Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

“Não faço o que faço apenas para pegar garotas”, diz fotógrafo especializado em nus femininos

02/08/2010 - 13:57 (atualizada em 02/08/2010 14:01)


As celebridades mundiais consideradas mais bonitas do mundo já passaram sem roupa ou quase nuas pelas lentes do fotógrafo Sante D'Orazio; confira entrevista com o norte-americano

Rafael Bergamaschi
Sante ao lado de Pamela Anderson - Divulgação
Sante ao lado de Pamela Anderson
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Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Sharon Stone, Pamela Anderson, Angelina Jolie, Penélope Cruz e Gisele Bündchen. Estas são apenas algumas das belas mulheres que já passaram nuas ou quase sem roupa pelas lentes do fotógrafo Sante D’Orazio. Com muitas delas, as quais ele humildemente chama de “amigas”, o relacionamento foi mais do que profissional.

Sante D’Orazio tem 54 anos e é natural do Brooklyn, em Nova York. Cedo iniciou seus estudos em artes e rapidamente migrou para a fotografia. Seus trabalhos já estamparam grandes revistas do mundo inteiro, entre elas “Vogue”, “Vanity Fair” e “GQ”.

Em entrevista exclusiva para o Abril.com, D’Orazio falou sobre sua carreira, discursou sobre a beleza feminina e contou como ele enxerga sua vida e seu trabalho agora, com meio século de vida. Confira a entrevista na íntegra:

Por que decidiu se tornar um fotógrafo?
Esta é uma boa pergunta, eu nunca planejei me tornar um fotógrafo, apenas aconteceu. Eu era um estudante de pintura, pintava desde garoto. Havia um senhor que vivia próximo de casa que adorava fotografar, ele perguntou se eu, como estudante de arte, gostaria de aprender fotografia. Eu tinha por volta de 18 anos. Ele acabou se tornando meu professor, meu mentor. Por quatro anos eu tive aulas particulares com ele. Quando me graduei na universidade, onde estudava arte e pintura, precisava de um emprego e o primeiro que apareceu foi com fotografia. Quatro anos depois fiz minha primeira capa da “Vogue”. Eu fui com a maré, às vezes a vida abre oportunidades e se você as segue pode acabar em lugares que nunca imaginaria sozinho.

Existem muitas diferenças na maneira como era tratado no começo de sua carreira e agora que você é conhecido mundialmente?
As pessoas sempre são legais comigo, eu sempre sou legal com as pessoas... Obviamente as pessoas hoje reconhecem meu trabalho, mas acho que você tem mais chances de arriscar quando é jovem, as pessoas te dão mais chances. Quando se desenvolve uma carreira, as pessoas também têm medo de trabalhar com você, elas se sentem intimidadas. Quanto mais velho, maior é a pressão e as pessoas esperam o que você já fez, elas querem mais do mesmo, elas não estão tão abertas para o que há de novo com você. As revistas pensam que conhecem meu trabalho, mas, na verdade, eles apenas se recordam de meus trabalhos de 10, 15 anos atrás.

Muitas das mulheres que fotografou estavam nuas ou vestiam apenas roupas íntimas, qual o segredo para se fotografar uma bela mulher nestas condições?
Eu sempre fui gentil e respeitoso, sem parecer ameaçador. Não se estabelece este tipo de confiança tocando a garota, ou dizendo as coisas erradas. É preciso ser um cavalheiro.

Como você faz para que elas percam a inibição e se sintam à vontade?
É preciso estabelecer algum tipo de confiança, e isso vem com a sua personalidade, faz parte de quem você é. Não se pode inventar isso, ou se é este tipo de pessoa ou não. É mais fácil para mim fazer este tipo de trabalho agora, pois elas (as modelos) podem ver minha história e fotografias que fiz. Quando era jovem, acontecia mais com amigas minhas. Acontece que minhas amigas acabaram se tornando pessoas muito famosas como Naomi e Christy Turlington... Éramos da mesma geração.

Qual o seu relacionamento com as modelos e atrizes, saiu com muitas delas?
Com algumas delas, elas são minhas amigas.

O que é uma mulher bonita para você?

Nada define uma bela mulher. É poesia. É a coisa não dita. É possível encontrar beleza nos lugares em que menos se espera.

Onde você encontrou?
Eu encontro em todos os lugares, todos os dias. É possível encontrá-la no pescoço de alguém, nos olhos de alguém... Em um dia bonito com céu claro... É uma pergunta muito ampla. O problema é que todos querem tudo definido, a beleza está naquilo que não é definido. É aí que se descobrem as coisas, é assim que as coisas se tornam novas e permanecem novas.

Das mulheres que trabalhou, você tem algumas favoritas?
Todas têm algo especial que tenha me feito querer fotografá-las desde o princípio. Tudo tem um sabor diferente, uma beleza diferente e é isso o que é maravilhoso. É claro que tenho algumas favoritas, mas por causa da personalidade, ou algo do tipo. Quanto à beleza, todas têm suas características únicas, são todas muito diferentes.

O que mudou em você com a idade, o que te move no momento?
Faço muitas coisas diferentes, eu pinto, fotografo, filmo... Mas em relação a fotografar uma mulher, minha base sempre foi a fina arte, os movimentos clássicos que existem desde os princípios do tempo. Quanto ao nu, cada pessoa te dá algo diferente, mas a essência da foto ainda sou eu, é sempre um auto-retrato de alguma forma. Eu mudo junto com a minha obra.

Depois de tudo o que viveu, mulheres, festas... Você acredita que viveu ou que ainda vive a vida que queria?
Acho que quando você faz isso, você para de viver e começa a viver no passado. Sempre tento olhar para frente, sempre busco algo novo. Ver desta forma significa que está acabado. Eu acho que nunca serei a pessoa que quero ser e espero que não, pois isso significaria que parei de viver. Tenho muitas metas, muitas coisas que quero ver e fazer e crescer e mover. Não posso dizer que vivi a vida que quis, posso dizer que tive muita sorte, mas ainda há muito que quero fazer.

Você pensa em estabelecer uma família e ter uma vida tradicional?
Não acredito que uma vida tradicional dê conta de mim, com o que eu faço. Isso não significa que eu seja um playboy, não o sou. Eu tive uma esposa, tenho um filho de 16 anos. Se gostaria de uma nova família? Talvez, claro, por que não? Mas é preciso encontrar uma parceira que entenda e goste do que eu faço. Não faço o que faço apenas para pegar garotas.

Por que você faz?
Porque eu amo a arte, ainda me inspira. Não diferente de um novo pôr do sol ou um sol nascente. Eu ainda olho e amo cada foto. Sou mais feliz quando tenho uma câmera em minhas mãos. 
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domingo, 1 de agosto de 2010

clicEsportes lança ações para a Copa Libertadores

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Duas ações inovadoras ilustraram a cobertura do clicEsportes para a reta final da Copa Libertadores.
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Desde a semana passada, os colorados são estimulados a enviar suas fotos com as cores do Inter para fazer parte da taça da competição. Em uma semana, mais de 700 fotos foram enviadas para o especial. No pós-jogo o clicEsportes mostrou o movimento da torcida enchendo o Beira-Rio em time-lapse, uma técnica fotográfica usada no cinema. Para conferir o resultado, clique aqui.
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Chegada da torcida colorada ao Beira-Rio em time-lapse 

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Duração: 01:54
Autor: Esportes
Publicado em: 29/07/10

O clicRBS registrou a chegada da torcida do Internacional na noite de quarta-feira, dia 28 de julho, no Beira-Rio, para assistir à partida Inter x São Paulo pela semifinal da Copa Libertadores da América. Fotografamos em time-lapse, que é a técnica usada no cinema, na qual o objeto em foco é fotografado em determinados períodos de tempo com a câmera estática.

SAIBA O QUE É STOP MOTION - uma forma irreverente de animação


Refotografia Computacional

Stop motion, uma forma irreverente de animação

Para os leitores do fim de semana, aqui vai um belo vieoclipe em stop motion de Patrice - Ain’t Got No - Irreverente a ideia de brincar com a representação do cantor nas caixas de som. Aproveitem!

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Do inglês, significa movimento parado, é uma técnica de animação fotográfica a fotograma (ou quadro a quadro) com recurso a uma máquina de filmar, máquina fotográfica ou por computador.
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Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. Nesta fase podem ser acrescentados efeitos sonoros como fala ou música.
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Videoclipe da Ed Banger Records, composto por cerca de 2.000 aguarelas pintadas imagens após imagem, com um resultado magnífico.
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Video de Apresentação da Agência Nata Design. Foram utilizadas cerca de 1400 fotos na sua elaboração.
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Movimento stop motion feito por alunos sobre a Media Design School Diploma de 3D Computer Animation.
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Já este stop motion mostra a Vida sexual dos robôs. O videoclipe é do britânico Michael Sullivan.
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Quadro a quadro, os objetos, as ilustrações e o grito do Guaraná Antarctica para a Seleção em 2010 se misturam, gerando uma energia para contagiar a Seleção.
http://wp.clicrbs.com.br/semcensura/2010/07/31/stop-motion-uma-forma-irreverente-de-animacao/?topo=84,2,18,,,84
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Fotógrafo da Gazeta de Alagoas tem fotografia em livro nacional

29.07.2010 | 18h28 - Gazeta de Alagoas
Ricardo Ledo foi um dos 90 selecionados para participar de coletânea de fatos relevantes de 2009
  Gazetaweb - Gabriela Moreira 
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O que fazer com uma seleção de fotos publicadas pela imprensa em todo o Brasil? Um livro. Foi essa a ideia da revista Fotografe Melhor para homenagear profissionais que eternizam diariamente a efemeridade. Ricardo Ledo - fotógrafo da Gazeta de Alagoas - e Ailton Cruz - fotógrafo da Secom/AL - são os únicos alagoanos a participar da segunda edição do livro 'O Melhor do Fotojornalismo Brasileiro', lançado pela Editora Europa. O projeto foi coordenado por Juan Esteves, fotógrafo e crítico de fotografia, com o objetivo de transformar os fatos marcantes e relevantes do ano de 2009 em um documento histórico e fotográfico. Para a seleção, editores de fotografia de todo o país enviaram os melhores trabalhos realizados pelos fotógrafos de suas redações.
Dentre os profissionais participantes da seleção, apenas 90 tornaram suas fotografias parte de uma obra de 200 páginas. “A fotografia é resultado de sorte, talento e tino. Por isso, é sempre uma honra e um prazer ter um trabalho reconhecido e eternizado em um livro”, disse Ricardo Ledo.

Impulso para a fotografia


IMAGEM

Impulso para a fotografia

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Tiago Santana, autor de "Benditos": importantes livros de fotografia foram viabilizados através da lei de renúncia fiscal
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1/8/2010
A lei de incentivo possibilitou a fotógrafos como Celso Oliveira, Tibico Brasil e Tiago Santana o lançamento de livros registrando sua produção

A criação da Lei Estadual de Incentivo à Cultura deu uma reviravolta na vida dos artistas das mais diversas áreas. Considero o que de mais importante aconteceu nos últimos anos no Ceará. Até então, quase não havia publicação de livros de fotografia, nem aqui, nem no Brasil". As palavras do fotógrafo carioca Celso Oliveira, que adotou o Ceará para morar e trabalhar há mais de 30 anos e vem fazendo um precioso registro artístico das manifestações culturais e festas populares do povo nordestino, traduzem a importância da lei para os fotógrafos locais.

Quinze anos depois da publicação do belíssimo "Mar de Luz", que reuniu imagens feitas por mais de 30 profissionais que tinham na gaveta registros de um Ceará pouco conhecido, o cenário é outro. "Para nós, poder contar com incentivos fiscais da classe empresarial foi determinante. Tiramos da gaveta 20, 30 anos de filmes. Ainda era tudo analógico", recorda Celso. "Participamos diretamente dos debates, das reuniões. Toda a classe artística foi convidada a dar sugestões. Tinha muito quebra-pau, porque cada um queria fazer valer suas ideias. Mas, se cometemos erros, foi por descuido, não por intenção".

Em 1996, os amigos Tibico Brasil e Tiago Santana, além do próprio Celso Oliveira, que já tocavam o foto-arquivo "Tempo de Imagem", transformaram a empresa na editora pioneira no setor no Ceará. "Lembro do José Guedes, Roberto Galvão, Gentil Barreira, Augusto Pontes, Francis Vale, Glauber Filho, Rosemberg Cariry, José Albano, Márcio Figueiredo, e muitos outros, buscando fazer valer essa possibilidade de realizar projetos. Tínhamos poucas referências".

O "Mar de Luz" trouxe consigo, literalmente, uma grande exposição no então recém-criado Instituto Dragão do Mar, com as paisagens das praias e falésias do interior do Ceará, ampliadas em imagens de 2m x 3m. A mostra percorreu, além de diversas cidades cearenses, lugares como Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Difícil prestação de contas

"Realizar o sonho de publicar o litoral cearense foi o primeiro passo. E foi relativamente fácil, porque o conteúdo estava pronto, o trabalho foi somente selecionar o material de cada um. Na verdade, no início, praticamente todos os projetos eram aprovados pela lei", lembra Celso. "Nunca tivemos dificuldade para que as empresas cedessem parte do ICMS, a isenção fiscal exigida pela Lei 12.464. O problema mesmo veio depois, na prestação de contas. Quase nenhum artista estava preparado para fazer isso. Foi nossa maior dificuldade".

Outro livro de muito sucesso publicado através do Fundo Estadual da Cultura, foi "Visões", resultado da parceria entre a escritora Rachel de Queiroz e o fotógrafo Maurício Albano. A união dessas duas personalidades abriu caminho para muitos trabalhos. "O livro ´O Olhar de Cada Um - Unidades de Conservação do Ceará´, por exemplo, foi 80% patrocinado pela lei. Esse trabalho, que pretendemos relançar durante a ECO 2012, no Rio de Janeiro, dificilmente teria sido possível se não fosse esse caminho", destaca Celso.

10 anos de Benditos

Em 2010, o fotógrafo Tiago Santana comemora 10 anos de sua primeira publicação individual, "Benditos", viabilizada através da Lei Jereissati. De acordo com o artista, o incentivo estadual possibilitou a realização de projetos que, normalmente, não teriam espaço através de editoras do circuito comercial.

"Começamos a perceber que o cinema brasileiro, por exemplo, era todo financiado pelas leis de incentivo. Se o cinema, que era uma coisa caríssima, conseguia se viabilizar, por que a fotografia não?", resgata. "Até a regulamentação da lei, praticamente não havia publicações de autor, porque esses projetos não são meramente comerciais. São livros de arte, bens culturais, caros e de retorno a longo prazo. Sem esse mecanismo, talvez o ´Benditos´ não existisse. Claro que houve problemas, mas questões pontuais não podem colocar abaixo o que esse mecanismo tem possibilitado nos últimos 15 anos", avalia.

Hoje o Brasil e o mundo conhecem, além de "Benditos", o outro legado solo de Tiago Santana, intitulado "O chão de Graciliano". "Me dediquei muito. Nesses últimos 15 anos, publicamos, pelo menos, 25 livros, tudo através da lei, realizados em parceria com muitos profissionais, inclusive de outros estados. É um número bastante considerável, se levarmos em contar que, até então, não existia quase nada de produção desse gênero no Brasil".

NATERCIA ROCHARepórter
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