Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O que é o scrapbook ?

Quinta-feira 13 de agosto de 2009 15:24
Criatividade e arte como alternativas para renda extra
Letícia Murta - Portal Uai
A artesã Daisy Vilela abandonou um emprego fixo para se dedicar à arte do scrapbook


Na era da fotografia digital, o hábito de folhear álbuns tornou-se cada vez mais raro e compartilhar recordação hoje é praticamente um ato virtual. No entanto, guardar lembranças de viagens e momentos especiais pode ir muito além de tirar boas fotografias e divulgá-las na internet. O scrapbook, uma técnica americana de criar álbuns unindo fotografias à outros elementos, é uma ótima opção para quem quer guardar as lembranças com criatividade.

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O scrapbook (scrap= recorte book= livro) além de ser um ótimo passatempo, pode ser também uma alternativa para fonte de renda. Em tempos de crise, a criatividade é uma saída para pessoas desempregadas ou mesmo insatisfeitas com a atual atividade profissional. A artesã Daisy Vilela conheceu a técnica de scrapbook em uma viagem aos EUA há 16 anos e desde então vem aprimorando a arte de reunir lembranças. Há cinco anos, a artesã transformou o hobbie em atividade profissional e abandonou o emprego de secretária executiva em uma multinacional para se dedicar ao scrapbook. "Hoje trabalho mais, mas tenho mais prazer e minha renda também melhorou", afirma.
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A empresária, que começou criando álbuns de recordações de amigos e familiares, hoje trabalha eternizando lembranças e ensinando as técnicas em cursos individuais. Os cursos custam em média R$ 70, por duas horas de aula, e os trabalhos podem ir de R$ 40 a R$ 90 por folha do álbum.

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Renda extra

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A auxiliar de escritório Viviane Cruz, de 35 anos, fez o curso oferecido por uma papelaria especializada porque queria presentear o namorado, contando a história dos dois por meio de fotografias. Depois de pronto, mostrou à algumas amigas, que pediram para ter seus namoros retratados em meio a corações de pano e adesivos românticos. “Foi uma febre, todas as minhas amigas queriam e depois vieram as amigas das amigas, foi quando resolvi cobrar”, conta.
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Viviane explica que gasta em média R$ 12 de material para fazer uma página de scrapbook e costuma cobrar três vezes o valor gasto pelo trabalho. “O scrapbook requer muita criatividade, tenho que ver o que combina com cada momento da foto para ficar harmônico e bonito”, explica.

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Alegre com o trabalho desenvolvido, Viviane pensa em dedicar-se com exclusividade ao scrapbook. De acordo com ela, em alguns meses a renda extra ultrapassa o salário fixo e a auxiliar de escritório acredita que se conseguisse se dedicar mais, poderia ter um retorno maior. “Estou planejando montar meu atelier, oferecer cursos e viver feliz, recortando, colando e contando a história das pessoas”, garante.

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Elementos criativos
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Existem muitas formas de fazer um scrapbook com objetos vendidos em lojas especializadas ou mesmo reutilizando fitas, botões e restos de papéis coloridos. Com algumas fotos selecionadas, você pode criar um tema ou contar uma história em seu scrapbook . É importante usar materiais que não contenham ácidos, já que esses danificam as fotografias.
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O mercado de scrapbook em Belo Horizonte ainda não é tão explorado e somente uma loja oferece material especializado para a técnica. No entanto, é possível obter alguns elementos em papelarias comuns.
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De resto, solte a criatividade e use desenhos recortados, flores de papel, adesivos, pedaços de panos, fitas, canetas coloridas e muitos outros detalhes que enriquecerão seu trabalho, tornando o arquivo único e surpreendente.

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Scrapbook digital
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Uma variante da técnica é feita por meio de arte digital. Pacotes adquiridos gratuitamente em sites de relacionamento e blogs fornecem os elementos para montagem dos álbuns personalizados. Depois de prontas, as folhas são impressas e encadernadas. Um profissional cobra cerca de R$ 80 para criar um álbum digital com 20 páginas. A arte de trabalhos como convites e cartões custa em média R$ 30.
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Reprodução Alice Damasceno
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O scrapbook digital requer conhecimento de informática, mas diminui o valor dos produtos

A psicóloga Alice Damasceno conta que resolveu explorar as possibilidades virtuais antes de comprar os materiais para fazer o artesanato e acabou se encantando com o scrapbook digital. “Eu investi em um curso de photoshop [programa de edição digital] e comecei a brincar com as fotos da família. Sem que eu esperasse, começaram a surgir pessoas interessadas em comprar meu trabalho e já estou começando a ver lucro onde antes era só brincadeira”, explica.
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Scrapbook como terapia
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Os adeptos da arte garantem que o trabalho rende boas recordações e também muitas horas de entretenimento. A administradora de empresas Marlielle de Castro, de 30 anos, mora em Ouro Preto e realiza cursos em Belo Horizonte para desvendar as técnicas do scrapbook. Marlielle conta que descobriu uma forma de sair do estresse diário e ocupar o tempo com uma atividade produtiva.
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Por enquanto a administradora ainda não pensa em vender os trabalhos, mas explica que costuma presentear amigos e familiares com os álbuns personalizados. “Faço cada trabalho maravilhoso, contando momentos especiais de pessoas queridas. É uma maneira incrível de mostrar que se lembrou de alguém”, garante.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Museologia das Minas de S. Pedro da Cova ?

Quarta-feira, 11 de Março de 2009


Com base na obra de Maria Lamas, As mulheres do meu país, a Biblioteca da Escola Secundária de S. Pedro da Cova e a Junta de Freguesia promovem uma mostra fotográfica inspirada na recolha efectuada por aquela autora na primeira metade do século XX, nas Minas de S. Pedro da Cova. Maria Lamas percorreu o país de Norte a Sul, incluindo Açores e Madeira. Deslocou-se às mais remotas aldeias, entrevistou e fotografou as mulheres, os seus trajes, os seus rostos marcados pelas agruras de um trabalho pesado e parcas condições de vida.





Nestas fotos que retiram do silêncio as vozes de Maria Tagarela e outras trabalhadoras das Minas de Carvão de S. Pedro da Cova, as mulheres britam o carvão, transportam-no à cabeça e empurram enormes e pesadas vagonetas, como se vê na magnífica fotografia que se segue e que pode ser apreciada, entre muitas outras, até 13 de Março, no átrio da Escola Secundária de S. Pedro da Cova.

EVV
pinholeiro disse...
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Decorria o ano de 1975 quando por obrigação militar fui a primeira vez ao coração de S.Pedro da Cova. Era Oficial Miliciano e tinham-me entregue vários "Processos de Amparo" de soldados filhos e netos de gente que a mina tinha enviado para um fim de vida duro e em que a morte era já companheira de todos os dias. A "silicose" estava instalada e esses jovens eram quase sempre amparo dos que os antecederam numa mina que já não os recebeu. Não foram passados muitos anos e lá regressaria não me recordo do ano sei que utilizando a minha câmara fotográfica recolhi imagens de um tempo vencido, de muitas lutas e dores que permaneciam na representação das fotografias que agoram aqui são mostradas. Se o tempo que estas fantásticas fotografias tinham passado o arranque do museu mineiro tornava possível a permanência histórica. Lá voltaria muitas e diversas vezes com pretextos vários. Os gemidos das vagonetes já não se ouviam, o dos Homens esse ecoava ainda pelo poço.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Máquina Fotográfica - Ary dos Santos

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É na câmara escura dos teus olhos
que se revela a água
água imagem
água nítida e fixa
água paisagem
boa nariz cabelos e cintura
terra sem nome
rosto sem figura
água móvel nos rios
parada nos retratos
água escorrida e pura
água viagem trânsito hiato.
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Chego de longe. Venho em férias. Estou cansado.
Já suei o suor de oito séculos de mar
o tempo de onze meses de ordenado;
por isso, meu amor, viajo a nado
não por ser português mal empregado
mas por sofrer dos pés
e estar desidratado.
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Chego. Mudo de fato. Calço a idade
que melhor quadra à minha solidão
e saio a procurar-te na cidade
contrastada violenta negativa
tu única sombra murmurada
única rua mal iluminada
única imagem desfocada e viva.
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Moras aonde eu sei.
É na distância
onde chego de táxi.
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Sou turista
com trinta e seis hipóteses no rolo;
venho ao teu miradoiro ver a vista
trago a minha tristeza a tiracolo.
Enquadro-te regulo-te disparo-te
revelo-te retoco-te repito-te
compro um frasco de tédio e um aparo
nas tuas costas ponho uma estampilha
e escrevo aos meus amigos que estão longe
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charmant pays
the sun is shining
love.
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Emendo-te rasuro-te preencho-te
assino-te destino-te comando-te
és o lugar concreto onde procuro
a noite de passagem o abrigo seguro
a hora de acordar que se diz ao porteiro
o tempo que não segue o tempo em que não duro
senão um dia inteiro.
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Invento-te desbravo-te desvendo-te
surges letra por letra, película sonora,
do sendo à vogal do tema à consoante
sem presença no espaço sem diferença na hora.
És a rota da Índia o sarcasmo do vento
a cãibra do gajeiro o erro do sextante
o acaso a maré o mapa a descoberta
dum novo continente itinerante.
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José Carlos Ary dos Santos
Obra Poética
Lisboa, Edições Avante, 1994
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Abbey Road: lendária foto dos Beatles faz 40 anos


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Há 40 anos, os Beatles tiraram uma foto em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres. Por isso, neste sábado (8), diversos fãs se reuniram para celebrar o aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado ''Abbey Road''.
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A foto, clicada por Iain Macmillan, foi tirada em uma rápida sessão de fotos (que durou cerca de 10 minutos) na faixa de pedrestes que fica na frente do lendário estúdio onde o grupo fazia suas gravações.
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Preparando a arte do álbum que seria lançado no dia 26 de setembro daquele ano, os quatro músicos cruzaram a rua algumas vezes para que o fotógrafo pudesse fazer o famoso clique. Ao todo, existem seis imagens dessa sessão e a predileta de McCartney foi a escolhida para a capa.
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Em pouco tempo, o lugar se tornou ponto de encontro para diversos fãs da banda que, ano após ano, tentam reproduzir a lendária foto atravessando a faixa de pedestres mais famosa do planeta. No site do estúdio de Abbey Road há até uma webcam que filma a rua durante 24 horas e transmite as imagens para o mundo todo.
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A composição da foto, idéia de McCartney, segundo Brian Southall, autor de um dos livros mais completos sobre o Abbey Road, também virou motivo de paródia ou homenagem de desenhos animados como Simpsons ou programas infantis como Vila Sésamo.
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Fora o fato de as faixas brancas estarem desgastadas, o cenário da foto quase não mudou. Popular na época, o bairro se tornou uma área residencial afastada de Londres, cheia de propriedades de milhões de libras.
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Tony Bramwell, o ex-empresário dos Beatles, esteve presente em Abbey Road neste sábado, como há 40 anos.''Além de Paul e Ringo, sou a única pessoa ainda viva que estava presente naquele dia. É fantástico ver que tudo isso continua igual'', afirmou.
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''Apesar das revoluções musciais dos últimos 40 anos e dos novos gêneros musicais, os Beatles continuam sendo o número um'', acrescentou. Segundo ele, McCartney e Starr ficaram de assistir pela tv esse momento histórico. ''Eles não se cansam de recordar os bons momentos. Quem pode ficar chateado por ter sido um Beatle?'', questiona.
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Uma réplica do Rolls Royce de cores psicodélicas de John Lennon foi estacionado perto do histórico local. Um dos organizadores da cerimônia, Richard Porter, proprietário de um café próximo e dedicado aos Beatles, diz que está impressionado com o número de fãs presentes.
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''Sempre vem gente de todo mundo ao meu café. E hoje já recebemos 15 equipes de televisão de diferentes países e Deus sabe quantos fotógrafos'', comentou.
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''A foto é fácil de copiar. É simples e o lugar é como o local de peregrinação em memória dos Beatles'', acrescentou.
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Os Beatles gravaram quase todos seus discos no estúdio de Abbey Road, cuja sede, inaugurada no início dos anos 1930, vale mesmo uma visita.
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Ali também gravaram artistas como Fred Astaire, Fats Waller, U2, Oasis e Manic Street Preachers.
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Mistério
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Além de famosa, essa foto também carregando muito mistério e contribui com o lendário boato de que o ''verdadeiro Paul McCartney'' teria morrido no meio da década de 60.
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Segundo os rumores, a foto teria servido para encenar o ''enterro'' do verdadeiro Paul: John Lennon seria o padre (roupas brancas), Ringo Starr seria o encarregado do funeral (terno preto), Paul McCartney o cadáver (com terno e sem sapatos nos pés, como é tradição em algumas religiões) e George Harrison o coveiro (roupas de trabalho). Além disso, Paul é o único do quarteto com a passada invertida durante sua caminhada.
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Fora isso, outro elementos também ''provariam'' a tese de que Paul estaria morto. O fusca estacionado do lado esquerdo tem a placa LMW-281F. Os boatos apontam que a sigla seria ''Linda McCartney Widower'' ou, em português, ''Linda McCartney viúva''. Levando em consideração o número 1 como a letra I, o restante seria ''28IF'', apontando que o verdadeiro Paul teria 28 anos de idade se estivesse vivo.
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No lado direito da imagem, há dois carros pretos de modelos usados comumente para funerais no Reino Unido. Segundo os boatos, ambos estão direcionados para um cemitério localizado nas proximidades do estúdio Abbey Road.
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Com agências
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in Vermelho - 8 DE AGOSTO DE 2009 - 18h32
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ver também
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Abbey Road - Wikipédia, a enciclopédia livre

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Abbey Road (album) - Wikipedia, the free encyclopedia


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domingo, 9 de agosto de 2009

Francisco e os Pais

* Fotos de Sérgio Gabriel, Susana e Rui Pedro
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sábado, 8 de agosto de 2009

1884: Filme de rolo substitui a chapa

Calendário Histórico

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Em 8 de agosto de 1884, foi dado um passo revolucionário na fotografia. Dois inventores norte-americanos pediram a patente do filme de rolo. Até então, cada foto era gravada numa chapa.

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Uma fotografia era um presente muito especial no século 19, porque qualquer retrato implicava muito trabalho. Não dava nem para pensar num instantâneo que registrasse um momento agradável. O grande empecilho era o longo tempo de exposição. É por isso que as velhas fotografias mostram pessoas rígidas, com expressões de quem está fazendo esforço e olhares parados.

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Esforço também tinha que fazer o fotógrafo, até porque muitos lugares pitorescos não eram de fácil acesso. O fotógrafo profissional Wim Cox recorda todo o sacrifício para fazer uma única foto:

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"Como nem sempre se chegava de carro até o local, era preciso carregar todo o equipamento: uma sacola de couro com a câmera e parte das chapas, o back com o resto das chapas e mais uma sacola com as objetivas. Então se escolhia o local para armar a câmera e também a objetiva a ser usada, pois não havia como ampliar as chapas. Faziam-se então negativos, que eram copiados. Não havia ampliações. As cópias eram no tamanho da chapa original".

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Câmeras conforme o tamanho da foto

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Em outras palavras: quem quisesse fotografias de diferentes tamanhos, precisava de câmeras de diferentes tamanhos. A técnica fotográfica foi criada pelo pintor Louis Jacques Daguerre. Fascinado pela "arte de pintar com luz", ele desenvolveu o "daguerreótipo". Na sua época, fotografar era algo somente para intrépidos profissionais, o que mudou totalmente a partir de 1884.

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Foi quando George Eastman e seu amigo William Walker registraram a patente do filme de rolo. Com um adaptador, ele podia ser fixado a qualquer câmera que funcionasse à base de chapas. Karl Steinfort, da Sociedade Alemã de Fotografia, descreve a importância da invenção de Eastman:

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"O decisivo foi que, a partir de então, a pessoa que fotografasse só precisava fazer o que qualquer um sabe fazer: focalizar o motivo e apertar o botão. Todo o processo seguinte, a revelação do filme, era feito industrialmente no laboratório. Na época, comprava-se uma câmera com um filme de rolo para cem exposições. Quando ele chegasse ao fim, mandava-se revelar no laboratório de George Eastman, com câmera e tudo. Recebia as cem fotografias prontas e a câmera com um novo filme de rolo, de modo que quem pudesse pagar pelo equipamento e o serviço podia fotografar".

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Surgia, portanto, algo assim como o primeiro modelo das atuais câmeras descartáveis. A firma de Eastman, aliás, continua firme no ramo da fotografia. Seu nome: Kodak. No entanto, o início da fotografia como hobby não significou automaticamente o fim das câmeras com chapas. Fotógrafos profissionais continuam trabalhando com elas até hoje.

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O que fizeram foi substituir a chapa de vidro primeiramente por papel fotográfico e depois por filme plano. Para grandes formatos, essa técnica continua sendo insuperável, pois a exposição e a nitidez podem ser reguladas com maior precisão do que com as modernas câmeras fotográficas de tamanho pequeno.

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Técnica antiga é boa para aprender a fotografar

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O que Wim Cox também ressalta é o "efeito pedagógico" da fotografia com chapas: "Foi com ela que aprendi a ajustar direito e fazer boas fotos do ponto de vista formal. A questão é tratar, desde o começo, de não fazer erros, então se consegue ser muito preciso e exato. Naturalmente que assim se perde a espontaneidade e a vivacidade da fotografia".

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Instantâneos não combinam mesmo com a velha câmera de chapas. Fato é que, sem o filme de rolo, o foco automático e a regulação automática do diafragma, a fotografia não seria tão popular como hoje.

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Julia Bernstorf (ns)

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in DW World - 2009.08.08

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Fotografías que impactaron al mundo


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andreadeortiz

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Enviado por Guilhermina Abreu (hi5)
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