Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Partilhar - Comunidades de fotografia online
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O que é a regra dos terços?
O que é?
Como funciona?
Praticar para alcançar
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Fotografar as situações mais comuns
Retrato
Paisagens
Combinações
Macros
http://omeuolhar.com/artigos/fotografar-situacoes-mais-comuns
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O que é o ISO na fotografia digital
Algumas da situações onde pode aumentar o ISO são:
- Desportos de interior, onde existe movimento e menos luz;
- Concertos, onde existe movimento e não se pode usar flash;
- Igrejas onde não tenha tripé e não possa usar o flash;
- Festas e eventos em locais mais escuros onde não se pode usar flash.
Veja a diferença de uma fotografia com ISO 400 para uma com ISO 800
ISO 400
ISO 800
http://omeuolhar.com/artigos/que-iso-fotografia-digital
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Balanço do branco (White balance/WB) na fotografia
A temperatura da cor
| Temperatura da cor | Fonte de luz |
| 1000-2000 K | Luz de velas |
| 2500-3500 K | Luz halogénea |
| 3000-4000 K | Pôr-do-sol ou aurora com céu limpo |
| 4000-5000 K | Lâmpadas fluorescentes |
| 5000-5500 K | Flash |
| 5000-6500 K | Meio-dia com céu limpo |
| 6500-8000 K | Céu nublado moderadamente |
| Mais de 8000 K | Sombra ou céu muito nublado |
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Arte e fotografia - da 8ª arte
Da oitava arte
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Na história da fotografia, sempre houveram aqueles que a consideraram uma forma de arte, da mesma forma que expressões da pintura e da escultura. Essa perspectiva, portanto, nunca foi tão defendida quanto no tempo presente. Momento em que a aspiração de muitos fotógrafos consiste em identificar a arte como território preferencial de suas imagens.
Com o objetivo discutir a gama de possibilidades pelas quais os artistas contemporâneos revisitam a fotografia para compor sua arte, a curadora e diretora de criação do Museu Nacional da Mídia do Reino Unido, Charlotte Cotton, publicou o livro “A fotografia como arte contemporânea”. Publicado originalmente, em inglês, em 2005, a obra acaba de ganhar edição brasileira pela WMF Martins Fontes.
A autora desenvolve uma atualização da história da fotografia artística atual, apresentando diferentes questões, como o caso de artistas que enfatizam as propriedades físicas e materiais da fotografia, utilizando-a apenas como um componente de sua atividade “pan-midiática” ou que fazem experimentos com novos modos de propagação de trabalhos. Incluindo nomes consagrados, como Isa Genzken e Sherrie Levine, ao lado de uma geração mais jovem que conta com Florian Maier-Aichen, Anne Collier e Walead Beshty.
O livro também sinaliza a durabilidade, a diversidade e a força que a fotografia de arte vem conquistando no século XXI. Para Charlotte Cotton, o foco dos capítulos consiste em agrupar aqueles fotógrafos que têm a mesma base em termos de motivação e de método de trabalho. “Essa estrutura prioriza as ideias que alicerçam a fotografia artística contemporânea antes de partir para a consideração do resultado visual em si”, acredita a curadora.
Questões
A fotografia contemporânea é um dos assuntos tratados na publicação. De acordo com Cotton, ela é derivada em parte das fotos documentais de performances de arte conceitual, comuns nos anos 60 e 70.
A autora se concentra, ainda, nas narrativas de histórias dentro da fotografia de arte, com atenção ao predomínio da fotografia do tipo “quadro-vivo” (às vezes descritas como fotografia “construída” ou “encenada” porque os elementos reproduzidos são montados antecipadamente e reunidos para expressar uma ideia já elaborada para criar a imagem); nas fotos contemporâneas: trabalhos em que a narrativa foi destilada até render uma única imagem.
Outra questão discutida é o conceito de uma estética fotográfica a partir das ditas fotos “inexpressivas”, que se referem a um tipo de fotografia artística marcada pela ausência de dramaticidade. Essas imagens parecem resultar de uma mirada objetiva em que prevalece o objeto e não a perspectiva que dele tem o fotógrafo.
Há um capítulo, chamado de “Vida íntima” que se concentra nas relações psicológicas e pessoais, como num tipo de diário da intimidade humana, por meio de fotos com um estilo evidentemente informal e amador, que fazem pensar nos instantâneos de família obtidos com câmeras “Instamatic” e a conhecida coloração das ampliações feitas em máquinas expressas.
Cotton, no entanto, ressalta: “os fotógrafos contemporâneos agregam a esse estilo expressivo, como sua construção de sequências dinâmicas e seu foco em momentos inesperados da vida cotidiana, eventos que são claramente diferentes daqueles que o leigo seria capaz de capturar normalmente”.
Novos tempos
A autora busca dá destaque ao uso da capacidade documental da fotografia na arte. Numa época em que, segundo ela, minguou o apoio a projetos de documentação intensiva destina às páginas editoriais de revistas e jornais, a galeria vem se tornando a vitrine para essas documentações da vida humana. Além disso, a pesquisadora traz vários trabalhos em que tanto a temática como a abordagem fotográfica se contrapõem ou desafiam nossa percepção dos limites das convenções fotográficas clássicas nos documentários.
O leitor vai se deparar também com uma série de métodos recentes, centrados em nosso conhecimento prévio de imagens, incluindo a releitura de fotografias conhecidas e a imitação de tipos genéricos de imagens, como as de núncios publicitários.
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Por fim, Charlotte Cotton apresenta uma análise interessante sobre a fotografia em que a própria natureza do meio faz parte da narrativa da peça.
“Com a presença maciça da fotografia digital como elemento da vida cotidiana, vários fotógrafos artísticos atuais tomaram a decisão consciente de salientar as propriedades físicas e materiais da fotografia, reagindo aos novos modos de disseminação fotográfica. As fotos ilustradas nesse capítulo chamam a atenção para as muitas escolhas que um fotógrafo deve fazer quando cria uma obra de arte”, conclui.
Fique por dentro
Perfil da autora
Charlotte Cotton é diretora de criação do Museu Nacional da Mídia do Reino Unido. Anteriormente, foi chefe do Departamento Wallis Annenberg de Fotografia do Museu de Arte do Condado de Los Angeles, diretora de programação da Galeria dos Fotógrafos de Londres e curadora de fotografia do "Museu Victoria & Albert de Londres". Além de curadora de várias exposições de fotografia, ela é autora e organizadora de publicações como "Imperfect Beauty" (Beleza imperfeita), "Then Things Went Quiet" (Então as coisas ficaram quietas) e "Guy Bourdin".
Ensaio
A fotografia como arte contemporâneaCharlotte Cotton
WMF Martins Fontes
2010
248 páginas
R$ 59
Tradução: Maria Silvia Mourão Netto
ANA CECÍLIA SOARESREPÓRTER
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domingo, 2 de janeiro de 2011
Modelo francesa Isabelle Caro morre de anorexia aos 28 anos e 31 quilos
O nome talvez não soe como conhecido. Mas o cartaz, com a assinatura do fotógrafo italiano Oliviero Toscano, em que a actriz e modelo francesa Isabelle Caro posava nua e cadavérica, vítima de anorexia, numa campanha de luta contra a doença, marcou uma posição sobre o assunto. Isabel morreu no Japão, onde estava internada, aos 28 anos. Pesava 31 quilos.
Segundo o site suíço 20.Minute, que avançou a notícia, e a revista francesa Paris Match, que citava o cantor suíço e namorado de Isabelle, Vincent Bigler, ela morreu a 17 de Novembro, mas a sua morte só agora foi anunciada.
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Isabelle, que contraiu a doença aos 12 anos, chegou a pesar 25 quilos, para os seus 1,64 metros. Foi com esse peso que, em 2006 entrou em coma.
Em 2007, em plena Semana da Moda de Milão, o fotógrafo Oliviero Toscano, autor das polémicas campanhas da marca Benetton, fotografou-a nua, quase só pele e osso, com apenas 33 quilos, para uma campanha da marca italiana de roupa No-l-ita. A campanha, proibida em França por ser considerada chocante, era, nas palavras de Isabelle, “uma terapia”. “Esta fotografia é o horror. Mas o objectivo é chocar para sensibilizar”, disse então.
Em 2006 uma outra história sobre anorexia marcou o mundo: a modelo brasileira Ana Carolina Reston, de 21 anos, morreu de anorexia. Só aceitava comer maçã e tomate e pesava 40 quilos com o seu 1,74 metros. Nessa altura a semana da moda de Madrid exigiu peso mínimo aos modelos para poderem desfilar.
Em 2008, no seu livro A menina que não queria engordar, Isabelle contava a história do seu combate contra a anorexia. Uma infância problemática, com uma mãe depressiva, eram então apontados como a razão da doença. A actriz, que achava que o cinema a usava como “uma aberração”, descrevia-se na obra como “um pequeno floco de neve invisível”.
Notícia actualizada às 20h37