
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
domingo, 9 de agosto de 2020
Quiosque no Largo de S. Paulo, em Lisboa

sábado, 8 de agosto de 2020
coretos 38 - Paço de Arcos
Fotos Victor Nogueira
***
Foto JJ Castro Ferreira
VER
No Jardim Municipal de Paço de Arcos
No Jardim Municipal de Paço de Arcos
Fica este coreto no Jardim Municipal de Paço de Arcos, no que seria o Passeio Público do tempo em que a burguesia vinha a banhos. É bordejado pelo Rio Tejo, por alguns chalets desse tempo e nele se situavam o Casino (hoje sede do Clube Desportivo) e pelo edifício (reconstruído) que outrora foi o Cinema Chaplin. Por detrás desta "fachada", as casas eram tugúrios, muito mais exíguas e miseráveis.
Avenida Marquês de Pombal (foto jj cf)
Encontro-me no jardim, rodeado de pessoas, digo, de crianças brincando e do trânsito automóvel. O chão está coberto de folhas secas e amarelecidas, que o vento transporta. Esse vento fresco que me fará ir embora mais cedo porque se torna desagradável. Ultimam-se os preparativos para a Festa do Senhor Jesus dos Navegantes, que se realizará nos últimos dias deste mês de Agosto, pelos vistos mês das feiras e festarolas. (MCG - 1972.08.23)
Desta vez as minhas deambulações trouxeram-me até ao Jardim de Paço de Arcos. Aqui estou, pois, junto à Estrada Marginal, onde passam, velozes, carros e mais carros. O Tejo está defronte a mim e o Tejo seria uma baía como a de Luanda ou do Rio [de Janeiro] se eu não soubesse. Ao alcance da vista o mar e o Farol do Bugio. Para montante Lisboa, a Ponte e o Cristo-Rei. Além é Belém, di-lo o monumento que daqui se vê. Os bancos do jardim estão desertos: corre uma aragem fresca e algo desagradável. O jardim tem flores, mas as árvores estão ainda despidas. O céu nublado está belo, ao pôr do sol. As nuvens, negras nuns sítios, iluminam-se noutros. De resto vai se aproximando a hora de jantar - os dias agora estão mais compridos. (s/data - 1972/73?)
Ontem o mar estava de tal modo encapelado que as ondas batiam violentamente no paredão, submergindo os carros que passavam na Marginal, entre os quais o nosso. Um espectáculo com piada. Anteontem choveu, relampejou e trovejou de tal modo que até parecia uma das tempestades em Luanda. (1974.01.06)
O Patrão Lopes - salva vidas (émulo do Cego de Maio, da Póvoa de Varzim) é um dos "heróis" ou personalidades de Paço de Arcos, onde o Clube Desportivo ocupa o edifício do antigo casino, com varanda envidraçada, perto dos Fornos da Cal, recuperados. No jardim arborizado com um café-restaurante esplanada existem algumas casas apalaçadas coexistindo com prédios de vários pisos ou casas térreas humildes e as instalações sanitárias públicas são art Déco. Na rua Costa Pinto, autarca doutros tempos, existe um "Palacete", com fachada de azuis, que foi pensão e albergou o Quartel dos Bombeiros Voluntários. Os portões ainda lá estão, enferrujados, com azulejo com emblema dos Bombeiros Voluntários. O núcleo histórico conserva-se, mas já nada existe do tempo em que Paço d'Arcos era terra de veraneio e banhos de mar, melhor se diria, banhos de rio. Hoje a praia está poluída e os bancos [casas bancárias] vão substituindo os restaurantes. (Notas de Viagens 1997)sexta-feira, 7 de agosto de 2020
quinta-feira, 6 de agosto de 2020
arco-íris em Ferragudo

coretos 37 - Tomar
«Chegamos jà noite cerrada. As ruas da povoação formam um traçado rectilíneo, com uma larga praça onde frente a frente se encontram o edifício da Câmara e a Igreja Matriz. Nas traseiras daquela um morro no cimo do qual estão mas não se avistam o Convento e o Castelo. No sopé da encosta situam-se algumas ruas medievais, as restantes destruídas pela reconstrução que deu origem ao referido largo. Sinagoga.
Atravessada por um rio onde se encontra um mouchão. Do outro lado outra povoação. Na margem de cá o Pelourinho está perdido no meio dum pequeno largo atravancado de carros.» (Notas de viagens - 2000.12.12)





















