Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Luanda - no parque florestal da ilha do Cabo
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
porto, na rua de cedofeita em 1937
domingo, 9 de novembro de 2014
oeiras - espreitando o Parque dos Poetas, em construção
- oeiras - parque dos poetas - joão ruiz de castelo-branco
- o parque dos poetas em oeiras - uma outra deambulação
- Oeiras - espreitando a fase ainda em construção do parque dos poetas
- Oeiras - no Parque dos Poetas, em torno da Camões, das ninfas e da ilha dos amores
- Oeiras - de novo no Parque dos Poetas
sábado, 8 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
picnic em Luanda - cerca de 1960
terça-feira, 4 de novembro de 2014
picnic em Luanda ou em Uíge
domingo, 2 de novembro de 2014
pôr-do-sol em setúbal, com alberto caeiro
É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, para lhe dizer adeus.
Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XLIX"
Heterónimo de Fernando Pessoa


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