Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nascer do Sol em Setúbal visto do alto da torre no cimo duma encosta

* Victor Nogueira (texto e fotos)
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A manhã está nevoenta e parece ter chovido. Ao alvorecer gaivotas em bandos esvoaçavam defronte à minha casa, em voo gracioso, ora batendo as asas com elegância, ora planando calmamente, demasiado rápidas para conseguir "fixar" o seu voo pela máquina fotográfica. A bola de fogo levantando-se no horizonte estava encoberta pelas nuvens alaranjadas e o estuário do Rio Sado parecia um rio prateado serpenteando languidamente pela planície. Pura ilusão pois o estuário é como se fosse um lago. A manhã está desconfortavelmente plena de humidade, que se infiltra desagradavelmente pelo meu corpo. Neste alto da torre no cimo duma encosta mal se distinguem os sons na avenida, lá em baixo, cheia de movimento do trânsito automóvel: agora um autocarro depois uma motorizada ou um automóvel, com o ruído de fundo continuo do que parece ser um aparador de relva no Parque Verde. Parece mas não deve ser.

[Nalgumas das fotos ficaram gaivotas mas a velocidade de obturação era demasiado lenta e surgem "desvanecidas", apenas uma informe mancha, como se fosse impreciso novelo]
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Amanhecer 
Quase noite, quase luz, quase som, quase silêncio, quase sono, quase sol, quase bruma
quase asa, quase água, quase areia, quase negro, quase azul, quase mundo, quase flor, quase riso, quase mágoa,
quase fogo, quase paz, quase prosa, quase poesia …
tudo magia!


1 de Novembro de 2011 às 0:27 · 

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