Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Kubrick: Um realizador que foi fotógrafo

Correio da Manhã - 12 Abril 2010 - 19h53
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  Direitos Reservados / Correio da Manhã  Stanley KubrickStanley Kubric

 Um realizador que foi fotógrafo

Uma exposição em Milão exibirá uma colecção de cerca de 200 fotos capturadas entre 1945 a 1950 pelo realizador Stanley Kubrick.

Quando Kubrick fez 13 anos o seu pai ofereceu-lhe uma máquina fotográfica Leica III. A partir daí, o então jovem artista descobriu uma nova paixão que o levou aperfeiçoar-se na técnica e tendo posteriormente sido contratado pela revista ‘Look’ quando ainda tinha apenas 17 anos, pela intensidade das suas fotos.

Tendo permanecido na revista ‘Look’ durante cinco anos, acabou por vir a ingressar no mundo do cinema, deixando para trás a fotografia.
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Um ano antes da sua morte, o organizador da exposição, Rainer Crone, foi ter com o realizador a pedir-lhe autorização para reunir o material necessário para a exibição e Kubrick ter-lhe-ía dito ‘tome o seu tempo e boa sorte’. 
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Volvidos 12 anos, o resultado estará à vista no Palazzo della Ragione de Milão, de 16 de Abril a 4 de Julho.



I.C
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NOUS N’IRONS PLUS À LA MINE - LES DERNIERS MINEURS DE CHARBON

Não iremos mais à mina

Exposição de fotografias «VISA POUR L’IMAGE»
NOUS N’IRONS PLUS À LA MINE - LES DERNIERS MINEURS DE CHARBON
(Não iremos mais à mina - Os últimos mineiros de carvão)

18 de maio - 5 de junho 2010
Estação Cabo Branco - Ciência Cultura e Arte
Entrada Franca


O percurso de Jacques Grison é atípico. Nasceu em 1958, em Verdun, terra emblemática de sofrimento e de reclusão nas trincheiras da primeira Guerra Mundial. Jacques Grison começa seus estudos científicos antes de entrar para o Conservatório de Teatro de Nancy.
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Desse período, mantém um gosto acentuado pela pesquisa e a lógica científica, com nuances de fascinação pelas emoções humanas que se aprende a controlar ou a dissimular. É o que o leva a mudar e a tornar-se educador especializado em um hospital psiquiátrico, local onde se encontra a dor, o irracional e a violência de sentimentos. O Ministério da Cultura e da Comunicação considera particularmente interessante propor-lhe um projeto sobre o último dia de trabalho dos jovens na minas de Lorraine, de onde é originário.
Grison conhece perfeitamente não só as tradições, os costumes e os ritos, mas também o companheirismo, as superstições e os perigos desse mundo fechado. Relata, com precisão e cumplicidade, esse último dia desde a aurora em todo o seu esplendor até o momento em que a lâmpada dos mineiros se apagará para sempre.
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Esse trabalho surpreende pela potência da cor, pelo jogo de profundidade; vigilância, gestos contidos, economia de recursos, incríveis turbilhões de cores e longas pausas. Jacques Grison foi confrontado a todas as dificuldades ligadas a um trabalho embaixo da terra e em um espaço confinado.
Descreve cada episódio desta última descida com o pudor e a reverência que devemos àqueles que jamais voltarão da mina.

VISA POUR L’ IMAGE
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Criado durante os anos 80, em Perpignan, o festival «Visa pour l’ image» dedica-se, todos os anos, aos fatos atuais do fotojornalismo através do mundo, apresentando os grandes acontecimentos sociais e políticos vistos pelos fotógrafos, com interesse específico na estética denominada na França «O Novo Documentário».
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Fotografias realizadas com aparelhos tradicionais ou digitais, o resultado pontual de uma pesquisa aprofundada por repórteres e artistas, toda a evolução da imprensa que levou a uma profunda transformação da profissão para finalmente propor, na forma e no conteúdo, temas atuais, diferentes dos que são oferecidos pela televisão.
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www.visapourlimage.com
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CONTECE FLORIANÓPOLIS
Acontece 
Florianópolis Site Map
EXPOSIÇÃO | BRDE apresenta festival francês de fotojornalismo - 
Arte: Divulgação
   
FLORIANÓPOLIS EXPOSIÇÃO
BRDE apresenta festival francês de fotojornalismo
06.08.09 :: Giuliano Mendes | Sortimentos.com
 
Na celebração do Ano da França no Brasil, o Espaço Cultural Governador
Celso Ramos - BRDE (Avenida Hercílio Luz, 617, Centro), em parceria com
a Aliança Francesa de Florianópolis, traz à Florianópolis duas mostras do festival
francês de fotojornalismo Visa pour L'Image. As séries “Juventude Dourada”,
de Marie-Paule Nègre e “Não iremos mais à mina – os últimos mineiros de carvão”,
de Jacques Grison, apresentam temas contemporâneos, norteados pela estética
francesa denominada “Novo Documentário”. A abertura foi na segunda-feira (10-08).

O festival Visa pour L'Image, criado nos anos 80 na cidade de Perpignan, na França,
dedica-se, todos os anos a registrar os grandes acontecimentos do fotojornalismo
mundial, através das lentes dos fotógrafos participantes. O Ministério da Cultura
e da Comunicação daquele país acompanha o festival, e juntamente com
a programação, oferece uma série de propostas fotográficas. Marie-Paule Nègre
e Jacques Grison fazem parte desta nova geração selecionada pelo Ministério,
que realizam seus trabalhos com um olhar diferente na forma e conteúdo.




Não iremos mais à mina:

Os últimos mineiros de carvão surpreendem pela potência da cor e pelo jogo
de profundidade. Descreve cada episódio desta última descida com o pudor
e a reverência que devemos àqueles que jamais voltarão da mina. Juventude
Dourada analisa e observa o cotidiano da juventude francesa em capítulos
como baile de debutantes, reuniões no campo e eventos mundanos, questionando
o luxo e as tradições fora de moda e tentando compreender esse mundo fechado
sobre si mesmo. O evento é gratuito e fica aberto até 28 de agosto, de segunda
à sexta-feira, das 9h às 21h.

Mais informações: (48) 3221-8100

Festival francês “Visa Pour L´Image” ganha espaço em Porto Alegre

© Foto de Jacques Grison. A última mina de carvão de Moselle, 2004. Da série “Não Iremos Mais à Mina - Os Últimos Mineiros de Carvão”.
 http://imagesvisions.blogspot.com/2009/10/festival-frances-visa-pour-limage-ganha.html
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Mars 2004, la dernière mine de charbon de Moselle fermait ses portes. Avec elle, tout un monde s’évanouissait : un monde fort, héroïque, chargé de drames, dans lequel la littérature et le cinéma ont largement puisé. Avant que les molettes des chevalements ne s’immobilisent, Jacques Grison a voulu témoigner des derniers mois de vie des Seigneurs de la mine. Pendant deux ans, il a accompagné les gueules noires de Moselle-Est par 1250 mètres de fond et réalisé une trentaine de descentes dans les puits, un privilège qui n’avait jamais été accordé, jusque-là, à un étranger à la mine. Il a partagé leur vie quotidienne : dans la cité, au jour ou au fond, sur le carreau ou en taille. Dès la cordée de 5h50, piqueur, about, rippeur, boute-feu, haveur, porion, traceur ou lampiste, tous lui ont permis d’être là, parmi eux, où l’on creuse, où l’on boise, où l’on rippe, où l’on rabassene, Avec ses photos, il nous fait sentir l’ angoisse de la descente au fond, et la solidarité entre mineurs de tous horizons. Prouesse technique tout autant qu’humaine, les conditions de prises de vues dans la mine ne permettant pas d’utiliser de cellule ou d’éclairage quelconque, ni même de changer d’optique. Né à Verdun en 1958, Jacques Grison s’affirme d’abord comme photographe spécialiste du domaine de la santé. Une série de reportages, «Signes de Vie», «Soutenir, combattre, vivre», «Lycée, égalité, faternité» témoigne de son attachement au monde difficile des handicapés. En 1998, il entame un travail de mémoire sur sa région natale. Ce sera d’abord «Verdun, 30 000 jous plus tard», avec lequel il tente de montrer les cicatrices du paysage martyrisé de sa ville, puis, de 2001à 2004, «Les derniers seigneurs du charbon»: «Par respect et par gratitude pour les générations de mineurs qui ont laissé au fond une part de leur santé et parfois leur vie, j’ai souhaité réaliser un travail de mémoire qui, je l’espère, leur ressemble. Quelques photographies qui m’autoriseront peut-être à leur dire à mon tour Glück auf » Une trentaine de ces photographies, dont certaines déjà présentées à Visa pour L’Image à Perpignan en 2003 seront exposées à la Cosmosgalerie du 10 Novembre 2005 au 3 Janvier 2006. Le 9 Novembre 2005, soir du vernissage, Jacques Grison dédicacera son livre « Mineurs - Les derniers Seigneurs du Charbon» à paraître chez Flammarion en Novembre 2005. Au plaisir de se retrouver au jour ! Jacques Grison est membre de l’agence Rapho 



photographie.com : 2005-11-09
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Jacques Grison
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Mine et mineurs

 - Légende : Nous n'irons plus à la mine. Les derniers mineurs de charbon en France
. Moselle-Est. référence : GRJ0202442 © : Jacques Grison.
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A minha guerra “Fechámos os quartéis e demos as armas”

 
Direitos reservados  A sair de um helicóptero durante missão em Cangonbé, no Leste  
A sair de um helicóptero durante missão em Cangonbé, no Leste
Correio da Manhã - 18 Abril 2010 - 00h00
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Para os comandos, a vida militar em Angola era feita de sobressalto. 
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.Tínhamos de estar sempre prontos para novas operações debaixo de fogo.

Nascido e criado em Lisboa, vivi em Campo de Ourique a minha juventude. Foi aos 21 anos que ingressei na vida militar, quando iniciei em Mafra a recruta em Infantaria. Corria o ano de 1972 e eu era um cadete. Não fazia ideia do que era África. 
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A 5 de Janeiro de 1973, acabado de fazer 22 anos, embarquei de avião para Angola. Nunca mais me esqueço do primeiro impacto quando chegámos a Luanda. Tínhamos deixado Lisboa com cinco graus, mas quando a porta do avião se abriu em Angola estavam 35. Era um calor sufocante que nos marcou logo desde o início da comissão.
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Tal como estava planeado, partimos para a Funda e Belo Horizonte, onde fizemos o curso de Comandos. Os dois primeiros dias até foram simpáticos – estivemos no Grafanil, onde se podia beber tudo o que quiséssemos sem pagar nada. Mal sabíamos o que nos esperava nos dias seguintes... A primeira prova que nos fizeram no curso de Comandos foi precisamente um teste de resistência à sede. Ao fim de várias horas sem beber nada, vi dezenas de camaradas desmaiarem. Éramos 300 a fazer o curso, e mais de metade dos soldados desfaleceu durante a prova de sede. Mas havia mais dificuldades para vencer. 
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À prova seguinte chamavam o ‘teste do mosquito’ e consistia em estarmos imóveis durante largas horas, proibidos de usar repelente e sem podermos enxotar os milhares de insectos que voavam à nossa volta. Lembro-me de um camarada que foi tão massacrado pelas picadas que, no fim da prova, a cara dele parecia um bolo. Estava irreconhecível.
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Depois de acabar o curso de Comandos fui mobilizado para o Leste de Angola, para a zona do Luso, hoje conhecida como Luenas. Juntei-me à Companhia de Comandos 2041 e os combates começaram pouco depois de termos chegado. Os Comandos tinham por missão fazer golpes de mão de grande rapidez e violência. Já graduado em alferes, comandei vários grupos de 30 homens. Partíamos em cinco helicópteros e mais um helicanhão e atacávamos onde fosse preciso. Nunca se podia dormir descansado, porque estávamos sempre prontos para ser chamados para nova missão a qualquer momento. 
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O Leste de Angola, a par com o Norte, era a zona onde a guerra era mais violenta e sabíamos que, para os Comandos, a missão nunca era fácil. Lembro-me que os primeiros combates em que participei foram na zona da N’riquinha, junto à fronteira com a Zâmbia.
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Aliás, aí acontecia um fenómeno curioso: Quando as nossas tropas deixavam alguns mantimentos (cerveja, comida, farinha) junto à fronteira, havia alguma tranquilidade. Se não houvesse essas ‘ofertas’ era certo que havia bombardeamentos com morteiros. Lembro-me de uma missão que tivemos em Lupiri, em que fomos muito maltratados pelo inimigo durante vários dias.
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A vida militar era dura, mas criavam-se laços de grande amizade e companheirismo. Sabíamos que qualquer um de nós estava disposto a dar a vida pelos outros. Havia muita coragem. Perdemos dois homens da companhia em combates e esses foram os momentos mais tristes que vivi em Angola.
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Em 1974, a minha Companhia foi colocada no Norte de Angola, em Salazar. Ficámos nas bases dos comandos em Piri e Úcua. Aí a guerra era ainda pior do que no Leste. O inimigo combatia com ferocidade e, ao contrário do Leste, que era plano e seco, a paisagem era de selva tropical, quase intransponível. Era muito difícil deslocarmo-nos naqueles terrenos e o inimigo aproveitava para nos atacar. Eu levava sempre a minha máquina fotográfica e fiz fotos incríveis dessas missões.
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Nem só de guerra se fez a minha passagem por Angola. É um país lindíssimo, que eu conheci de uma ponta à outra e fiquei fascinado. A vida em Luanda era um descanso, onde havia praia, marisco e mulheres lindíssimas. 
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Vivi o 25 de Abril de 1974 em Angola. A Revolução trouxe reacções muito diferentes, eu não gostei do que se passou. Fiz o meu dever como combatente, mas Angola foi entregue de mão-beijada a movimentos que não estavam preparados para receber o país. Durante os últimos meses que estive em Angola, fechávamos os quartéis de Luanda e entregávamos as armas, sabendo que os angolanos já as estavam a usar para se matarem uns aos outros e começar a guerra civil.
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Regressei a Portugal em Janeiro de 1975 e nunca mais voltei a Angola. Ali vivi os melhores dois anos da minha vida e também os piores dois anos da minha vida. 
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PAIXÃO PELA FOTOGRAFIA
Em Angola, Alberto Amado conheceu alguns dos melhores fotógrafos que trabalhavam na província ultramarina. Comprou a um deles uma máquina fotográfica Nikon F5, que nunca largava: "Ia sempre para as missões com ela e fiz fotos incríveis. Tenho imagens como nunca vi em lado nenhum", conta o antigo comando. Um dia, ele próprio foi protagonista de uma notícia, publicada na revista ‘Notícias’, de Angola: "Estava em Luanda e vi um carro a cair na baía. Atirei-me à água e consegui salvar a mulher que guiava o carro". Um fotógrafo captou o gesto de heroísmo. 
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PERFIL
Nome: Alberto Amado
Comissão: Angola (1973/1975)
Actualidade: Tem 59 anos e quatro filhos. Desempregado, trabalhava com automóveis



Alberto Amado, Angola (1973-1975)
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Mértola, na rota islâmica em Portugal


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AaVeeZet — 5 de Novembro de 2009 — You can find Mertola in the south-east area of Portugal. There is a big river the Rio Guadiana. The photo's are made in 1990 and 1991. The music is traditional Alentejo. Original version for better quality.

domingo, 18 de abril de 2010

Memórias de um Portugal que já não existe

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Argumento1986 — 22 de Maio de 2009 — Este video foi criado por mim, recorrendo a postais ilustrados retirados do site :


agradeço a todos os coleccionadores/autores dos postais...
são imagens antigas que retratam um Portugal profundo, agricola, tradicional que quase já não existe.

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Imagens do Património dos Distritos de Portugal


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. MJOSEFS — 16 de Agosto de 2007 — Imagens do Património dos Distritos de Portugal, com musica do Luis Represas  ("Feiticeiras" e "Memórias dum beijo")
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Luís Represas

A Feiticeira

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De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada

De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado

De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido

De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que desertos de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.

 
http://vagalume.uol.com.ar/luis-represas/a-feiticeira.html
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Luís Represas

Memórias De Um Beijo

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Lembras-me uma marcha de lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p´ra se amar

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal

[refrão]

{as memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar}


Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo, ou o espaço
Que é indiferente p´ra poder sonhar

[refrão]

Quem foi que provocou vontades
E atiçou as tempestades
E amarrou o barco ao cais
Quem foi, que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
 . http://vagalume.uol.com.ar/luis-represas/memorias-de-um-beijo.html.

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Património Arqueologico, Histórico, Natural e Cultural, de Portugal


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. MJOSEFS — 14 de Agosto de 2007 — Património Arqueologico, Histórico, Natural e Cultural, de Portugal
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Fundo Musical - Se me amas - Xutos & Pontapés
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Se me amas
Se me queres
Não procures aquilo que
Não há em mim
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Se me amas
Se me queres
Não me prendas
Sempre ao pé de ti
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Se me amas
Se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos
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Já te disse toma cuidado
Que o amor quere-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas
Se me amas
Se me queres
Não me faças nunca
Dizer que não
Se me amas se me queres
Não faças de mim palhaço
Não quero ser um fracasso
Nas tuas mãos...
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Já te disse toma cuidado
Que o amor quere-se bem passado
Quando chega a submissão
Quando chega a obrigação
Há por aí muitas damas
Se me amas
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.http://letras.terra.com/xutos-e-pontapes/84944/
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