Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

.

«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 21 de dezembro de 2019

Santuário do Senhor Jesus da Pedra, em Óbidos, 1997/98

* Victor Nogueira











No caminho para as Caldas da Rainha, deparamos com uma Igreja ortogonal, o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, edificado no século XVIII, com um Museu de Arte Sacra que não visitei. (1) O Santuário do Senhor da Pedra parece uma nave espacial atarracada, com os foguetões laterais. 

Neste local, junto a uma fonte, foi descoberta uma tosca imagem de pedra, representando Cristo. Circundando a enorme, incompleta e desajeitada Igreja, um conjunto de cafés e restaurantes fechados.

O interior do Santuário, apresenta três capelas: a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros. No altar mor encontra-se a imagem do Senhor Jesus da Pedra. De assinalar as belas talhas barrocas, mármores, imagens e mobiliário, com telas de Vieira Portuense e de Pedro Alexandrino de Carvalho.  No templo existem ainda doze esculturas representando os Apóstolos,  cujo autor (1768) foi  o escultor Joaquim da Silva Coelho, de Alcobaça, e  painéis de azulejos (na capela-mor) As torres, com janelas interiores que abrem para o templo, possuem diversas salas, que albergam o Museu de Arte Sacra.

No largo fronteiro um fontanário joanino, com desenhos azuis, ao lado duma estalagem. Para ocidente, no horizonte e ao longo da cumeada, as muralhas da Vila de Óbidos, em contraluz ao pôr-do-sol. (Notas de Viagem, 1997.06.28)

(1) - Museu que acabei por visitar doutra feita, subindo uma estreita escadaria talhada no interior da grossa parede, percorrendo apertados corredores e atravessando salas que guardam os tesouros e peças, visitante solitário e talvez raro, tendo como cicerone a filha do guarda


rolos 206 e 344
imagens captadas em 1997 e 1998

Sem comentários: