Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Workshop de Fotografia Nocturna

2 de Setembro de 2010 às 15:45h
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O núcleo regional da Quercus de Castelo Branco realiza, entre 3 e 5 de Setembro, um workshop de fotografia nocturna, no Monte Barata, em Monforte da Beira.
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Segundo nota enviada à nossa redacção e aproveitando as noites mais frescas será realizada uma sessão de fotografia nocturna, até porque a propriedade da Quercus se situa longe das luzes das terras, oferecendo os ingredientes necessários para grandes fotografias.
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Brincar com as estrelas, pintar de cor arvores e rochas, são algumas das actividades deste workshop que convida a fotografar durante a noite. A veia criativa e técnica serão postas à prova nesta actividade orientada pelo fotógrafo Pedro Martins.
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Este workshop destina-se a qualquer pessoa que goste de fotografia e pretenda aprofundar os aspectos criativos, independentemente das temáticas preferidas e do tipo de equipamento que possua.
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Aconselha-se a que os interessados levem o seguinte material: Máquina fotográfica, tripé, flash e cabo disparador, Lanterna, relógio.
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Minicurso incentiva astrofotografia no ensino de ciências

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Desmitificar o uso da astrofotografia e estimular sua utilização como meio didático para o ensino de ciências. Com esse objetivo será ministrado o minicurso “Astrofotografia, arte e técnica”, pelo astrônomo amador José Carlos Diniz, da Rede de Astronomia Observacional (REA Brasil). Diniz vem a Campo Grande para participar do X Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea), que acontece de 13 a 17 de outubro no Memorial da Cultura.



A astrofotografia permite o registro permanente dos fenômenos celestes, propiciando sua comparação posterior, tanto na astronomia observacional produtiva, registrando estrelas variáveis, meteoros, eclipses etc. quanto no registro de belas imagens, que obtidas de forma simples são motivo de fascínio.



Diniz pretende desmitificar as dificuldades em fazer astrofotografia e mostra que com um pouco de conhecimento, técnica e pouca instrumentação podem-se fazer fotos do céu muito bonitas e interessantes. “Abordarei as técnicas usadas em astrofotografia com abundância de exemplos práticos. A intenção é motivar mais e mais pessoas para que possam se iniciar nessa bela arte e desta forma se aprofundar na astronomia”.



Ele afirma que qualquer pessoa com equipamentos modestos pode fotografar os astros. “Para começar a fotografar o céu você precisa de uma máquina fotográfica, um tripé e um cabo disparador. O curso é voltado principalmente aos iniciantes, mas os experientes também terão oportunidade de aprofundar questões”.







O flare do Iridiun captado dentro do Cruzeiro do Sul. Filme Kodak PPF400. Foto publicada na Astronomy - Explore the Universe, dezembro 1999 (José Carlos Diniz)



O curso também pretende incentivar os professores a usar a astrofotografia como instrumento didático. “Através das fotos aprendemos a distinguir constelações, registrar fenômenos celestes, atmosféricos etc. Essa iniciação e os resultados práticos e visuais estimulam a curiosidade e o gosto pela ciência”.



Em seu site (www.astrosurf.com/diniz/), Diniz apresenta as “astroengenhocas”, que utiliza como ferramenta para incentivar os mais jovens e como forma de suprir as necessidades instrumentais. “No Brasil de hoje poucos têm acesso a instrumentos e acessórios astronômicos. Os altíssimos e escorchantes impostos tornam proibitivo importar telescópios, montagens oculares etc. Assim, o brasileiro, com sua criatividade, ‘bola’ suas engenhocas de acordo com a necessidade, sempre com criatividade e bom humor. A comunidade ATM (Amateur telescope making) brasileira é muito atuante e reconhecida no exterior”. As engenhocas não estarão no minicurso, mas Diniz está à disposição para falar delas aos interessados.



José Carlos Diniz é médico e astrônomo amador. “Faço medicina por profissão e vocação. A astronomia entrou em minha vida como um complemento, uma forma de ampliar meus horizontes, unindo ciência, beleza e conhecimento. Fotografar e estudar os fenômenos celestes é hoje para mim uma necessidade e ajuda a manter a sanidade nesse mundo conturbado em que vivemos. As disputas e vaidades ficam reduzidas a nada diante da grandeza do Cosmos”, finaliza.



As inscrições para o X Encontro Regional do Ensino de Astronomia (X Erea) estão abertas e podem ser feitas no site: www.erea.ufms.br .


02/09/2010 - 09:56
 http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=47402
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Homenagem ao dia do Repórter fotográfico

Quinta-feira, 02/09/2010, 16h09
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Nesta quinta-feira (2), é comemorado o dia do repórter fotográfico. Ao longo dos anos, o fotojornalismo se tornou um estilo de trabalho que baseado no uso das imagens fotográficas para veícular e complementar ainda mais as notícias.
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HISTÓRICO
O surgimento dessa área se deu através do britânico Roger Fenton, que fotografou a Guerra de Crimeia, no período de 1853 a 1856. A primeira publicação de uma imagem em um veículo de comunicação aconteceu em 1880, através do jornal Daily Herald, de Nova Yorque, com a finalidade de inovar seu estilo de publicação, buscando chamar mais a atenção dos leitores.
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DIÁRIO
O jornal DIÁRIO DO PARÁ conta com uma equipe de 14 fotográfos, entre contratados e freelas.

Ney Marcondes, repórter fotográfico profissional há 27 anos, trabalha na redação do DIÁRIO há quatro anos.
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Segundo o fotógrafo, que também expõe seus trabalhos em eventos, o fotojornalismo do impresso se mistura com os outros tipos de fotografia. "O profissional acaba inserindo o fotojornalismo em tudo, seja no social ou mesmo no institucional.", comenta Ney.
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DIA-A-DIA
Muitas vezes o repórter fotográfico acaba se envolvendo com a situação, ao cobrir uma reportagem. Ney já passou por situações de comoção, como por exemplo, quando foi fazer uma matéria em um Pronto Socorro Municipal da cidade de Belém.
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Durante uma hora, ele acompanhou um senhor que estava muito mal em frente ao PSM e não conseguia atendimento. "Foi muito difícil ver todo o sofrimento do senhor e não poder fazer nada. A única coisa que eu podia fazer era fotografar, para chamar a atenção do poder público.", lembra Ney.
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Everaldo Nascimento, fotógrafo e editor do jornal DIÁRIO DO PARÁ, diz que a maior diferença entre um repórter fotográfico, que trabalha em jornal, para um que trabalha em eventos, é a dinâmica da ação e a conversa com o repórter. Além do curto tempo de produção, pois se trabalha com o factual.
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Para o fotógrafo o mais envolvente na profissão é trabalhar com a emoção do momento, a adrenalina. Dentre as inúmeras matérias feitas por Everaldo, seu maior desejo ainda é fazer a cobertura da Copa do Mundo. "Com a Copa sendo disputada em Manaus, meu sonho em fazer essa grande cobertura ficou mais próximo de ser realizado.", disse o fotógrafo.
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O Diário Online homenageia os repórteres fotográficos com galeria que reúne um pouco do trabalho dos fotógrafos do DIÁRIO DO PARÁ.
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(Adriana Pereira, Diário Online)

Marc Riboud - Fotógrafo - Fotografia

Exposições
Marc Riboud - Fotógrafo - Fotografia

De 10/09 a 13/10 - Ter, Qua, Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: das 09h às 21h
Gratuito

Caixa Cultural Brasília
SBS, Quadra 4 - Lote 3, 4
Setor Bancário Sul
Fone: 3206- 6456/ 3206- 9448

Com curadoria da Delegação Geral da Aliança Francesa no Brasil, a exposição reúne 61 quadros do francês que influenciou muitos fotógrafos em todo o mundo. Em suas viagens, Riboud documentou imagens que marcaram a forma de representar o mundo durante o Século 20.
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Nas fotos, mostra claramente suas preocupações com as questões sociais com um olhar mais humano. 
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A mostra conta ainda com fotos realizadas durante a recente viagem do fotógrafo ao Brasil. Riboud esteve no país em 2009, passando pelas cidades de Porto Alegre e Rio de Janeiro 
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http://cidades.terra.com.br/bsb/exposicoes/0,7558,I:64822,00.html
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fotos inéditas do jornal Última Hora estão na internet


02/09/2010 - 10:16

Grande parte das fotografias ficou guardada em arquivo por muitos anos e não chegou a ser publicada no jornal. 
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O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de digitalizar e disponibilizar na internet parte do arquivo fotográfico do jornal Última Hora, um dos mais importantes periódicos do jornalismo brasileiro, que circulou em diversas cidades brasileiras nas décadas de 1950 e 1960. São quase 20 anos de história registrados em 54.600 mil fotografias e 1.200 ilustrações, que podem ser vistas pelo site http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital/ 
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Diferentes momentos da história brasileira foram registrados pelas lentes fotográficas do jornal Última Hora: o suicídio do Presidente Getúlio Vargas, em 1954; as Olimpíadas de Helsinki, em 1952; a estreia de Roberto Carlos na TV Tupi, em 1968. a visita dos Rolling Stones ao Rio de Janeiro, em 1968. Além de nomes que marcaram a música brasileira, como Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Ângela Maria e Chico Buarque e o teatro, Eva Tudor, Tônia Carreiro, Procópio Ferreira, Grande Otelo e Cacilda Becker. 
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O tratamento de conservação preventiva e a digitalização dessas imagens é resultado do Projeto Última Hora – Acervo Fotográfico, que consistiu em organizar, conservar, digitalizar, tratar as imagens, produzir instrumentos de pesquisa e disponibilizar na internet este grande volume de fotografias. Este projeto teve início em 2007 no Centro de Acervo Iconográfico e Cartográfico do Arquivo Público do Estado de São Paulo. 
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A diretora do Centro, Elisabete Savioli , explica que as imagens desse projeto são do Departamento de Arquivo Fotográfico da Última Hora, na forma de negativos flexíveis. “Este tipo de suporte é muito frágil e de fácil deteriorização, o que torna a manipulação destes documentos bastante complicada”, explicou Elisabete. Além disso, para visualizar a imagem no negativo é preciso utilizar instrumentos específicos como lupas e mesas de luz. “Tudo isso torna a consulta aos documentos originais mais difícil, daí optarmos pela digitalização do acervo, que irá facilitar o acesso aos pesquisadores”, completou. 
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A consulta às fotografias pode ser feita de três formas: por período, autor ou palavra-chave. Toda a cobertura dada pelo jornal a temas como política, esporte, artes, teatro, cinema e literatura pode ser observada no seu arquivo fotográfico. De fatos do cotidiano a grandes acontecimentos da nossa história, nada escapa das lentes dos fotógrafos da “UH”: a posse de João Goulart no Senado (1956), a prisão do jornalista Carlos Lacerda (1952), a primeira Bienal de Arte Moderna (1951), o casamento de Grande Otelo (1954), o surgimento do Cinema Novo nos anos 1950 ou a inauguração da exposição de retrospectivas do trabalho de Di Cavalcanti no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954). 
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Além de fotografias, também foram digitalizadas as ilustrações publicadas no jornal, tratando de política, economia, arte e cultura. Criado por Lan, o Corvo, representando o jornalista e político Carlos Lacerda, e os gorilas fardados, representando os militares, são exemplos de caricaturas da “UH” que ficaram famosas. Os jogadores de futebol Zito, Tostão, Pelé, as atrizes Greta Garbo e Betty Davis e o escritor Carlos Drummond de Andrade são exemplos de personalidades que inspiraram ilustrações e caricaturas da “UH”. 
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No mesmo site, também pode ser consultado o acervo do próprio jornal Última Hora, digitalizado pelo Arquivo Público do Estado em 2008. A “UH” também foi tema de algumas publicações da instituição, como os cinco volumes da coleção “Arquivo em Imagens. Série: Última Hora” sobre artes, futebol, ilustrações e política. 
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O Fundo Ultima Hora está sob a guarda do Arquivo Público desde 1989 e é composto por 166 mil fotografias, 600 mil negativos, 2.223 ilustrações e uma coleção de edições da Ultima Hora do Rio de Janeiro entre os anos de 1951 e 1970, em papel ou microfilme. 
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Última Hora: marco da imprensa brasileira - A Ultima Hora foi criada em 1951 por Samuel Wainer no Rio de Janeiro, em um período de efervescência social e política, deixando de circular em 1971. O jornal tinha uma linguagem popular e foi pioneiro em diversos aspectos como o uso constante de cores, ilustrações e fotos. Esse jornal era o único que abrangia, nessa época, sete cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Niterói, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife . 
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Além dos temas corriqueiros do jornal como futebol, cinema e criminalidade, a “UH” também revelou seu apoio aos governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Jango nas páginas de política. Entre os seus colunistas destacaram-se Nelson Rodrigues, Agnaldo Silva, Arthur da Távola, Inácio Loyola Brandão, Jô Soares, Jaguar, Juca Chaves, Nelson Motta, Rubem Braga e Walter Negrão. 
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O arquivo fotográfico da “UH” foi formado ao longo da trajetória da edição carioca do jornal, entre os anos de 1951 e 1971, sob a direção de Samuel Wainer. O uso de fotografias e ilustrações em quase todas as páginas é uma das características marcantes da Última Hora. Para cada pauta era produzida uma missão, isto é, um conjunto de fotos tiradas para ilustrar uma notícia publicada no jornal. E, a cada missão, apenas uma ou duas fotos eram escolhidas pelo editor. Ao todo, cerca de 400 fotos eram tiradas diariamente para a cada edição, algo fora do comum à época. As fotografias, publicadas ou não, eram recolhidas ao arquivo do jornal. São estas imagens, algumas delas inéditas, que foram digitalizadas e estão na internet. Trata-se de um importante registro da história da imprensa brasileira. [ http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital]. 
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Perfil- O Arquivo Público do Estado de São Paulo é um dos maiores arquivos públicos brasileiros. Vinculado à Casa Civil do Estado de São Paulo, sua função é formular uma política estadual de arquivos e recolher, tratar e disponibilizar ao público toda documentação de caráter histórico produzido pelo Poder Executivo Paulista. A instituição mantém sob sua guarda aproximadamente 6 mil metros lineares de documentação textual permanente, 17 mil metros de documentação intermediária, 900m de material iconográfico, grande quantidade de jornais e revistas e uma biblioteca de apoio à pesquisa com 45 mil volumes. 
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

História da fotografia segundo a filosofia

LANÇAMENTO (30/8/2010)

Foto da matéria

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Trabalho fotográfico de Marcos Guilherme: discussões filosóficas contribuem para a prática do estudioso de Benjamin
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30/8/2010
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Fechando a programação de agosto do Ifoto, Marcos Guilherme apresenta trabalhos e discute trabalhos de Walter Benjamin sobre a fotografia

Desde quando a Academia de Ciências da França anunciou, oficialmente, a invenção da fotografia, em 19 de agosto de 1839, muita coisa mudou. Das câmeras escuras que demoravam até 30 minutos para formar uma imagem, até as modernas digitais, já se vão 171 anos.

Para comemorar a data, durante todo o mês de agosto, o Instituto de Fotografia (Ifoto) dedicou sua programação a esse marco histórico para o universo das imagens. E o encerramento das atividades acontece amanhã, às 19 horas, com apresentação do Projeto Fotobiografia que, mensalmente, discute o trabalho de fotógrafos do mundo inteiro.

Como a ocasião é especial, o que será apresentado pelo fotógrafo Marcos Guilherme é uma discussão filosófica sobre a história de fotografia, escrita, na década de 30, por Walter Benjamin (1892-1940).

"A ideia é pensar a fotografia como biografada, a partir do texto ´Pequena História da Fotografia´, de Benjamin, mostrando uma série de imagens citadas no enredo, numa linha de tempo que começa com Nicéphore Niépce (1765-1833), e segue até o pai da fotografia documental, Eugène Atget (1857-1927)", diz o fotógrafo, concludente do curso de Filosofia da UFC.

O estudo a respeito das ideias de Walter Benjamin prevê a remontagem das origens da fotografia, compreendendo, segundo o filósofo, o apogeu, declínio e diálogo entre fotografia e as artes plásticas. "A ´Pequena História da Fotografia´ nos possibilita uma análise histórica e filosófica, propiciando as primeiras aproximações instrumentais de compreensão macro desse fenômeno que o francês André Rouillé, e outros autores, estudam atualmente a partir da fotografia-documento".

Outro ensaio do filósofo Walter Benjamin, "A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica", e o texto "O Realismo Fotográfico", escrito pelo professor-doutor em Estética, Dilmar Miranda, da Universidade Federal do Ceará (UFC), também estarão em debate.

"Precisamos pensar a fotografia atual, e a filosofia é um campo propício para isso. Estamos todos sempre estudando, por isso nem é preciso concordar, mas é fundamental saber como ele pensou esse processo naquele contexto histórico. É um filósofo que falou de fotografia, cinema, artes, brinquedos infantis e muitos outros assuntos. É muito rico", diz Marcos.

Mais informações
Fotobiografia - projeto do Instituto da Fotografia, discute o pensamento do filósofo Walter Benjamin, apresentado pelo fotógrafo Marcos Guilherme, em comemoração aos 171 da invenção da câmera fotográfica. Amanhã, às 19 horas, na Rua Gonçalves Ledo,307, próximo ao Mercado dos Pinhões. Entrada franca. Contato: (85) 3254.6385

NATERCIA ROCHAREPÓRTER
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http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=842352
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Fotógrafos conversam sobre fotojornalismo



No próximo dia 9 de setembro, profissionais e amantes da fotografia irão conversar com o fotojornalista Jorge Henrique
31/08/2010 - 18:24
Fotojornalismo consegue mostrar a emoção do momento (Fotos: Jorge Henrique)
Depois do sucesso da primeira edição, no último dia 12 de agosto, o Trotamundo Coletivo já está com tudo pronto para a segunda edição do projeto Conversando Fotografia. No próximo dia 9 de setembro, profissionais e amantes da fotografia irão conversar com o fotojornalista Jorge Henrique.
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Jorginho, como é carinhosamente conhecido, vai falar sobre o trabalho no jornalismo, sua experiência no Jornal da Cidade, em especial, a cobertura da Copa do Mundo 2010, na África do Sul. 
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A ideia do Conversando Fotografia é movimentar a cadeia produtiva da fotografia e fomentar a participação de novos fotógrafos. “Isso a gente já conseguiu. Tivemos muita gente nova, fizemos vários contatos, novas parcerias. A semente foi lançada”, disse Marcelinho Hora, do Trotamundos Coletivo.
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Começo
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A primeira edição do Conversando Fotografia reuniu cerca de 40 pessoas, entre profissionais e apaixonados pela arte de capturar instantes. Os participantes puderam conhecer o trabalho do Trotamundos Coletivo e debater acerca da profissão.  “Nosso objetivo é pensarmos nosso trabalho, voltar o olhar para nós mesmos e refletir sobre nossas rotinas e nossa matéria-prima: a imagem”, disse Marcelo Hora. 
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Jorge Henrique
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Jorge Henrique trabalha como repórter fotográfico do Jornal da Cidade e desenvolve atividades também na assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Aracaju. Trabalhou ainda na Secretaria de Comunicação do Estado de Sergipe. É conhecido na imprensa sergipana por ter um olhar atento ao cotidiano do Estado e elaborar crônicas visuais com a mesma paciência de quando iniciou na carreira fotográfica, há cerca de dez anos. 
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O fotógrafo entrou no cotidiano dos jornais aos 18 anos, quando montava os títulos na tipografia do Jornal da Cidade. Nesta rotina, ele se aproximou de profissionais como Sidney Leite e Fernando Silva, que era funcionário da Gazeta de Sergipe. Acompanhando o trabalho deles foi incentivado a ingressar na carreira. Depois de enfrentar alguns contratempos, Jorge Henrique abraçou na fotografia a área que mais aprecia: fotojornalismo.
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Esta paixão rendeu um banco de imagens com quase trezentas mil fotos, cinco exposições fotográficas individuais, quatro coletivas, doze prêmios de reportagem, entre eles o Petrobras, o Banco do Brasil e o da Associação Sergipana de Imprensa. Há pouco menos de um mês o fotógrafo inaugurou sua mais recente exposição ‘Flagrantes de uma Nação’, no hall da Faculdade Amadeus (FAMA) e pretende levá-la a outros espaços culturais de Sergipe. Este ano, ele também pretende lançar um livro com uma retrospectiva de sua carreira. 
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