Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

cirandando por cascais

* Victor Nogueira (fotos)



cidadela


Casa das Histórias (Paula Rego)



Centro Cultural de Cascais (antigo Convento de N. Sra da Piedade)

O convento foi edificado por iniciativa do IV Conde de Monsanto, D. António de Castro, que nele desejava instalar o primeiro Colégio Português de Filosofia, tendo as obras sido concluídas em 1641. A história do convento até 1834, está descrita na Crónica das Carmelitas Descalças, ordem religiosa que o ocupou até essa data. Quando nesse ano as ordens religiosas foram extintas, o convento ficou votado ao abandono e em ruína.


Depois de passar por diversos proprietários foi adquirido pelo Visconde da Gandarinha, em finais do século XIX, que ali mandou instalar o seu palácio de veraneio, loteando os terrenos circundantes.

Já em meados do século XX o edifício foi adquirido pela família Espírito Santo e, em 1977, a Câmara Municipal de Cascais tomou posse, por escritura de doação, da Sociedade Casas da Gandarinha SARL, com a salvaguarda da gestão da capela pela autoridade eclesiástica local.

A recuperação do antigo convento teve início em março de 1994, num projeto faseado. A ala norte foi a primeira a ser concluída, tendo as restantes alas (nascente, sul e poente) sido alvo de escavações arqueológicas que terminaram em 1997.







Parque Marechal Carmona 

Criado na década de 40, este grande espaço verde resulta da junção dos jardins do Palácio Condes Castro Guimarães com a propriedade do Visconde da Gandarinha, na vila de Cascais. Desde a primeira metade do século XVI, o espaço já era utilizado como quinta de recreio, lazer e produção. Foi comprado à Misericórdia de Cascais pelos Carmelitas Descalços, sob o patronato do D. António de Castro. Depois de, em 1834 passar para os bens do Estado, teve vários donos, até ter sido finalmente adquirido pelo Visconde da Gandarinha, que construiu aí um parque romântico. O jardim do Palácio Condes Castro Guimarães também se caraterizava por um toque de romantismo e, em 1944, após o terreno da Gandarinha ter sido adquirido, os dois espaços foram unidos e abertos ao público. Após a revolução de 1974, passou a designar-se Parque do Gandarinha, apesar de ainda hoje ser conhecido como Marechal Carmona.

O Parque tem amplos relvados, canteiros de herbáceas e arbustos, uma mata com árvores de grande porte e percursos com um toque de romantismo. O Parque integra, ainda, um troço da Ribeira dos Mochos, lagos, um parque de merendas e um campo para jogos tradicionais. (in http://www.cm-cascais.pt/equipamento/parque-marechal-carmona)




recuperação da Casa Sommer, futuro Arquivo Histórico Municipal - Centro de História Local








 DA IDADE DO FERRO (ESCULTURA), DE DANIEL GAMELAS

 As obras da exposição DA IDADE DO FERRO, esculturas figurativas e desenhos realistas de execução virtuosa, remetem para uma especulação sobre mitos e rituais da Proto-História associados a um Panteão de antigas divindades ibéricas de cultura indo-europeia, a partir de um trabalho de investigação académica com fontes científicas, enriquecido por visitas a sítios históricos e arqueológicos, e pela participação em cerimónias ancestrais de origem pagã.
Em Daniel Gamelas, licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, Mestre pela New York Academy of Art, e membro co-fundador do AARP – Atelier de Arte Realista do Porto, encontramos um universo estético marcado pela tradição académica da representação figurativa e o legado das escolas clássicas, mas também influenciado pela denominada Fantasy Art, com origem na ilustração e banda desenhada, e fortes ligações à ficção científica e à literatura mitológica e épica.Aqui o veado, o javali e o lobo fundem-se com os corpos humanos, enquanto representações teriomórficas das forças da Natureza; e as mulheres são divindades matriarcais associadas à fertilidade e à protecção da Terra, ou então sacerdotisas, guardiãs dos lugares e rituais sagrados que lhe prestam culto.

A ligação simbólica à Terra é também palpável na modelação do barro, mais rápida e expressiva nas peças pequenas, mais acabada nas maiores, que surgem recortadas e remontadas, como saídas de escavações arqueológicas.


É nesta revisitação artística e subjectiva de um passado remoto e de uma identidade cultural peninsular esquecida, que ultrapassa uma dimensão meramente ilustrativa e entra no domínio do simbólico, que a obra de Daniel Gamelas pretende transmitir uma reflexão para o futuro. (in http://www.fundacaodomluis.com/)







Exposição Luz Negra, por Rogério Braga

Fotografias feitas na Africa-Quênia com foco nos adornos das tribos locais. Uma visão crítica sobre a preservação de uma cultura que adapta-se para sobreviver, antes feitos de Sementes e peles de animais selvagens os adornos e vestes que hj são constituidos de Miçangas plásticas e tecidos preservam os mesmos signos ancestrais. muda-se o significante mas não o significado. Este olhar crítico é traduzido nas imagens poéticas e de forte contraste visual , marca do fotógrafo. (in http://www.fundacaodomluis.com/)







Rua Marques Leal Pancada (janelas manuelinas)







Rua Marques Leal Pancada (troço da antiga muralha de cascais)





Rua Marques Leal Pancada



calçada portuguesa

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