Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Partilhar - Comunidades de fotografia online



Fotos online
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Uma velha história, com contornos que variavam consoante quem a contava, tinha uma moral que era algo como “de que serve conseguir um grande feito se mais ninguém o conhece?”. Essa máxima pode ser questionável de acordo com o feito em questão, mas se falarmos de fotografia, então não sobram grandes dúvidas.
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Com as facilidades de partilha e divulgação que a fotografia digital permite, as comunidades on-line de fotografia proliferaram e cresceram astronomicamente, sendo hoje o tipo que mais membros reúnem. Independentemente do tipo de fotógrafo que for, há sempre um bom motivo para se juntar a uma (ou várias) delas. 
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Caso seja um novato a dar os primeiros passos, estas comunidades serão a ajuda ideal para essa iniciação, esclarecendo todas as suas dúvidas em relação à arte em si e também quanto ao material que poderá ou deverá usar. Não sabe qual será a máquina ideal para si? Nestas comunidades encontrará a ajuda que precisa.
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Mas mais do que uma ajuda na iniciação, estas comunidades permitirão sobretudo expor os seus trabalhos, mostrar as suas qualidades e submetê-las à apreciação de centenas de milhares (nalguns casos milhões) de pessoas de todo o mundo. Desta forma poderá também, através do feedback que recebe, desenvolver as suas técnicas, procurar nova inspiração, e tornar-se cada vez melhor nesta arte. Nalguns casos poderá mesmo disponibilizar as suas fotografias para venda.
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Na sua generalidade, estas comunidades requerem um registo que lhe permitirá organizar as suas fotografias por álbuns temáticos. Em cada uma delas poderá adicionar detalhes como informações sobre a fotografia, gerais (localização ou descrição do objecto fotografado, edição posterior, etc.) ou técnicas (indicação da marca e modelo da máquina e lente utilizada, uso de flash, exposição, etc.). Cada fotografia que coloca permite a adição de comentários individualmente, mas além desse meio de feedback, encontrará também, nalguns casos, fóruns ou blogs que permitem uma comunicação mais generalizada.
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Aqui ficam algumas sugestões das maiores e melhores comunidades para dar a conhecer o seu olhar:


Flickr

Dos websites mais conhecidos e utilizados em Portugal e na Europa, inclui uma versão em língua portuguesa, e conta com mais de 25 milhões de utilizadores em todo o mundo, o que se traduz em vários milhares de fotografias colocadas em cada minuto!
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Com conteúdos e níveis de qualidade extremamente variados, o Flickr é indicado sobretudo para fotógrafos amadores ou meros amantes da fotografia.

Zooomr

Comunidade mais pequena, com cerca de 100 mil utilizadores, mas mais avançada. Também com versão em português, inclui uma secção profissional. Ideal para quem já domina a fotografia.
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devianArt
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É talvez o principal site mundial vocacionado para a divulgação de trabalhos de artes visuais. Altamente conceptual, os seus utilizadores apresentam trabalhos verdadeiramente excepcionais, e será uma óptima forma de conhecer novas perspectivas, técnicas diferentes e pessoas experientes nesta área. Conta com um total de mais de 60 milhões de trabalhos (não apenas fotografia) e existe uma opção para a venda dos mesmos. O deviantART inclui ainda fórum.
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Webshots
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É a comunidade mais antiga, criada em 1995. Hoje conta com mais de 30 milhões de utilizadores e quase 700 milhões de fotos! O nível de exigência da comunidade é variado, pois existe desde a fotografia mais básica e casual até uma secção profissional com opção de venda. Gratuito, tem também um registo pago (menos de 20€ anuais) que permite várias funções adicionais como a apresentação do website sem publicidade, visualização e download de fotos da secção profissional, e um álbum com uma capacidade virtualmente ilimitada (5000 fotos iniciais mais 500 por cada mês de subscrição). 
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Woophy
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Ainda muito recente (data de 2005) e com relativamente poucos utilizadores (menos de 30 mil e quase meio milhão de fotos), conta com uma comunidade bastante activa e interventiva. A grande mais valia é a originalidade do sistema: em vez de estar organizado segundo as galerias de cada utilizador, o Woophy apresenta um mapa mundial com localizações (“cidades”), nas quais os utilizadores colocam as fotografias. Apesar de este sistema remeter, em primeiro lugar, para fotografias relacionadas com localizações, existem também outras fotos mais artísticas, em que é mais a localização do fotógrafo que justifica a sua presença numa “cidade” do que o conteúdo da fotografia.
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Tem ainda um fórum bastante activo no qual são organizados vários passatempos e concursos informais de fotografia.
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Smugmug
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Ao contrário dos anteriores, trata-se de serviço pago: $39,95 (€25,40) por ano. Mas não o coloque já de lado! O Smugmug não tem qualquer tipo de publicidade, nem limites de alojamento. Muito bem organizado por diversas categorias, tem uma secção para fotógrafos profissionais, que permite a venda das fotografias e ainda a sua aplicação em merchandise variado.
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O facto de se tratar de um serviço de subscrição permite uma certa “filtragem” em relação à qualidade, empenho e seriedade dos utilizadores, o que por consequência garante também a qualidade da comunidade em si. 
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Olhares
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A representação portuguesa surge com o portal Olhares, que não fica nada a dever às comunidades internacionais: mais de cem mil utilizadores e um milhão de fotografias. Encontra-se também organizado por categorias e álbuns.
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http://omeuolhar.com/artigos/comunidades-fotografia-online
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O que é a regra dos terços?

Início

regra dos terços
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Um dos mais importantes e mais conhecidos princípios da composição fotográfica, a regra dos terços tem como principal objectivo contribuir para a captação de uma imagem visualmente equilibrada e interessante. Se ainda não aprendeu esta regra básica da fotografia, está na altura.

O que é?

A regra dos terços é um exercício visual onde o fotógrafo olha pelo visor ou ecrã para o cenário que quer fotografar e divide-o, mentalmente, em três terços verticais e horizontais para obter um total de nove quadrados. Graças a esta grelha virtual, as quatro esquinas do quadrado central revelam quatro pontos de interesse da imagem, ou seja, serão nestas zonas que deve posicionar os elementos mais atraentes a fotografar. Em adição, as quatro linhas que formam esta grelha (2 horizontais, 2 verticais) são uma espécie de local de repouso para aquilo que quer focar e é sobre as próprias linhas ou então nos pontos onde cruzam que deve compor e enquadrar a fotografia.

Como funciona?

Muitos estudos fotográficos chegaram à conclusão que quem observa uma imagem olha mais depressa para um dos pontos de cruzamento do que para o centro da fotografia. A aplicação da regra dos terços não é mais do que evitar simplesmente centrar o elemento a fotografar, e posicioná-lo 1/3 acima do fundo e 1/3 à esquerda ou então 1/3 abaixo do topo e 1/3 à direita e assim sucessivamente. No caso de pessoas e objectos procure posicioná-los numa das quatro intersecções da grelha; no caso de paisagens, posicione-as no topo ou no fundo da grelha. O resultado é uma imagem mais natural, contrabalançada e atractiva ao olhar.

Praticar para alcançar

Não há nada como praticar para alcançar e, no caso da regra dos terços, importa analisar, em primeiro lugar, muitas fotografias que foram tiradas segundo este princípio, para depois passar à prática. Tão fundamental como a visualização da grelha em si, é saber, em primeiro lugar, quais os pontos de interesse do cenário que pretende fotografar; e, em segundo lugar, conseguir posicioná-los sobre a grelha de forma intencional. A velha máxima “as regras foram feitas para serem quebradas” também se aplica aqui: uma vez que a fotografia é uma forma de arte e de expressão criativa, depois de aperfeiçoada a técnica, faça questão de fugir à regra… dos terços e experimentar outras composições. 
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http://omeuolhar.com/artigos/que-regra-tercos
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fotografar as situações mais comuns

Fotografias de situações comuns
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Na fotografia existem alguns tipos de fotografias básicas, tais como um retrato, uma paisagem, uma combinação ou uma macro. Aprenda a melhor forma de as conseguir.

Retrato

A ideia de conseguir uma fotografia retrato é conseguir uma fotografia onde os olhos da pessoa fotografada estão em destaque. Se usar uma grande abertura (f/2.8-f/1.4) para focar os olhos da pessoa e diminuir a profundidade de campo, maximizará o efeito da focagem nos olhos da pessoa, obtendo uma boa fotografia.
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Paisagens

Se pretende dar grande ênfase na fotografia de uma bela paisagem, deve escolher uma abertura o mais pequena possível (f/16 ou maior) para obter uma paisagem bem nítida. Foque no meio do enquadramento que pretende e depois dispare. 
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Se pretende uma imagem mais nítida de um objeto ou pessoa mais próxima de si, mantendo uma paisagem de fundo menos focada e mais suave, deve afazer uma abertura maior, fazendo desta forma com que o fundo da fotografia fique menos nítido.
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Combinações

O que por vezes é chamado de retrato ambiental é a combinação do estilo retrato com o da paisagem, como as típicas fotografias de férias. Para conseguir que uma pessoa ou objeto fique bem em frente a uma paisagem deslumbrante, saiba que o truque a usar neste tipo de fotografia é certificar-se que o ponto de interesse principal (pessoa ou objeto) está no ponto focal (está a ser focado) da câmara fotográfica. Se estiver a fotografar uma pessoa com uma paisagem por detrás, use uma obturação bem rápida (1/200) para se certificar que se a pessoa se mexer os seus movimentos não desfocam a imagem. Também não se esqueça de manter o focus no olhar da pessoa fotografada para a fotografia se manter interessante pela pessoa e não pela paisagem. 
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Se pretender uma pessoa ou objeto mais suave e menos focado em frente a uma paisagem focada e nítida, faça o oposto, foque a paisagem atrás da pessoa, e use uma abertura média para fazer com que a imagem da pessoa fique suave mas não completamente desfocada. 
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Macros

As macros são as fotografias close-ups, tais como um pequeno inseto em cima de uma flor ou uma gota de água que reflete uma pessoa; ou seja, um pormenor de algo muito pequeno. Para fazer uma fotografia macro é necessário uma lente macro, para conseguir captar todo o detalhe. O focus numa fotografia macro depende sempre da máquina e da lente. Devido à grande profundidade de campo numa área tão pequena, é necessário usar uma abertura muito pequena. Usualmente também será necessário um tripé para combinar o close-up e uma abertura pequena, isto porque usualmente uma abertura pequena significa pouca luz, logo tem de existir um maior tempo de exposição, e quanto maior o tempo de exposição, maior a probabilidade de “tremer a fotografia”.
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http://omeuolhar.com/artigos/fotografar-situacoes-mais-comuns
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que é o ISO na fotografia digital


 ISO na fotografia digital
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Antes de mais é melhor dizer que, na fotografia tradicional, é o ISO que indica a sensibilidade da película à luz. Usualmente a película fotográfica vem com um número associado: 100, 200, 400, 800… Quanto menor o número associado à película, menor a sensibilidade da película à luz; significando que o grão da película é mais fino, logo deixa “entrar menos luz”. Portanto, quanto menor a iluminação maior deverá ser o valor do ISO (ASA) da película. 
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No mundo da fotografia digital o ISO tem “quase” a mesma função da fotografia tradicional, só que vista de outra forma: o ISO mede a sensibilidade do sensor da luz da câmara fotográfica. Aqui a ideia é a mesma, quanto menor o ISO, menor a sensibilidade da câmara à luz, obtendo um grão da imagem mais fino.

Algumas da situações onde pode aumentar o ISO são:

  • Desportos de interior, onde existe movimento e menos luz;
  • Concertos, onde existe movimento e não se pode usar flash;
  • Igrejas onde não tenha tripé e não possa usar o flash;
  • Festas e eventos em locais mais escuros onde não se pode usar flash.
É usado um ISO muito elevado quando existe pouca luminosidade, fazendo com que o obturador funcione a velocidades mais elevadas (ótimo em desportos de interior). Porém o ISO tem um custo, e a verdade é que se for demasiado elevado, dependendo da câmara fotográfica, maior o ruído (os píxeis da imagem ficam cada vez maiores, e em vez de se ver uma imagem começam a ver-se os pontos que constroem uma imagem). Se fizer um zoom à fotografia verá que o grão da imagem começa a perceber-se. A diferença entre um ISO 400 e um de 800 neste caso já é visível.

Veja a diferença de uma fotografia com ISO 400 para uma com ISO 800

fotografia com ISO 400

ISO 400

fotografia com ISO 800

ISO 800

O ISO considerado normal é o ISO 100, pois é o que permite obter fotografias mais vivas com o menor ruído/grão. Teoricamente o ideal será fotografar em ISO 100 caso tenha as condições de iluminação ideais.
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Também poderá usar o ISO em modo automático, onde a câmara fotográfica adapta o ISO às condições, tentando mantê-lo o mais baixo possível,
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.mas se existe a oportunidade de o selecionar de acordo com o que pretende, porque não usá-lo?
Se optar por definir o seu ISO terá de considerar o impacto que isso terá na abertura (f) e na velocidade do obturador (tempo de exposição) para obter a exposição correta da fotografia. Por exemplo, se aumentar o ISO de 100 para 200 ou 400… perceberá que poderá fotografar com velocidades mais elevadas ou aberturas menores.
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Quando selecionar um valor para o ISO deverá questionar se: o objeto está iluminado o suficiente, se está a usar um tripé ou não, se quer uma fotografia com mais ou menos grão, se o objeto está em movimento ou não.
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Se existir luz suficiente, e quiser pouco grão, e estiver a usar um tripé e o objeto estiver parado poderá usar o valor ISO mais baixo.
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Porém, se existir pouca iluminação, e quiser grão na imagem, e não tiver um tripé à mão e o objeto a fotografar estiver em movimento, terá de aumentar o ISO para conseguir fotografar com um obturador a maior velocidade e conseguir uma boa exposição.
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Para perceber melhor o funcionamento do ISO o ideal é experimentar com a mesma abertura e velocidade os diferentes ISO, desta forma perceberá a diferença e poderá dar um uso ao ISO adequado a cada situação. 
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http://omeuolhar.com/artigos/que-iso-fotografia-digital
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Balanço do branco (White balance/WB) na fotografia


Balanço do branco nas fotos
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Os olhos humanos são bons a distinguir o branco entre as distintas cores, mas uma câmara digital na maioria das vezes tem uma grande dificuldade em reconhecer o branco, especialmente se for usada a opção automática do balanço do branco (AWB). 
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A função do balanço do branco permite eliminar cores que não reflectem a realidade fotografada. Um balanço do branco correto deve ter em consideração a “temperatura da cor” da fonte de luz, o que significa se a cor da luz é quente ou fria. 
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Na fotografia analógica, o balanço do branco implica usar filtros de cor que compensam as distintas condições de iluminação. Porém, na fotografia digital, os filtros de cor basicamente deixam de ser necessários. Ao compreender o balanço do branco, pode conseguir obter fotografias com as cores correctas de acordo com o tipo de iluminação.
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Ajustar o balanço do branco basicamente significa que uma parte da fotografia que supostamente deva ser uma cor neutra, contenha montantes iguais de vermelho, verde e azul.
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Um balanço do branco incorrecto pode provocar um tom azulado, alaranjado ou esverdeado irrealista e que na realidade faz com que as fotografias não sejam as desejadas.
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Como por exemplo: 
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Incorreto balanço do branco
Correto balanço do branco

A temperatura da cor

A temperatura da cor é uma característica da luz visível. O raciocínio implícito é que quanto mais aquecemos um objecto, mais cores ele irradia. Assim, de forma mais específica, a temperatura da cor descreve o espectro de luz irradiada de um corpo negro (um objecto que absorve toda a luz incidente sem permitir qualquer reflexo ou passagem de luz) de acordo com a temperatura desse mesmo corpo. 
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Um corpo negro a diferentes temperaturas irradia variadas temperaturas de luz branca. Apesar de se chamar luz, e poder parecer branca, nem sempre a luz branca o é verdadeiramente, pois nem sempre contém uma distribuição equilibrada de cores através do espectro visível. 
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À medida que a temperatura da cor aumenta, a distribuição da cor torna-se mais fria. A lógica é que cumprimentos de onda mais curtos contêm luz de maior energia. 
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A temperatura da cor é importante para a fotografia porque a luz do dia e a luz halogénea têm uma distribuição semelhante à de um corpo negro - embora iluminações como a fluorescente e luzes mais comerciais sejam muito distintas de corpos negros. 
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Assim sendo, fica aqui uma correlação de uma escala Kelvin que pode usar como guia relativamente a distintas fontes de luz.
Temperatura da cor
Fonte de luz
1000-2000 K
Luz de velas
2500-3500 K
Luz halogénea
3000-4000 K
Pôr-do-sol ou aurora com céu limpo
4000-5000 K
Lâmpadas fluorescentes
5000-5500 K
Flash
5000-6500 K
Meio-dia com céu limpo
6500-8000 K
Céu nublado moderadamente
Mais de 8000 K
 Sombra ou céu muito nublado


O K é símbolo da unidade Kelvin - medida da escala que mede a temperatura da cor. A escala Kelvin não tem valores negativos.
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Assim sendo, na prática, como muitas fontes de luz não se assemelham à radiação de corpos negros, o balanço do branco adiciona à temperatura da cor um desvio verde-magenta. Adicionar verde magenta é muitas vezes necessário quando se fotografa à luz do dia comum, podendo, quando se trata da luz fluorescente ou de outra luz artificial, requerer grandes ajustes de verde-magenta ao balanço do branco.
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Muitas câmaras fotográficas dispõem de uma variedade de balanços de branco pré-programados para que consiga adaptar o balanço do branco ao tipo de iluminação existente. Usualmente os símbolos deste tipo de balanço do branco são:
Símbolos dos tipos de balanço do branco
A função de balanço do branco automático (AWB) existe em qualquer câmara fotográfica digital e usa um algoritmo que tenta “adivinhar” e adequar o balanço do branco às condições de iluminação, usualmente entre os 4000 K e os 7000 K. 
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O balanço do branco customizável permite tirar uma fotografia a uma referência neutra (usualmente um cartão cinza, branco e preto - como visto na primeira imagem) e assim determinar o balanço do branco certo para as restantes fotografias. Se não tiver um cartão destes, tente sempre ver se existe uma referência branca no enquadramento para que a câmara use como referência para o branco. Convém ter em conta que se mudarem as condições de iluminação deverá definir uma nova referência para balanço do branco. 
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Os restantes modos são usualmente os pré-definidos nas câmaras fotográficas digitais, podendo mudar rapidamente de acordo com a variação da iluminação. Estes modos podem ser usados criativamente, pois, por exemplo, o modo sombra pode ser usado dentro de casa, dependendo da iluminação ou do grau de nebulosidade existente. Se a fotografia tiver muito azulado no monitor da câmara deverá aumentar a temperatura da cor selecionando um modo que permita obter mais temperatura de cor. Algumas câmaras fotográficas também permitem definir o valor Kelvin, se assim for, poderá também ajustar manualmente o valor de forma a obter mais ou menos temperatura de cor. 
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http://omeuolhar.com/artigos/balanco-branco-white-balancewb-fotografia
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Arte e fotografia - da 8ª arte

ARTE E FOTOGRAFIA (31/12/2010)

Da oitava arte

Foto da matéria

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Os fotógrafos Hellen Van Meene (autora das duas primeiras imagens, na sequência) e Jeff Wall são alguns dos nomes estudados por Charlotte Cotton em sua mais recente publicação
FOTO: REPRODUÇÃO
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31/12/2010
A curadora inglesa Charlotte Cotton mostra, em seu novo livro, as diversas maneiras pelas quais os criadores contem- porâneos recorrem às técnicas fotográficas para elaborar suas poéticas artísticas
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Na história da fotografia, sempre houveram aqueles que a consideraram uma forma de arte, da mesma forma que expressões da pintura e da escultura. Essa perspectiva, portanto, nunca foi tão defendida quanto no tempo presente. Momento em que a aspiração de muitos fotógrafos consiste em identificar a arte como território preferencial de suas imagens.

Com o objetivo discutir a gama de possibilidades pelas quais os artistas contemporâneos revisitam a fotografia para compor sua arte, a curadora e diretora de criação do Museu Nacional da Mídia do Reino Unido, Charlotte Cotton, publicou o livro “A fotografia como arte contemporânea”. Publicado originalmente, em inglês, em 2005, a obra acaba de ganhar edição brasileira pela WMF Martins Fontes.

A autora desenvolve uma atualização da história da fotografia artística atual, apresentando diferentes questões, como o caso de artistas que enfatizam as propriedades físicas e materiais da fotografia, utilizando-a apenas como um componente de sua atividade “pan-midiática” ou que fazem experimentos com novos modos de propagação de trabalhos. Incluindo nomes consagrados, como Isa Genzken e Sherrie Levine, ao lado de uma geração mais jovem que conta com Florian Maier-Aichen, Anne Collier e Walead Beshty.

O livro também sinaliza a durabilidade, a diversidade e a força que a fotografia de arte vem conquistando no século XXI. Para Charlotte Cotton, o foco dos capítulos consiste em agrupar aqueles fotógrafos que têm a mesma base em termos de motivação e de método de trabalho. “Essa estrutura prioriza as ideias que alicerçam a fotografia artística contemporânea antes de partir para a consideração do resultado visual em si”, acredita a curadora.

Questões
A fotografia contemporânea é um dos assuntos tratados na publicação. De acordo com Cotton, ela é derivada em parte das fotos documentais de performances de arte conceitual, comuns nos anos 60 e 70.

A autora se concentra, ainda, nas narrativas de histórias dentro da fotografia de arte, com atenção ao predomínio da fotografia do tipo “quadro-vivo” (às vezes descritas como fotografia “construída” ou “encenada” porque os elementos reproduzidos são montados antecipadamente e reunidos para expressar uma ideia já elaborada para criar a imagem); nas fotos contemporâneas: trabalhos em que a narrativa foi destilada até render uma única imagem.

Outra questão discutida é o conceito de uma estética fotográfica a partir das ditas fotos “inexpressivas”, que se referem a um tipo de fotografia artística marcada pela ausência de dramaticidade. Essas imagens parecem resultar de uma mirada objetiva em que prevalece o objeto e não a perspectiva que dele tem o fotógrafo.

Há um capítulo, chamado de “Vida íntima” que se concentra nas relações psicológicas e pessoais, como num tipo de diário da intimidade humana, por meio de fotos com um estilo evidentemente informal e amador, que fazem pensar nos instantâneos de família obtidos com câmeras “Instamatic” e a conhecida coloração das ampliações feitas em máquinas expressas.

Cotton, no entanto, ressalta: “os fotógrafos contemporâneos agregam a esse estilo expressivo, como sua construção de sequências dinâmicas e seu foco em momentos inesperados da vida cotidiana, eventos que são claramente diferentes daqueles que o leigo seria capaz de capturar normalmente”.

Novos tempos
A autora busca dá destaque ao uso da capacidade documental da fotografia na arte. Numa época em que, segundo ela, minguou o apoio a projetos de documentação intensiva destina às páginas editoriais de revistas e jornais, a galeria vem se tornando a vitrine para essas documentações da vida humana. Além disso, a pesquisadora traz vários trabalhos em que tanto a temática como a abordagem fotográfica se contrapõem ou desafiam nossa percepção dos limites das convenções fotográficas clássicas nos documentários.

O leitor vai se deparar também com uma série de métodos recentes, centrados em nosso conhecimento prévio de imagens, incluindo a releitura de fotografias conhecidas e a imitação de tipos genéricos de imagens, como as de núncios publicitários.
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Por fim, Charlotte Cotton apresenta uma análise interessante sobre a fotografia em que a própria natureza do meio faz parte da narrativa da peça.

“Com a presença maciça da fotografia digital como elemento da vida cotidiana, vários fotógrafos artísticos atuais tomaram a decisão consciente de salientar as propriedades físicas e materiais da fotografia, reagindo aos novos modos de disseminação fotográfica. As fotos ilustradas nesse capítulo chamam a atenção para as muitas escolhas que um fotógrafo deve fazer quando cria uma obra de arte”, conclui.

Fique por dentro
Perfil da autora

Charlotte Cotton é diretora de criação do Museu Nacional da Mídia do Reino Unido. Anteriormente, foi chefe do Departamento Wallis Annenberg de Fotografia do Museu de Arte do Condado de Los Angeles, diretora de programação da Galeria dos Fotógrafos de Londres e curadora de fotografia do "Museu Victoria & Albert de Londres". Além de curadora de várias exposições de fotografia, ela é autora e organizadora de publicações como "Imperfect Beauty" (Beleza imperfeita), "Then Things Went Quiet" (Então as coisas ficaram quietas) e "Guy Bourdin".

Ensaio
A fotografia como arte contemporâneaCharlotte Cotton

WMF Martins Fontes
2010
248 páginas
R$ 59

Tradução: Maria Silvia Mourão Netto

ANA CECÍLIA SOARESREPÓRTER
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http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=911005
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domingo, 2 de janeiro de 2011

Modelo francesa Isabelle Caro morre de anorexia aos 28 anos e 31 quilos


29.12.2010 - 18:13 Por Ana Machado

O nome talvez não soe como conhecido. Mas o cartaz, com a assinatura do fotógrafo italiano Oliviero Toscano, em que a actriz e modelo francesa Isabelle Caro posava nua e cadavérica, vítima de anorexia, numa campanha de luta contra a doença, marcou uma posição sobre o assunto. Isabel morreu no Japão, onde estava internada, aos 28 anos. Pesava 31 quilos.
Cartaz que popularizou a luta de caro contra a anorexia  
Cartaz que popularizou a luta de caro contra a anorexia (DR)

Segundo o site suíço 20.Minute, que avançou a notícia, e a revista francesa Paris Match, que citava o cantor suíço e namorado de Isabelle, Vincent Bigler, ela morreu a 17 de Novembro, mas a sua morte só agora foi anunciada.
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Isabelle, que contraiu a doença aos 12 anos, chegou a pesar 25 quilos, para os seus 1,64 metros. Foi com esse peso que, em 2006 entrou em coma.

Em 2007, em plena Semana da Moda de Milão, o fotógrafo Oliviero Toscano, autor das polémicas campanhas da marca Benetton, fotografou-a nua, quase só pele e osso, com apenas 33 quilos, para uma campanha da marca italiana de roupa No-l-ita. A campanha, proibida em França por ser considerada chocante, era, nas palavras de Isabelle, “uma terapia”. “Esta fotografia é o horror. Mas o objectivo é chocar para sensibilizar”, disse então.

Em 2006 uma outra história sobre anorexia marcou o mundo: a modelo brasileira Ana Carolina Reston, de 21 anos, morreu de anorexia. Só aceitava comer maçã e tomate e pesava 40 quilos com o seu 1,74 metros. Nessa altura a semana da moda de Madrid exigiu peso mínimo aos modelos para poderem desfilar.

Em 2008, no seu livro A menina que não queria engordar, Isabelle contava a história do seu combate contra a anorexia. Uma infância problemática, com uma mãe depressiva, eram então apontados como a razão da doença. A actriz, que achava que o cinema a usava como “uma aberração”, descrevia-se na obra como “um pequeno floco de neve invisível”.

Notícia actualizada às 20h37
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