Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Photoandando ao sabor da música



 


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Enviado por em 11/03/2010
.La Vie En Rose By Mantovani Orchestra - Musical European Tour
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french music - accordion

Enviado por em 29/03/2011
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Enviado por em 21/11/2009
Quiet music with views of Venice

Mantovani & Orchestra ~ Lazy Gondolier

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Enviado por em 10/04/2010
Música de Rafael Perez Arroyo que intenta reconstruir la música del Antiguo Egipto....

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ALENTEJO : POVO QUE CANTA NÃO PODE MORRER




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Enviado por em 02/12/2011
ALENTEJO : POVO QUE CANTA NÃO PODE MORRER


Um povo que cantava quando lhe faltava o pão, quando, como CATARINA EUFÉMIA reivindicava por melhor vida, por trabalho, que se dava à terra ninando as loiras espigas com seu canto dolente e melancólico e dele depois fazia festa quando o momento da colheita acontecia, merece ver reconhecida esta forma bela e secular de bem saber viver fazendo do pouco, canto.

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A divulgação no exterior do Cante traria como... benefícios naturais a renovação desta tradição secular , mas também novos olhares sobre o Alentejo e o País em geral, novos intercâmbios de valores, a vários níveis com o exterior que ainda não a conhece.
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Esta é pois uma causa do interesse de todos os Portugueses que gostariam de poder mostrar de sua raça ao exterior, a sua verdadeira face, muito além e tão maior que a imagem que muitas vezes a situação conhecida actual lá fora revela de nós.
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Nós somos um Povo trabalhador, que do pouco faz pão com a solidez e o encanto com que de geração em geração se repete este canto, entre outros.
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APOIE a candidatura do CANTE ALENTEJANO a património da humanidade, designadamente assinando esta petição:
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Saiba mais aderindo no facebook ao grupo Alentejanos no Facebook aqui :


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Este vídeo tem por exclusivo objectivo divulgar o cante alentejano e apoiar a candidatura do mesmo a património da humanidade pela UNESCO.
Imagens do Alentejo da rede

Música do grupo coral alentejano "Os almocreves" "lindo ramo verde escuro"

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Cante Alentejano, Moda "lindo ramo verde escuro" pelo Grupo Coral Alentejano "Os Almocreves"
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Enviado por em 10/12/2011
Esta voz pertence a esta linda senhora de seu nome(http://youtu.be/8DOGd78WoQU ) Vírginia Dias de Peroguarda.
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É verdadeiramente a voz de um Povo que canta. Canta de geração em geração quando trabalha, quando sofre, quando ama, quando se alegra.
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Um cante doce, dolente tal qual se espraia a lua na longa planície alentejana .Com uma mágica pitadinha de nostalgia, de melancolia e um raio de esperança retirado aos braços de sol que aloira as espigas de trigo com que se fará depois o pão nosso de cada dia...
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É um Povo a cantar, o nosso Povo a cantar...
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Um Povo que face às adversidades da vida ergue-se em esforço ao trabalho cantando e faz da sua dor e da sua alegria canção.
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Talvez não saiba ainda, ou talvez o assunto não tenha ainda merecido a sua atenção : foi solicitado à UNESCO, ora após o fado, que declarasse o CANTE ALENTEJANO património imaterial de toda a humanidade. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Amilcar Bettega ~Literatura, realidade, fotografia etc


QUARTA, 4 DE JANEIRO DE 2012, 09H53

Amilcar Bettega
De Lisboa

Gosto de pensar no que faz um escritor (para) inventar histórias. Assunto complicadíssimo. Para já, essa palavra "inventar", tão inadequada nesse caso. Escrever, seria melhor palavra? Talvez, mas acho que me levaria fatalmente a uma abordagem diferente. Quando falo "inventar" refiro-me à criação, a bolar algo que não existia antes. O problema é que nada é de fato inventado.
Uma hipótese de ficção científica, apenas para ajudar na reflexão: imaginemos alguém que nasça já adulto, dotado de linguagem, dominando bem uma lingua e com o cérebro já formado para desempenhar todas as funções, inclusive a da expressão escrita. E que a primeira coisa que esse ser fantástico deva fazer é escrever uma história. Ele não tem nenhuma experiência de vida, nem mesmo o inconsciente de uma vivência intra-uterina, nada. Ele simplesmente "apareceu" no mundo, assim do nada. O que ele irá escrever?
Não dá para saber ao certo, já que isto não passa de um exercício de ficção, mas somos levados a pensar, sem muito medo de errar, que a resposta é: nada.
Simplesmente porque ele não tem nada atrás dele, não tem passado, não tem vivência, nenhum parâmetro a partir do qual "inventar" alguma coisa. Aí então, a primeira evidência: a literatura (a arte, em geral) está ligada diretamente à realidade (seja lá o que for isso, mas para efeitos da nossa reflexãozinha aqui, o mundo tal qual ele se apresenta a nós - o que vemos, tocamos, ouvimos, sentimos, etc, e a percepção global que fazemos disso).
Ok, mas então por que a tal realidade descrita fielmente não é, nunca foi (nem nos tempos áureos do mais ferrenho realismo), literatura?
Entre outras coisas porque a literatura (como qualquer arte) se situa no terreno da representação e não da reprodução. Representar. Re-presentar. Tornar presente outra vez, ou seja, algo que já foi presente e que volta, mas de outro jeito. Daí a necessidade da vivência, aí a identificação com o real.
E outra componente importante nessa equação é a questão espacial. Uma peça literária (como, outra vez, toda obra de arte) é materialmente finita. Mesmo que não tenha um início, meio e fim, em algum lugar ou momento ela começa e em outro (ou no mesmo) ela termina, em contraposição ao mundo e à existência humana que orbita em torno deste através dos tempos. Assim é impossível reproduzir o mundo (a dita realidade) tal e qual, em toda a sua extensão. É preciso recortar, selecionar, escolher o que vai entrar e o que vai ficar de fora da história - e eu arriscaria a dizer que é esse o ponto (ou pelo menos um dos pontos mais importantes): do que se apresenta como realidade, o escritor (o artista) seleciona (seleção esta que nunca é totalmente consciente e racional) o que vai fazer parte de sua obra, e no simples ato de escolher "x" e deixar "y" de fora ele transforma esta mesma realidade onde "x" e "y" e mais uma penca de coisas convivem.
Nem mesmo a fotografia, que alguns acreditam que desempenha com precisão o papel de registrar o mundo e que veio para liberar a pintura e até a literatura das representações figurativas e realistas (sim, liberou, mas não foi para isso que ela veio), pois nem ela, a fotografia, é cópia fiel da realidade. Ou melhor: a fotografia, desde que a encaremos como arte, é talvez a forma de expressão que mais transforma a realidade. Pelo simples gesto do recorte, o fotógrafo é capaz de levar aquele que vê a foto à construção de imagens poderosíssimas, muito maiores do que a "realidade" da qual foram extraídas, potencializando-a.
Como faz aliás toda a boa literatura, como deve fazer a arte.
Amilcar Bettega é escritor, autor de O vôo da trapezista, Deixe o quarto como está e Os lados do círculo(livro vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira em 2005).

Fale com Amilcar Bettega: amilcar.bettega@terra.com.br
Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

Audrey Hepburn - Moon River


Enviado por em 24/02/2010
Audrey Hepburn