeiro, assim como seu avô e seu pai.

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Uma noite voltando de seu trabalho ele encontra sua nova vizinha, Clarisse McClellan, a qual seu livre pensamento e um espírito libertador fez ele questionar sua vida, seus ideais, e sua própria felicidade. Mais tarde é dito que Clarisse teria morrido em um acidente de carro.

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Depois do encontro com Clarisse, ele volta pra casa e encontra sua esposa , Mildred, dormindo (em camas separadas) com um frasco vazio de pílulas ao seu lado. Ele liga para ajuda médica, e dois técnicos são mandados para sugar o sangue de Mildred com uma máquina e inserir um novo nela. O total descuido dos técnicos com Mildred faz Montag repensar a situação de sua atual sociedade.

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Dias seguintes, precedendo à queima, enquanto revistava a casa repleta de livros de uma senhora muito velha, Montag acidentalmente lê uma linha de um de seus livros: “O tempo adormeceu sobre o sol da tarde”. Isso o incita a roubar o livro. A mulher que se recusa a deixar a casa e seus livros prefere riscar um fósforo e queimar junto com os livros, anteriormente embebidos em gasolina que eles despejaram, e agonizar na combustão. Isso perturba grandemente Montag, que se pergunta porque alguém se suicidaria por livros, que ao menos para ele eram inúteis.

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Quando ele volta para casa, achando estar doente, obviamente perturbado com o suicido da mulher, pensativo, ele recebe a visita do seu chefe, Capitão Beatty, que lhe explica as importâncias sociais e políticas de seu emprego, ele diz que, a sociedade em sua procura pela felicidade, suprimiu a literatura por um ato de auto-censura e o governo meramente tirou vantagem disso. Beatty diz que eventualmente um bombeiro rouba um livro por curiosidade, mas se devolvido em 24 horas tudo ficaria bem. Mais tarde, Montag discute com sua mulher, sobre os livros, demonstrando seu crescente desgosto por ela e por sua sociedade.

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Mais tarde é revelado que Montag escondeu dúzias de livros dentro do túnel do climatizador de sua casa, os quais ele tentava memorizar para preservar seu conteúdo, mas falhava porque as palavras simplesmente eram esquecidas de sua memória rapidamente. Ele então se lembra de um homem que ele encontrou uma vez: Faber, um professor de inglês. O qual começa a lhe ensinar sobre os livros, e, da sua importância acerca do esforço da literatura em tentar racionalizar a existência humana. Ele também dá à Montag uma escuta onde ele podem se comunicar com ele e ajudá-lo em suas atividades.

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Montag retorna ao posto de bombeiros ,onde trabalha, e entrega a Beatty um livro. Durante um jogo de cartas, Beatty fala a Montag que sonhou com ele, o qual no sonho discutiam bravamente com argumentos literários. Ele também faz várias citações de livros mostrando um surpreendente conhecimento literário, para provar a Montag a confusão de mensagens que os livros podem apresentar. Então soa o alarme da companhia, avisando uma próxima casa a ser queimada. Ele teatralmente guia a equipe, e pára em frente a casa de Montag. Ele revela que sabia todo o tempo de seus livros, e ordena que ele queime sua casa. Montag vê Mildred, que delatou seu segredo, fugindo em um táxi. Com ordem de prisão, Montag queima os livros mas não contente, queima também os televisores e outras lembranças de suas vida passada. Quando Beatty descobre sobre a escuta de Faber, Montag põe fogo em Beatty, o matando, e em mais dois outros bombeiros, que por estes crimes logo é perseguido pelas autoridades.

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Ele escapa para a casa de Faber, lá Faber lhe fala sobre algumas pessoas amantes de livros na zona rural da cidade. Montag então parte, se lavando no meio do caminho para não deixar vestígios para o cão-polícia, e corre rio abaixo onde encontra um grupo de homens velhos, que para a surpresa de Montag, memorizaram livros inteiros para serem passados oralmente até os livros serem permitidos novamente. Eles queimam os livros que lêem para não serem descobertos, conservando seu conteúdo palavra-por-palavra (e possivelmente outras interpretações) em suas mentes. O líder do grupo, Ganger, discursa sobre a legendária fênix e seu infinito ciclo de vida, morrendo nas chamas, e renascendo, acrescentando que a fênix tem alguma semelhança com a humanidade, constantemente cometendo erros, não aprendendo com o passado, entretanto o homem pode aprender ao contrário da condenada fênix.

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A essa hora a guerra já começou, Montag vê jatos sobrevoando acima de sua cabeça para bombardear a cidade. A sua mulher Mildred está provavelmente morta, e Faber está fora da cidade para visitar um amigo que teria uma gráfica, para poderem no futuro imprimir alguns livros. Pela TV, fica subentendido que as outras cidades do país também estão entrando igualmente em colapso. É falado que as bombas seriam nucleares, o que torna uma ironia um mundo que persegue idéias queimando-as, acabar queimando a si mesmo. Aqui entende-se uma referência à Guerra Fria. No momento da explosão, o stress e a emoção de ver a cidade queimando faz Montag lembrar-se de uma passagem bíblica na hora.

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O romance é encerrado com um chocante, mas leve tom otimista. É dito que a sociedade que Montag conheceu foi quase totalmente dizimada e uma nova teria ressurgido das cinzas. Entretanto o destino dela é desconhecido, mas é falado que as pessoas que liam livros,e antes viviam isoladas, aos poucos foram mostrando a outras pessoas, quem elas eram, de onde vieram e que, com o conhecimento, o que poderia ser feito para mudar o mundo.


Ver também

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É bom ficar pensando em você ....

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foto por Maya Della
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É bom

ficar pensando

em você

mas às vezes

cansa ...


... pois gosto de ti e da tua presença e companhia, mas tu andas longe e por outros caminhos em busca do sol e do mar, deixando-me na berma da estrada com as mãos vazias e um conto amarfanhado e por terminar a meio caminho de coisa nenhuma "E houve um gesto, [ um nome, ] uma palavra que se intrometeram [ e confundiram ] e burilaram os sinais, refrearam as palavras [ e as mãos ] e não houve tempo nem ocasião para que João Qualquer Coisa dissesse com simplicidade:


Gostas de mim? Queres ser minha companheira ou namorada? Mas nem João nem Joana tinham a simplicidade da gente simples, pelo que o canto ficou a meio caminho de coisa nenhuma. E não havia nem sol nem mar nem estrelas nem o murmúrio de mil candeias, nem os olhos da cor do trigo em flor eram um campo de giestas com sabor a cravo e canela [ onde as aves encontrassem a liberdade. ] E por isso por todo o lado havia um pesado, envolvente e crescente cansaço, invadindo todos os poros e o menor interstício, as palavras e os gestos esfarelando-se em negro de fumo, um areal no lugar do coração, vulgaridade quanto baste, uma gasta armadura impedindo a pirueta e o sorriso de quem lança os males por cima do ombro e prossegue a caminhada de mãos nos bolsos e assobio nos lábios, a passada larga e despreocupada, em busca de outros portos e marés onde o viajeiro pudesse finalmente descansar da guerra e sentir o ar belo e calmo e o mar verde e sereno que busca(ra)em Joana Princesa dos muitos, doces e ásperos nomes, mulher-menina, mulher-achada de mil promessas em flor fugidas."


E voltando de novo sobre si mesmo, o viajeiro perguntou: Queres ser minha amiga e ensinar-me a ser teu amigo?!



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Festas do Avante (1)

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007


Festa do Avante (1)

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* Fotos de Victor Nogueira
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1998
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1997


1988


1988

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1988
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1985
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Fotos por Victor Nogueira





terça-feira, 13 de maio de 2008

Convite - Vivam a Vida com Amor, Alegria e Fantasia, não esquecendo uns trocos para os gastos!

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* Victor Nogueira
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Pessoal :-)

Como até ao lavar dos cestos é vindima, que tal um saltinho até ao Convívio do Movimento e Contraste (37) - Fundamentalidades?

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O vosso Patrão bloqueou o acesso à Blogosfera? Sempre têm o recurso do vosso pessoal personal computor ou da vizinhança da porta ou casa ao lado.

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E estejam à vontade. No Ao Sabor do Olhar podem deixar uma palavrinha, pois nem todas pagam imposto (ou será tributo?). Logo se verá, lendo com este olhar que a terra há-de comer.

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Aquele abraço

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Victor Nogueira

NOTA IMPORTANTE
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Esta não é uma mensagem de SPAM mas sim enviada a alguém que por qualquer motivo conheço na vida real ou na WEB. Se não quiser receber mais mensagens devolva esta com a indicação «Retirar da Lista» na barra de assunto.

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Saudações do
Victor Nogueira

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nocturnos (1)

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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

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Fotografias e notas de Victor Nogueira.

Nocturnos (1)

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Braga (Rua Eça de Queirós)
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Aveiro (Convento de Jesus)
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Edificado no séc. XV, acolheu a infanta D. Joana, filha de D. Afonso V, até à sua morte. A infanta viria a ser beatificada em 1673, sendo conhecida como Santa Joana Princesa. Esta personagem real da nossa história foi importante para Aveiro, atraindo atenções para a cidade. Hoje o Convento conserva ainda o claustro inicial e algumas marcas da primeira construção, mas a fachada é do séc. XVIII, a capela-mor da Igreja do séc. XVI e o túmulo de Santa Joana Princesa, que aqui se encontra, do séc. XVII. Nas paredes da Igreja encontramos seis telas representativas da vida da Princesa Santa.
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Arraiolos (Castelo)
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Alcobaça (mosteiro)
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comentários:

De Amor e de Terra disse...
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Olá Victor, bom dia!

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Em 4 fotografias e algumas palavras, contas-nos pedaços de história.

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Obrigada por isso!

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Noctunos solitários; ausência que parece chegar dentro da alma..


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Maria Mamede

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mostra com fotos da ''Paris sob o nazismo'' gera polêmica





Uma exposição de fotos de Paris no período da ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial, está causando grande polêmica na França. As fotos, apresentadas na Biblioteca Histórica de Paris, mostram apenas imagens de parisienses, muitos deles elegantes, passeando despreocupados por locais emblemáticos da cidade, como a Praça da Concórdia ou a Avenida Champs-Elysées, ou namorando em parques.


O prefeito da capital, Bertrand Delanoë, decidiu retirar das ruas os pôsteres de divulgação da mostra, mas optou por mantê-la em cartaz, apesar dos protestos em relação às imagens realizadas por um fotógrafo de uma revista de propaganda nazista. Críticos disseram que os cartazes da exposição não deixavam claro que as imagens foram feitas dentro de um contexto de propaganda nazista.

A exposição, que reúne 250 fotos e é apresentada como ''uma visão da vida parisiense durante a ocupação alemã'', não mostra os aspectos dramáticos desse período, como as longas filas de espera em frente às lojas de alimentação ou a perseguição e deportação de judeus.

Revista dos países ocupados

As fotos, coloridas, o que era raríssimo na época, foram realizadas pelo fotógrafo francês André Zucca, que trabalhava para a revista de propaganda nazista Signal.

Zucca, correspondente de guerra para o jornal France Soir e a Paris Match, foi ''requisitado'' pelos alemães em 1941 para trabalhar na ''Signal'', revista bimestral divulgada em todos os países ocupados pela Alemanha.

O fotógrafo conseguiu obter filmes a cores justamente pelo fato de trabalhar para uma publicação nazista. As fotos de André Zucca são as únicas em cores tiradas em Paris nesse período da ocupação alemã na França.

''A ausência de precauções, sobretudo em relação à campanha de divulgação da exposição puderam criar incompreensões. Mas tirá-la de cartaz traria problemas porque a mostra tem virtudes pedagógicas em relação a uma outra realidade da ocupação alemã'', afirmou o prefeito.

''Enquanto alguns viviam muito bem, outros sofriam'', disse Delanoë. A prefeitura reconhece que os cartazes poderiam ter tido algum tipo de explicação para informar melhor aos parisienses o contexto em que as fotos foram tiradas.

Manipulação

O secretário municipal de Cultura, Christophe Girard, denunciou uma ''manipulação por trás das belas imagens'' e pediu o encerramento da exposição. O prefeito Delanoë pediu que debates sobre a ocupação alemã e sobre a exposição sejam organizados com historiadores durante o evento.

Durante a Segunda Guerra, 76 mil judeus na França foram deportados para campos de concentração, sendo 11 mil deles crianças.

A exposição na Biblioteca Histórica de Paris fica em cartaz até o dia primeiro de julho. Veja abaixo algumas das fotos expostas:



Praça da Concórdia



Rua do centro parisiense


Garotas no Jardim de Luxemburgo


Cine Lux Bastille e a estação de metrô da Bastilha

Fonte: BBC Brasil

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in Vermelho - 26 DE ABRIL DE 2008 - 12h05
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