Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

domingo, 20 de setembro de 2009

James Nachtwey - Fotógrafo de Guerra

15/5/2009

É guerra


Glauco Frizzera


Desde que o mundo é mundo vivemos em guerra. Nesse exato instante tem uma ou mais guerras em andamento pelas mais diferentes razões. Nossa sociedade involui como seres inteligentes, na mesma proporção em que evolui tecnologicamente. Embora triste, esse fato tem levado uma geração de fotógrafos como Roger Fenton, Alexander Gadner, Tonny Vaccaro, Robert Capa e outros a entrarem nesse inferno para documentar os horrores e o impacto das guerras na vida diária dos cidadãos.

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Capa dizia que há duas regras para ser um bom fotógrafo de guerra: primeiro, esteja perto do objeto. Segundo: chegue ainda mais perto. O excelente documentário “War Photographer” de Christian Frei, mostra o trabalho do fotógrafo James Nachtwey (http://www.jamesnachtwey.com/), que iniciou sua carreira de fotógrafo em 1976 e cobriu sua primeira guerra em 1981, na Irlanda do Norte. Daí em diante não parou mais; esteve em El Salvador, Nicarágua, Líbano, Afeganistão, Bósnia, e onde mais houvesse algum conflito.

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Nachtwey passou pelas mais conceituadas agências fotográficas do mundo, como a Black Star, onde ficou até 1985, indo depois para a Magnum. Ficou por lá até setembro 2001, quando decidiu fundar a Agência VII, uma das mais conceituadas da atualidade (http://www.viiphoto.com/).

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James Nachtwey se considera uma testemunha dos nossos tempos. Um seguidor no melhor estilo do fotógrafo social, que acredita estar mudando o mundo com suas imagens.

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Em seu Website ele se descreve: “Tenho sido uma testemunha e minhas fotos são o depoimento. Os eventos que tenho fotografado não podem ser esquecidos, mas também não deveriam ser repetidos.”

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O documentário de Frei recebeu a indicação ao Oscar em 2002 e alguns trechos podem ser vistos no YouTube: (http://www.youtube.com/watch?v=x3VoyjUP8hg).

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Resultados de imagens para "James Nachtwey "

http://pixdaus.com/index.php?pageno=13&tag=love&sort=taghttp://iso1975.blogspot.com/2008/06/fugindo-um-bocado-triste-poltica.htmlhttp://www.artnet.com/artwork/424021124/rwanda-1994.htmlhttp://thetravelphotographer.blogspot.com/2007_01_01_archive.html

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James Nachtwey

James Nachtwey has covered more wars than most, winning numberous awards through the 80s and 90s.
www.jamesnachtwey.com/

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James Nachtwey

From Wikipedia, the free encyclopedia

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James Nachtwey
James nachtwey waving.jpg
Born 1948
Syracuse, New York, USA
Occupation Photojournalist
Notable credit(s) See Awards, honors and films
Official website

James Nachtwey (born March 14, 1948[1]) is an influential American photojournalist and war photographer who has been awarded the Overseas Press Club's coveted Robert Capa Gold Medal an unprecedented 5 times. In 2003, he was injured by a grenade in an attack on his convoy while serving as a TIME contributing correspondent in Baghdad, from which he has made a full recovery.

Contents

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Photography

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Nachtwey started working as a newspaper photographer in 1976 at the Albuquerque Journal. In 1980, he moved to New York and began working as a freelance photographer. In 1981, Nachtwey covered his first overseas assignment in Northern Ireland illustrating civil strife. He has documented a variety of armed conflicts and social issues, spending time in South Africa, Latin America, the Middle East, Russia, Eastern Europe, the former Soviet Union shooting pictures of war, conflict and famine, and images of socio-political issues (pollution, crime and punishment) in Western Europe and the United States. He currently lives in New York City.

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In 1994, Nachtwey was covering the upcoming elections in South Africa, the first non-racial ones in decades. As an associate of the Bang-Bang Club, he was at the scene when Ken Oosterbroek was killed and Greg Marinovich was seriously injured.

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Nachtwey had been injured previously in his work, but it was during his extensive coverage of the United States invasion of Iraq that he received his first combat injury. As Nachtwey, along with TIME correspondent Michael Weisskopf rode in the back of a humvee with the United States Army "Tomb Raiders" Survey Platoon, an insurgent threw a grenade into the vehicle. Weisskopf grabbed the grenade to throw it out of the humvee, but it exploded in his hand. Two soldiers were injured in the explosion, along with the TIME journalists. Nachtwey managed to take several photographs of medic Billie Grimes treating Weisskopf before passing out. Both journalists were airlifted to Germany and later to hospitals in the United States. Nachtwey recovered sufficiently to return overseas to cover the tsunami in Southeast Asia of December 26, 2004.[2]

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Nachtwey has worked with TIME as a contract photographer since 1984. He worked for Black Star from 1980 until 1985 and was a member of Magnum Photos from 1986 until 2001. In 2001, he was a founding member of the VII Photo Agency.

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Nachtwey was present during the September 11, 2001 attacks on the World Trade Center, and produced a well known related body of work. He also compiled a photo essay on the effects of the Sudan conflict on civilians.

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Awards, honors and films

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Nachtwey photographs have been exhibited throughout Europe and the United States and he has received numerous prizes and awards including the World Press Photo award in 1994. Nachtwey has also been awarded the Overseas Press Club's coveted Robert Capa Gold Medal an unprecedented 5 times, in 1983, 1984, 1986, 1994 and 1998. In 2001, the documentary War Photographer was released, focusing on Nachtwey and his work. Directed by Christian Frei, the film received an Academy Award nomination for best documentary film.

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In 2006, Nachtwey was awarded a Heinz Award from the Heinz Family Foundation, which carries a US $250,000 prize, for his body of work. Nachtwey is also one of three winners of the 2007 TED Prize. Each recipient was granted $100,000 and one "world-changing wish" to be revealed at the 2007 TED conference, in Monterey, California. Many members of the TED Community, and a group of world-class companies, have pledged support to help fulfill the wishes. Nachtwey's wish, revealed March 8, 2007, is this: "There's a vital story that needs to be told, and I wish for TED to help me gain access to it and then to help me come up with innovative and exciting ways to use news photography in the digital era."[3] Those who wish to help him will sign an NDA and help him "gain access to a place in the world where a critical situation is occurring and fully document it with photography; set a date to unveil the pictures and find a series of innovative ways to create powerful impact with them, using novel display technologies and the power of the Internet as well as media; and use the campaign to generate resources for organizations that are working to address and transform the situation." Early results of this work have been unveiled at XDRTB.org to document extensively drug-resistant tuberculosis throughout the world.

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References

  1. ^ biography.com
  2. ^ Ratnesar, Ramesh; Weisskopf, Michael (December 2003). "Portrait of a Platoon". TIME. http://www.time.com/time/subscriber/personoftheyear/2003/poyplatoon.html.
  3. ^ James Nachtwey's TED price acceptance talk, TED, March 2007, http://www.ted.com/talks/james_nachtwey_s_searing_pictures_of_war.html

External links

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sábado, 19 de setembro de 2009

Eve Arnold - fotógrafa

Marilyn Monroe Art Print
view in roo

26/6/2009

Marilyn gostava mesmo dela


Glauco Frizzera


“Se o fotógrafo se importa com a pessoa na frente de sua lente e tem sentimento, mais vai obter. Pois o instrumento é o fotógrafo, não a câmera" - Eve Arnold

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Pioneira é a palavra que melhor pode ser usada para descrever a fotógrafa Eve Arnold. Aos 87 anos vivendo na Inglaterra, Eve Arnold pode ser considera uma fotógrafa que abriu caminho para uma geração de mulheres documentaristas, quando em 1951,tornou-se a primeira mulher membro da prestigiada Agência Magnun, numa época em que o universo fotográfico era basicamente dominado por homens.

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Determinada e ousada, sabia como poucos fotógrafos como se aproximar das pessoas para capturar o melhor momento. Essa qualidade rendeu-lhe a confiança e uma grande amizade com a atriz e mito Marilyn Moroe. Arnold a fotografou por mais de dez anos, até sua morte em 1962. Essa relação resultou no belíssimo livro intitulado “Marilyn Monroe An Appreciation” (US$ 19,96 no Amazon.com).

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Em uma das fotos do livro, tirada em Long Island, na Califórnia, em 1955, Marilyn aparece, natural e relaxada, lendo Ulysses, de James Joyce, usando um maiô, como se não soubesse da presença da fotógrafa.

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Em outra célebre foto, ela aparece penteado seus pêlos pubianos. São momentos que só foram possíveis graças à relação estabelecida entre as duas, quando ambas iniciavam suas carreiras.

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Porém, somente em 1980, Eve Arnold realizou sua primeira exposição individual no museu do Brooklyn, com um trabalho realizado na China. Documentário que lhe rendeu vários prêmios e outro livro, “In China”, (Alfred A. Knopf, USA; Hutchinson, UK.US$ 30,00, na Amazon.com).

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As dicas da coluna para saber mais do trabalho de Eve Arnold, são: Agencia Magnum, www.magnumphotos.com e também uma entrevista dela, em inglês, para o canal Ovation TV ( http://www.ovationtv.com/programs/35 ).
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Resultados de imagens para "Eve Arnold"Marilyn Monroe"


http://viniciussanfelice.wordpress.com/2009/02/11/leituras-leitores/http://www.allposters.com/-sp/Marilyn-Monroe-Posters_i2114410_.htmhttp://escritaseleituraseafins.blogspot.com/2009/08/os-silencios-de-marilyn-monroe.htmlhttp://wwwjhp.blogspot.com/2009_06_21_archive.htmlhttp://pt.famozz.com/photographers/eve-arnoldhttp://escritaseleituraseafins.blogspot.com/2009/08/os-silencios-de-marilyn-monroe.html

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Le photographe Willy Ronis est mort le 11 septembre 2009 à Paris.

Willy Ronis, photographe





Le photographe Willy Ronis est mort le 11 septembre 2009 à Paris.
AFP/JEAN-PIERRE MULLER
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Gentil, Willy Ronis ? Jusqu'au bout, le photographe a laissé son nom et son numéro de téléphone dans le bottin. Et les gens, célèbres ou non, défilaient pour venir le voir dans son appartement parisien du 20e arrondissement : journalistes, aspirants photographes, admirateurs... Willy Ronis tutoyait tout le monde, racontant ses histoires de photographe sans jamais se lasser, avec un enthousiasme et une précision incroyables.

14 août 1910
Naissance à Paris.

1936
Photographie le Front populaire.

1945
Rejoint l'agence Rapho.

1954
Publie "Belleville Ménilmontant".

1972
Quitte Paris pour L'Isle-sur-la-Sorgue (Vaucluse).

2005
Rétrospective à l'hôtel de ville de Paris.

11 septembre 2009
Mort à Paris.

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Gentil, Willy Ronis ? Le photographe ne l'a jamais nié. Une gaieté et une empathie qu'on retrouve dans ses images : avec leurs couples d'amoureux et leurs enfants rigolards, leurs petits métiers et leurs guinguettes animées, leurs gens modestes mais heureux, les photos de Willy Ronis sont tendres, et même "sentimentales". "Vous ne trouverez pas une seule photo méchante, expliquait-il au Monde en 2005. Je n'ai jamais voulu donner des gens une image ridicule."

Et, alors que le passé qu'il décrit s'éloigne, ces photos alimentent à jamais la nostalgie d'une France pittoresque et fraternelle, proche de la carte postale. Une France de rêve plus que de souvenir.

Willy Ronis est mort à Paris, le 11 septembre, à 99 ans. Soit quinze ans après Robert Doisneau, dont la notoriété l'a longtemps éclipsé. Avec lui, c'est la page de la photographie dite "humaniste" qui se tourne. Comme Doisneau, Edouard Boubat, Izis, Sabine Weiss, Janine Niépce..., Ronis a travaillé pour les journaux dans l'après-guerre, en se concentrant sur la vie quotidienne des Français juste avant le grand bond dans la modernité.

Willy Ronis était issu de ces classes populaires qu'il a si souvent photographiées. Ses parents étaient des juifs d'Europe de l'Est qui avaient fui les pogroms, et son père, "ouvrier photographe", avait ouvert un petit studio à Paris. Mais c'est la musique, et non la photographie, qui attire initialement Willy Ronis : le jeune garçon se rêve compositeur. Le cancer de son père met fin à son rêve. Le voilà forcé de devenir son assistant au studio - un travail qu'il déteste. Les images de communiants, les incontournables "bébés nus sur peau de bique" l'ennuient mortellement.

"Le coeur à gauche"

Quand son père meurt, en 1936, Willy Ronis plaque le studio et bat le pavé à la recherche d'une photo plus spontanée. A Arles, en juillet 2009, le photographe expliquait : "J'avais rencontré Robert Capa et Chim (Seymour) chez mon père, ils venaient se servir de sa glaceuse. Ils étaient reporters de guerre, ils rentraient d'Espagne, ils avaient une auréole ! Moi je ne pouvais pas partir, j'avais ma mère à charge. Mais au moins je pouvais être dehors."

Un mois après la mort de son père, Willy Ronis se poste place de la Bastille, pour la victoire du Front populaire, le 14 juillet 1936. Dans la foule en liesse, il repère une enfant le poing levé sur les épaules de son père : elle deviendra la célèbre Petite fille au bonnet phrygien. Toute sa vie, Willy Ronis se délectera des manifestations, des grèves, de la vie ouvrière, de la Fête de L'Huma. De tous ses complices de l'école humaniste, il est sans doute le plus engagé. Communiste, il aura sa carte au parti de 1945 à 1965. "J'ai toujours été motivé par les problèmes économiques et sociaux, disait-il, par la condition humaine... en tant qu'homme et photographe. Je mourrai le coeur à gauche."

La guerre n'est pas une période faste pour le fils d'immigrés juifs. Le photographe vit d'expédients et se réfugie en zone libre pour ne pas porter l'étoile jaune. Chez lui, à Paris, il conservera précieusement celle de sa mère, qu'il montrera souvent, éternel indigné, aux visiteurs de passage.

C'est à la Libération que Ronis se fait vraiment un nom. Car les journaux ont le vent en poupe, et les photographes suivent le mouvement. Les images de Willy Ronis vont coller à la faim de vivre qui saisit alors la France.

Très tôt, son style est en place : des noir et blanc à la lumière travaillée, une composition rigoureuse héritée des peintres flamands des XVIe-XVIIe siècles, Bruegel, Rembrandt. "Enfant, j'ai passé des heures à recopier les peintres au Louvre. Pour être bonne, une photo doit tenir debout, avoir une harmonie, exactement comme un tableau." Contrairement à bien des photographes de l'époque, Willy Ronis se dit artiste. "Je savais bien, moi, que je n'étais pas qu'un presse-bouton !" Ses sujets, ce sont d'abord les gens : "Les rues vides ne m'intéressent pas." Les petits métiers, les ouvriers à l'usine, les bords de Marne, les couples, la jeunesse... le tout sans spectaculaire, en se concentrant sur le quotidien et la "poésie de la rue".

En une dizaine d'années fastes, Ronis signe presque toutes ses icônes : la syndicaliste qui harangue les ouvriers en mars 1938 aux usines Citroën-Javel - même si la photo ne sera pas publiée avant les années 1980 -, le couple d'amoureux sur la colonne de Juillet place de la Bastille avec la ville de Paris à ses pieds, le petit garçon hilare qui court avec un pain plus grand que lui sous le bras, la péniche aux enfants sous le pont d'Arcole... Le photographe passe aussi des heures à arpenter le quartier Belleville-Ménilmontant, auquel il consacre un livre en 1954, Belleville Ménilmontant, devenu un classique.

Willy Ronis a d'autres cordes à son arc : il fait aussi de la mode, parfois de la publicité ou des photos de sports d'hiver. Pendant toute sa vie, il aimera aussi capturer des nus aux courbes délicates. On trouve bien quelques images mélancoliques - qui disent souvent la solitude de l'homme perdu dans la foule - mais le ton général est optimiste.

"Mes photographies présentent un visage de Paris qui pourrait - faussement - passer pour un paradis, disait Ronis. La vie était dure... mais ces années 1950 embaumaient la liberté. On respirait, après toute la douleur de la guerre." Une vision radieuse qui lui vaut de figurer dans "The Family of Man", la grande exposition itinérante d'Edward Steichen en 1955, qui chante l'universalité des émotions humaines quels que soient les pays et les cultures.

Moments difficiles

C'est surtout dans la presse que Ronis a montré ses images, en particulier dans le magazine communiste Regards : "Nous étions des camarades ; avec eux il n'y avait pas de malentendu possible." Car le photographe a de mauvaises expériences : un jour, le New York Magazine recadre une de ses images et la légende de façon à dire du mal des syndicalistes. Furieux et entier, Willy Ronis va alors trier ses publications sur le volet.

Il renonce même à travailler pour le prestigieux magazine américain Life : "Ils payaient royalement, mais les légendes étaient revisitées à New York. Cela ne me plaisait pas." Et, alors que la guerre froide bat son plein, il finit par quitter momentanément son agence, Rapho, pour être sûr de maîtriser totalement l'utilisation de ses images.

La période faste ne dure pas. Dans les années 1960, Willy Ronis connaît des moments difficiles. L'heure n'est plus à l'idéalisme rassembleur de la photographie humaniste, les jeunes photographes le "poussent vers la sortie". Alors il s'exile avec sa femme, Marie-Anne, à L'Isle-sur-la-Sorgue (Vaucluse). Il faudra attendre les années 1980 pour voir son oeuvre revenir en grâce. A la suite de Doisneau, les livres sortent, innombrables, les cartes postales s'accumulent qui célèbrent le Vieux Paris - au risque de réduire son oeuvre à cela.

Une grande rétrospective gratuite, à l'Hôtel de Ville, en 2005, achève de le consacrer : elle réunira plus de 500 000 visiteurs, qui communient dans cette vision rêvée d'une capitale et d'une époque, avant que soient construites les tours de la Défense et qu'on se lamente sur la tristesse de la banlieue.

Veuf, sans enfant depuis que son fils s'était tué dans un accident de deltaplane, Willy Ronis avait fait don de son oeuvre à l'Etat en 1986. Et, en 2001, il avait lâché l'appareil : la tête restait froide, mais les jambes refusaient de le porter.

Lorsque cet été, quelques mois avant sa mort, les Rencontres photographiques d'Arles avaient mis son travail à l'honneur, le photographe avait fait le voyage. En chaise roulante, il goûtait à son dernier plaisir : raconter encore, avec sa légendaire gentillesse, les mille et une petites histoires cachées derrière ses photographies.

Claire Guillot
Article paru dans l'édition du 15.09.09.
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Bahia - Exposição resgata imagens do início da carreira de Pierre Verger

Correio - O QUE A BAHIA QUER SABER

entretenimento |16.09.2009 - 13h31

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Dóris Miranda | Redação CORREIO

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Os baianos já suspeitavam que, quando aportou na Bahia para morar, em 1946, aquele francês acumulava muitas histórias para contar. Coisas que Pierre Verger (1902-1996) guardou no fundo das gavetas porque aqui encontrou seu universo particular. O etnógrafo que era não resistiu à urgência da negritude que exalava das ruas de Salvador e foi direcionando seu olhar fotográfico já formado para os terreiros, os saveiros da rampa do Mercado, as feiras livres, as ruas. Agora, o público tema chance de conferir o trabalho do Verger, que viajou o mundo na década de 30, no período em que se iniciou na fotografia, apontando a Rolleiflex para cenas prosaicas flagradas no cotidiano estrangeiro.


O Campo de Marte, no centro de Paris, ainda sem o verde de hoje,
visto do alto da Torre Eiffel, em 1937

Foto: Pierre Verger/ Divulgação

Uma vasta amostragem disso está na exposição De um mundo ao outro - Pierre Verger nos anos 30, montada no Palacete das Artes Rodin Bahia (Graça) e na Aliança Francesa (Ladeira da Barra), com visitação aberta ao público a partir de hoje.

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A mostra, que tem curadoria de Cláudia Pôssa e Alex Baradel, segue até 18 de outubro, sempre de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada é gratuita. “É um outro Verger, que estava formando seu olhar de fotógrafo. Por isso, não são seus trabalhos mais importantes, que foram desenvolvidos posteriormente, na Bahia. Mas vale muito a pena conferi-los até para se ter ideia do que viria depois”, avalia Cláudia Pôssa, que selecionou 180 fotografias, 30 documentos originais, 11 reproduções em grande formato e um audiovisual.

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Pescador na saída para o mar da Polinésia (1937)
Foto: Pierre Verger/ Divulgação

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Em conjunto, esse material resgata o ambiente cultural e artístico da época entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra Mundial. Os curadores vão ministrar palestra gratuita sobre a exposição e a pesquisa que gerou o material no dia 24, às 19h30, na Aliança Francesa (Ladeira da Barra).

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Olhar humano
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Além do Verger propriamente dito, a exposição apresenta obras de outros artistas contemporâneos a ele, que o influenciaram diretamente, como Pierre Boucher (que iniciou Verger na fotografia), René Zuber, Emeric Feher e Maurice Baquet. Todos, frequentadores do estúdio de Zuber, onde discutiam a extensão daquela nova objetividade pregada pelos alemães. Mas, sem querer teoria apenas, eles saíram para o mundo.

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Nas feiras filipinas, um flagrante de relaxamento
Foto: Pierre Verger/ Divulgação

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Como o húngaro Robert Capa ou o conterrâneo Cartier-Bresson, Pierre Verger publicou suas fotorreportagens em revistas de peso, como a francesa Regards e a americana Life. “Essa época é marcada pelas descobertas de outras culturas por ele, é um momento de ruptura, quando deixa de viver a vida burguesa da família e passa a olhar o mundo de outra forma. Por isso, escolhemos esse período da vida do artista para montar essa exposição”, explica o curador Alex Baradel.

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O que se vê, então, são instantes imortalizados de Paris no auge de sua efervescência cultural, das colônias francesas nas Antilhas, África e Polinésia. O processo de trabalho era simples: ele saía às ruas e seguia na direção que o instinto pedia. Pierre Verger já apresentada ali, intuitivamente ou não, a perfeita simetria entre a técnica e o elemento humano que transformaria suas imagens em arte.

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“Apesar da inexperiência como fotógrafo, o Verger etnógrafo já manifesta o traço principal que iria pontuar sua trajetória posterior, que se tornaria sua marca na Bahia”, arremata a curadora.

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Serviço
Evento - De um mundo ao outro - Pierre Verger nos anos 30
Local - Palecete das Artes Rodin Bahia e Aliança Francesa
Quando - De hoje até 18 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h

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(Notícia publicada na edição impressa do dia 16/09/2009 do CORREIO)

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Córdova lança a 1ª Bienal de Fotografia

LAVOZ.com.ar

Foto Galería

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Miércoles 16 de setiembre de 2009
En Córdoba
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Se lanza la primera bienal de fotografía

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Comienza mañana en el Museo Caraffa y seguirá en octubre. Concentrará importantes muestras y actividades en el Cabildo Histórico, el Pabellón Argentina y el CEF.
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La Bienal de Fotografía Córdoba 2009 arrancará con un núcleo sólido de cinco de exposiciones que mostrará en la escena local a cinco artistas argentinos de gran trayectoria. El evento traerá las exposiciones de Alejandro Chaskielberg, Alessandra Sanguinetti, Oscar Pintor, Alejandro Lipszyc y David Albert.



A partir de estas propuestas se sumarán otras actividades que son pilares en cualquier reunión que tenga como protagonista a la fotografía: conferencias, revisión de portfolios y workshops. Bajo el título “Encuentro con el Autor”, la bienal cordobesa gestada por el Centro de Estudios Fotográficos (CEF ) abrirá al público las charlas con los artistas expositores que, a excepción de Sanguinetti, vendrán a esta ciudad para dialogar y participar también de los portfolios, junto a un grupo de fotógrafos locales.

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La Bienal de Fotografía Córdoba 2009 será una plataforma “para el aprendizaje e intercambio de ideas entre quienes hacen las imágenes y el público”, un encuentro “para todos los interesados, especializados o no”, sostienen sus organizadores.

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La primera exposición que tendrá la bienal será “La Creciente”, de Alejandro Chaskielberg (Buenos Aires), y será inaugurada este jueves a las 19 en la planta baja del Museo Caraffa (Poeta Lugones 411). Al día siguiente, a las 19, en el CEF (bulevar Illia 362), el artista abrirá el ciclo “Encuentro con el Autor”, un diálogo abierto a todo público. La bienal hará luego un paréntesis de 15 días para volver en octubre, y concentrar sus acciones entre los días 8 y 10, en El Subsuelo del Pabellón Argentina, el Cabildo Histórico y el CEF, el lugar elegido para la fiesta del cierre.



Imaginarios. En “La Creciente”, Alejandro Chaskielberg fotografía a los isleños y paisajes del Delta del Río Paraná. Utiliza una cámara de placa y largas exposiciones nocturnas, y reinterpreta el ambiente del Delta iluminado bajo la luna llena. Influenciado por su trabajo como director audiovisual, crea escenas usando a la comunidad isleña local e inmigrantes golondrina. Su trabajo comprende a la fotografía contemporánea de “seteo narrativo” (staged photography), y al género literario latinoamericano del realismo mágico.

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“Los emigrantes”, de Alejandro Lipszyc, será la siguiente exposición que presentará la bienal. Será inaugurada el jueves 8 de octubre a las 19 en El Subsuelo (Pabellón Argentina, Ciudad Universitaria). Al día siguiente, a las 11, el CEF (Illia362) será sede para una revisión de portfolios. Y a las 18, en el Cabildo Histórico (Independencia 30), Lipszyc charlará con el público sobre su obra.
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“Los emigrantes” exhibe, por separado, el exilio de 30 personas al momento de abandonar Buenos Aires en medio de una despiadada crisis económica. Este dato, tanto como el de los destinos geográficos de los emigrantes, se pueden conocer por los epígrafes. Allí figura, además, el barrio desde el cual mira cada una de estas personas. Todo el conjunto devela una condición urbana y contemporánea.

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Alejandro Lipszyc nació en 1971 en la provincia de Buenos Aires, y desde 2004 es fotógrafo del Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba).

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La intensa jornada del viernes 9 de octubre finalizará, a las 20, con las aperturas de otras dos muestras de la bienal: “El Sexto Día”, de Alessandra Sanguinetti y “Retrospectiva”, de Oscar Pintor, en las salas de exposiciones del primer piso del Cabildo.

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Alessandra Sanguinetti (Nueva York, 1968) tiene una importante trayectoria en el circuito de la fotografía artística. Ha recibido la beca Guggenheim y es representada actualmente por la galería Yossi Milo de Nueva York y Ruth Benzacar en Buenas Aires. Sus fotografías están en colecciones públicas y privadas, como el Moma de Nueva York. La obra que se verá en Córdoba es un cuento de animales y humanos, de su interacción y dependencia, que se ubica en el campo de la provincia de Buenos Aires.

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Oscar Pintor (San Juan, 1941), también tiene una destacada carrera internacional. En la retrospectiva que llegará a Córdoba estarán desde aquellas imágenes que remiten a su ciudad natal, a sus recuerdos y sentimientos, y las posteriores, en las que se despoja de esa deuda con su tierra, para pasar a abordar frenéticamente otros temas que tienen como escenario a su ciudad adoptiva, Buenos Aires, donde toma fotos en el silencio cómplice de la noche.

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Cierre con fiesta. El sábado 10, la bienal comenzará a las 16 con otro “Encuentro con el Autor” y la presencia de Oscar Pintor en la sala de conferencias del Cabildo. A las 20, seguirá con la inauguración de la muestra del fotógrafo cordobés David Albert en el Fotoespacio del CEF. Y a las 23, en el mismo lugar, será la fiesta de cierre de la bienal.

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Historia, política, vida y muerte, identidad, tiempo, ausencias son parte de lo que subyace en las imágenes de desolación de Albert, sean leídas como componentes de polípticos o como obras individuales.
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La bienal no terminará ahí. Continuará el 15 y 16 de octubre con un workshop a cargo de Alberto Goldenstein. Aquí se propone un análisis de la producción personal de los asistentes en contexto con los diversos abordajes en la fotografía y el arte contemporáneos, y en perspectiva con la historia del lenguaje fotográfico en forma específica.

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Actividades

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“Encuentro con el autor”. El ciclo será la oportunidad para dialogar en profundidad sobre las obras de los fotógrafos. Se realizarán en el Centro de Estudios Fotográficos (bulevar Illia 362). Participarán Oscar Pintor, Alejandro Chaskielberg, Alejandro Lipszyc y también Ataúlfo Pérez Aznar.

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Revisión de portfolios. Es un encuentro entre aquellos fotógrafos que han desarrollado un proceso o bien están transitando por él confrontados con aquellos de mayor experiencia. Las revisiones se llevarán a cabo en la sede del CEF durante tres días. Esta instancia es definitoria, ya que allí se elegirán proyectos para ser expuestos en la próxima Bienal de Fotografía Córdoba 2011. Serán revisores: Pintor, Lipszyc, Julio Pantoja, Alejandro Montes de Oca y los cordobeses Gabriel Orge, Manuel Pascual, Sebastián Salguero y Rodrigo Fierro.

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