Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sábado, 5 de julho de 2014

Photoandando por aqui e por ali

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* Fotos Victor Nogueira



Sabugal

Mértola
Covilhã
Alcácer do Sal


Cabeço de Vide
Cabo Sardão

Vila do Touro


Vila Nova de Mil Fontes
Vilar de Mouros



Vila do Conde
Óbidos
Nazaré - Praia


Nazaré - Pederneira


Nazaré - Sítio
Monsanto

Monsaraz





Mértola


Évora



Aljezur
Alcácer do Sal
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texto e fotos de Victor Nogueira
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Rememorando:
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Esrá foto é de Vila Nova de Mil Fontes. Ou não?
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Bem, seja ou não, foi nesta zona que encontrei as únicas praias que sabiam a sol,a sal e areia como as da minha terra perdida. A vila era uma estival e atravancada babilónia mas nos arredores encontrei os tais quilómetroos de areia quase vazias.
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Outra surpresa foi encontrar Porto Covo, antes do Rui Veloso. Era uma comprida e rectílinia estrada alentejana, de margens «despovoadas» ao fim da qual desemboquei num largo com dimensão humana, na altura um oásis que me encantou tanto como uma aldeia alentejana chamada Santa Susana ou as vilas de Aljezur e Alcochete antes desta ter sido escavacada e descaracterizada por «Vasco da Gama».
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Claro que podeia citar outras maravilhas, como Silves, Mértola, Alcoutim, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Idanha a Velha, Monsanto, Castelo Novo ...

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VM

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

MEMÓRIA DESCRITIVA

MEMÓRIA DESCRITIVA


foto victor nogueira - auto-retrato e sombras - Oeiras (jardins do palácio do Marquês de Pombal)

MEMÓRIA DESCRITIVA

no jardim
aragem chinesa ou nipónica
em filigrrana rendilhada
um jogo de luzes em  chiaroscuro
dicotómico e caleidoscópico

sombria de sombras
na penumbra em contrastaria
rútilo é o i

entre o gradeamento
e a folhagem
a preto e branco
síntese ou ausência da cor
senza cuore il senso
a  cinza e a neve
il silenzio

sem refração
na espiral rectilínea
visto o registo
em curvilínea planura

Setúbal 2014.07.03

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Necrópoles e túmulos (02 A) - Mosteiro de Alcobaça (Panteão Real)


Foto Victor Nogueira - Alcobaça - Mosteiro (Panteão Real) - Este é um dos vários panteões dos reis, rainhas e princípes de Portugal, a par dos da Igreja do antigo Mosteiro de Santa Cruz (Coimbra), do Mosteiro da Batalha (Aljubarrota), da Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora (Lisboa) e do Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa). 

Também a Igreja de Santa Engrácia (Lisboa) se destinava a Panteão Real, mas a centenária morosidade na conclusão das suas obras ("obras de santa engrácia", expressão que significava morosidade e inacabamento) inviabilizam-no, acabando por tornar-se já no século XX e após a implantação da República, Panteão para os Heróis e Glórias da Nação, tão ecletico que nele repousam desde Almeida Garrett a Aquilino Ribeiro e a Sofia de Mello Breyner (a 2ª mulher), dos ditadores Carmona e Sidónio Pais democratiamente coabitando com adversários como Manuel de Arriaga e Humberto Delgado, este assassinado pela Pide a mando de Salazar, na Presidência de  ... Carmona. 

Depois de Amália, outras glórias se pretende que lá repousem,  como o futebolista Eusébio ... Mas quem fala em José Afonso ou na assalariada rural alentejana morta pela GNR qd reclamava "Pão e Trabalho". ou em Bento Gonçalves, morto no Campo de Concentração do Tarrafal com muitos outros presos políticos, ou em Dias Coelho, escultor,assassinado pela Pide numa rua de Lisboa ?

Lá está  ele a meter a política  em tudo, dir-me-ão algumas das minhas leitoras mais ou menos fiéis. Pelo que ....


... o convite hoje é para uma deambulação pela vila de Alcobaça e alguma da sua história. e do Mosteiro cujo Abade era tão ou mais poderoso que o Rei de Portugal, a tal ponto que nos seus domínios se gritava em pedido de socorro "Aqui do Abade" e não "Aqui d'el Rey". Vasto domínio criado na terra de ninguém entre  os cristãos a norte e os muçulmanos a Sul, "revolucionou" a agriculttura na região. Com os tempos os seus frades e o Abade "renderam-se" a prazeres pouco ascéticos, a eles se podendo aplicar a expreessão "Comeu como um Abade" ou "Gordo que nem um Abade", desse estado falando um viajante inglês William Beckford nas suas Memórias. 

sábado, 28 de junho de 2014

de quantas pétalas é tecido o sol



* Victor Nogueira

de quantas pétalas é tecido o o sol
e de quantas escamas o mar?
quais as malhas que entretelam o lençol
e de que notas se  veste o luar?

é difícil a rima,
verso branco que arrima
e anima
oco louco
muito ou pouco ?

e a seara cerealífera
na esfera da espera

na concha do sentido
caracol
pelíicula a película (des)folheada
quantos sentidos se encerram ou libertam ?

de quantos caracteres, signos e palavras
se retiram duma só?
sol rissol solidão metanol briol
solário vário
refrigério
quente ou frio
etc & tal

ou assim e assim
afinal
sem pós de perlimpimpim ?

Paço de Arcos 2014.06.29

Foto Victor Nogueira - Lisboa Expo 98 (1998)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

entre cães e gatos, uma "píquena" ontologia


26 de Junho de 2014 às 17:29
* Victor Nogueira


1.

o gato
não é pato pató
ao ri- sol
não esfria
aquece
e
não arrefece
lampeiro
no
boieiro

Setúbal 2014.02.23


2.

gato sem sapato
lavado
altivo felino
incativo
sentado em curvilínea
lisand' o pelo
com a língua
rósea e áspera
posando no degrau
sem míngua
de altiva liberdade

paço de arcos 2014.06.25

3.

os animais - de verdade - também são gente
27 de Junho de 2013 às 22:25


*  Victor Nogueira


1, - os animais - de verdade - também são gente

Em Luanda, no quintal, para além dos animais de criação (patos e galinhas e por vezes coelhos), havia cães e gatos. E até houve uma corça, de olhos meigos como a  cadela do Rui, a Évora, e um cágado, que aparecia quando muito bem lhe apetecia. Para além desta criação, surgiam no quintal, provenientes do morro nas traseiras, cobras (não venenosas), baratas (enormes, algumas voadoras) e ratos (eram muito engraçados os rosadinhos acabados de nascer, tais como os pintainhos amarelos, aqueles condenados à morte). Assistíamos aos pintos a quebrarem a casca dos ovos para nascerem, começando logo a andar, ao contrário dos gatos, sujeitos, ainda cegos,  aos cuidados da mãe-gata. 

Este texto com reportagem fotográfica continua em

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Se quiser ler outros autores

sobre gatos

1. - Assinar a Peleantologia de poesia contemporânea sobre gatos[organização de João Luís Barreto Guimarães]Assírio & Alvim | Novembro 2001

2. - no meu Blog Dali e Daqui

sobre cães

1. - CÃES FAMOSOS DE ESCRITORES E POETASARCADENOE.SAPO.PT


2. - no meu blog Dali e Daqui o Cão foi o tema em 2014.Abril


Fotos de Família em Luanda, na Praia do Bispo





Fotos Victor Nogueira, em Portugal

Foto Victor Nogueira - Aljezur

Foto Victor Nogueira - Aljezur

Foto Victor Nogueira - Linda-a-Velha

Foto Victor Nogueira - Linda-a-Pastora

Foto Victor Nogueira -

Foto Victor Nogueira -

Foto Victor Nogueira - Setúbal

Foto Victor Nogueira - Setúbal

Foto Victor Nogueira - Lisboa

Foto Victor Nogueira - Lisboa

Foto Victor Nogueira - Lisboa

Foto Victor Nogueira - Lisboa

Foto Victor Nogueira - Setúbal

Foto Victor Nogueira - Setúbal

Foto Victor Nogueira - Setúbal

Foto Victor Nogueira - Setúbal