Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 26 de março de 2017

Férias de Verão em 1963

* Victor Nogueira


foto Armanda Meles (Mosteiro da Batalha)

Os veraneantes: Victor, Maria Luísa, Isabel, Esperança, Alexandrina, Zé Luís, Teresa e Armanda


foto JL Castro Ferreira - Em Monte Real, possivelmente com outros veraneantes


foto JL Castro Ferreira (Santuário de Fátima)


foto JL Castro Ferreira


foto Armanda Meles (Santuário de Fátima)


pormenor da foto anterior


foto Victor Nogueira (Santuário de Fátima) 


foto Victor Noguera (Santuário de Fátima)


pormenor da foto anterior


foto JL Castro Ferreira (Mosteiro da Batalha)


pormenor da foto anterior


foto Victor Nogueira (Lisboa, Jardim  Zoológico)


pormenor da foto anterior


foto JL ou ML Castro Ferreira (Lisboa, Jardim Zoológico)


foto Victor Nogueira (Lisboa, Castelo de S. Jorge)


pormenor da foto anterior


foto JL ou ML Castro Ferreira (Lisboa, Castelo de S. Jorge)


foto Victor Nogueira - Lisboa e Rio Tejo, ainda sem a ponte



em Monte Real e Lisboa com passagem por Fátima e Batalha


              Monte Real

As carruagens do comboio da Linha do Oeste são antiquadas e as do Caminho de Ferro de Benguela [em Angola] são um pouco melhores. Passámos em Francelos, onde há um sanatório para doenças dos ossos. Perto de Aveiro, os campos têm pinheiros e milho. Em Coimbra nada vi, pois a estação velha não fica na cidade. De Coimbra a Monte Real vim a conversar com um sacerdote franciscano, bastante falador. O Rio Mondego estava quase seco. Havia muito arroz e oliveiras. Chegámos a Monte Real cerca das 17:30. Na Pensão Cozinha Portuguesa fiquei instalado. Um quarto do sótão, pequeno, sem água corrente, com uma clarabóia. O quarto tem uma cama com um óptimo colchão, um guarda fatos, uma mesa de cabeceira, além do lavatório e bidé. Como é meu costume tratei de visitar a terra, tendo dois hotéis e quase duas dezenas de pensões; a nossa fica num extremo.
Domingo fui à Igreja, mas não gosto muito da arquitectura.
A comida é boa. Habituado como estou à vida na cidade, não gosto muito do campo. Aqui não se tem nada que fazer. Só comer e dormir. (1963.08.26 - Diário III)

(...) Eu e a Armanda [Meles] alugámos duas bicicletas e fomos passear na estrada do aeroporto. (...) Na esplanada do cinema há uma máquina de discos ([1]) e tenho‑me entretido a tocá-los. Temos jogado às cartas [Vivre l'amour, Burro em pé,....] (...) 5ª fomos ver o pelourinho e as ruínas do Paço de Santa. Isabel. [Fartei‑me de andar para ver um padrão velho e quatro paredes]. (1963.08.27/31 - Diário III)
Na feira de Monte Real (4ª feira, 4 Setembro) vendia‑se louça de barro, tecidos, fruta e gado bovino, principalmente, e suíno. (1963.09.3/5 - Diário III)

[1] - Juke Box

Passámos por Leiria, que é bastante acidentada, com um pitoresco Castelo no monte. (...) Aqui na região de Leiria há muitas oliveiras, videiras e pinheiros. Para o Minho as videiras são altas, mas aqui são rasteiras. (....) O Rio Lis [que atravessa Leiria] é muito bonito. (1963.09.02 - Diário III)

De Fátima fomos à Batalha, ver o Mosteiro. Lembro‑me das Capelas Imperfeitas, de quando cá estive em 49/50. Gostei bastante de ver o Mosteiro, que é de calcário. Vi os claustros, a Sala do Capítulo, onde se encontra o Túmulo do Soldado Desconhecido. É proibido dar donativos naquela sala, mas os visitantes metiam‑nos no bolso do sentinela que lá estava perfilada. Vimos a sala de 14/18, mas à pressa. Eu gosto de ver as coisas calmamente.

A Igreja é estilo gótico, o mesmo da Sé do Porto ([1]). Vi a sala do fundador, com os túmulos de D. João I, D. Filipa, D. Henrique e outros. Vi também a campa do soldado que salvou a vida de D. João I na Batalha de Aljubarrota. Todo o mosteiro é bonito. (1963.09.02 - Diário III)



[1] - Mas é que não há qualquer semelhança. (Nota - 1996)

De Fátima recordava‑me do chão enlameado e da Capela das Aparições. A Basílica é bonita. Vi também os moinhos de vento, mas só de longe. (NSF - 1963.09.04)

Chegámos ao Bombarral, terra dos vinhos. Lá vi diversos homens com o barrete ribatejano, verde e vermelho. (1963.09.8/9 – Diário III)

Muitas das estações [Linha do Oeste] tinham bonitos jardins. Em Óbidos vimos o Castelo, que é enorme. Salvo erro a vila ainda se encontra dentro das muralhas. (1963.09.8/9 - Diário III)

Lisboa
Ficámos no Hotel Americano, na Rua 1º de Dezembro. Ao entardecer vim dar uma volta, para ver as montras nos Restauradores e Avenida da Liberdade. Vi os cinemas Éden, que parece luxuoso, e Restauradores (que dá sessões contínuas). Subi a avenida e cheguei ao Parque Mayer. Dei por lá uma volta, tendo feito o gosto ao dedo na barraca de tiro ao alvo. Parte do [filme] "O Parque das Ilusões" passa‑se aqui. Quando cheguei ao S. Jorge [um pouco mais acima] voltei para o hotel. Passei pelo Tivoli e pelo Condes. As montras das lojas são variadas. Utilizei a passagem subterrânea. Depois do jantar fomos comer uns camarões e beber umas cervejas. A casa onde comemos tem as paredes forradas de conchas. (1963.09.09 - Diário III)

De manhã fomos a um mercado no bairro da encosta do Castelo ([1]). Depois visitámos o Castelo de S. Jorge, que é grande. Gostei bastante de vê‑lo. Regressámos ao Hotel, tendo antes ido à Igreja do Carmo, subindo no elevador [de Santa Justa]. As ruínas nada têm de especial, mas há lá um Museu Arqueológico interessante, com objectos da Idade da Pedra, túmulos, múmias e outras coisas do meu agrado. (...) ([2]) (1963.09.10 - Diário III)
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Após o almoço seguimos pela Avenida Marginal até à Torre de Belém. Visitámos tudo, desde a torre até às masmorras, que são parecidas com as do Forte de S. Pedro da Barra,  em Luanda: frias e húmidas. Visitámos o Museu dos Coches, que também me agradou. (...) O avô Luís já não teve disposição para vermos o Mosteiro dos Jerónimos. (...)  Vi também a Casa dos Bicos  e os pilares da Ponte sobre o Tejo. ([1]) (...) O tempo tem estado muito quente, mas hoje à tarde esteve chuvoso e à noite também: é uma espécie de "cacimbo" (1963.09.10 - Diário III)

Regresso ao Porto
Às 8:30 tomámos o rápido da linha do Norte. Caía uma chuva miúdinha e no céu via-se um lindo arco‑íris. Matabichámos no bar da estação de Santa Apolónia, em, Lisboa, que é original, com motivos do caminho de ferro.

À saída de Lisboa passámos por um aeródromo militar. Monte Real  era sobrevoada por aviões a jacto, da Base Aérea 5. A primeira paragem foi em Santarém. As cadeiras da automotora são mais espaçosas que as do rápido. Às 9:40 chegámos ao Entroncamento, a terra dos fenómenos. Ia tão entretido a ler que, entre Fátima e Pombal, passámos por um túnel sem eu dar por isso.~

Antes de Pombal passámos por um outro que estava em obras. Nesta altura chovia.

Às 11:10 chegámos a Alfarelos e pouco depois à estação de Coimbra B. O rio Mondego estava quase seco - e é um rio importante do continente! Passámos por Pampilhosa da Serra (11:43), Cúria (11:50), Aveiro (12:18), Estarreja, Ovar, Espinho, Granja (13:05), Vila Nova de Gaia (13:25), Campanhã e S. Bento (13:50).

Na nossa carruagem seguiam 4 indianos que deveriam ter saído em Coimbra, mas por ignorância (passaram lá sem saber) não o fizeram e resolveram seguir até ao Porto. Muitas das estações do percurso tinham bonitos jardins. (1963.09.11 - Diário III)



[1] - Seria a Feira da Ladra? Era uma 3ª feira.


Um outro passeio, ao Caramulo
Passámos por S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria‑a‑Nova, Albergaria‑a‑Velha (comemos algo na Praça D. Teixeira). Chegámos a Águeda passava pouco das 11. Almoçámos no Restaurante Santos. (...) Às 14:15 chegámos ao Caramulo. A serra é muito descampada, além de estar um dia excepcionalmente quente. ([2]) Não gostei do passeio, não por não gostar do passeio, mas sim porque ultimamente tenho andado indisposto ([3]) (1963.06.28 - Diário III - pag. 317/318)




[1] - A construção da Ponte Salazar, rebaptizada em 25 de Abril, obrigou ao desalojamento forçado dos habitantes da zona de Alcântara em que assentaram os seus pilares, dum modo não menos desumano do que o utilizado pelo Marquês de Pombal relativamente aos pescadores da Trafaria, noutro tempo e na outra margem. (1998.Maio)
[2] - Creio que foi desta vez que visitei o Museu do Automóvel (Antigo). Entre Paço de Arcos e Caxias, na Terrugem, fica outro Museu do Automóvel
[3] - Amores de "teenager" e reprovação nos exames do 5º ano.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Oeiras - Igreja de S. Julião da Barra

* Victor Nogueira



foto victor nogueira - Oeiras - Igreja de S. Julião da Barra, na Avenida D. João I

Decididamente não gosto da arquitectua exterior dste templo religiosos, que se assemelha vagamente aos açorianos

fotos em 2017.03.22

quarta-feira, 22 de março de 2017

TUTTO È FINITO

* Victor Nogueira




fotos victor nogueira - Maria Luísa - Porto 1926.02.24 / Oeiras e Paço de Arcos 2017.03.17

Eugénio de Andrade - o lugar da casa



Uma casa que nem fosse um areal
deserto; que nem casa fosse;
só um lugar
onde o lume foi aceso, e à sua roda
se sentou a alegria; e aqueceu
as mãos; e partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:
crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir os passos
de abril
ou, quem sabe?, a floração
dos ramos, que pareciam
secos, e de novo estremecem
com o repentino canto da cotovia.



THERE'S A LONG, LONG TRAIL A-WINDING
poema de Stoddard King


As noites estão a ficar solitárias
Os dias são muito longos
Estou a ficar cansado de apenas
Ouvir a tua canção.
Há um caminho muito longo
Para percorrer
Para a terra dos meus sonhos
Onde os rouxinóis cantam
E os raios lunares brancos.
Há uma longa noite à nossa espera
Até que os meus sonhos se concretizem
Até ao dia que eu ande
Por esse longo caminho contigo.


domingo, 19 de março de 2017

Setúbal: em torno do Largo do Poço do Concelho

* Victor Nogueira






Traseiras do Palácio dos Cabedos






Antigo Poço do Concelho, para abastecimento público


 




Largo de Santa Maria


Para mim, nesta parede onde a caliça caíu, parece estar representado o rosto dum homem de barba


Igreja de Santa Maria (Sé)




fotos em 2017.03.17
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Largo do Poço do Concelho (1939) - foto Américo Ribeiro

sábado, 18 de março de 2017

Em Setúbal, pel'a 5 de Outubro

* Victor Nogueira

Esta rectilínea artéria liga dois antigos povoados do que viria a ser a cidade de Setúbal. Ao longo dela, a sul, corria a muralha medieval, de que resta apenas um torreão  junto à taberna do João do Grão, e os arruamentos transversais são a memória / testemunho onde se situavam postigos e portas de acesso ao povoado. Para Norte eram os arrabaldes, de hortas e quintas, para onde a cidade se passou a estender a partir do início do século XX. Nelas persistem algumas moradias com seus vastos quintais, a maioria delas votada ao abandono e para venda desde há anos. No lugar duma delas foi erguido o edifício onde se situa o Centro de Trabalho do PCP, o Edifício Arrábida - cujo último piso "reproduz" o que lá existira. O edifício primitivo tinha laboriosos tectos trabalhados, de estuque, e uma das salas tinha o tecto e as paredes pintados de modo a dar a ilusão de se situar no interior dum jardim povoado de aves.

As árvores agora reverdecidas dentro em breve estarão cobertas de flores roxas, como se fossem as buganvilias que caracterizavam Luanda.

1972
Uma breve paragem em Setúbal, para reabastecer a máquina e desentorpecer as pernas. (...) Escrevo enquanto espero o prego, o Compal de ananás e o iogurte de morango, aqui na esplanada dum café duma rua azafamada. O céu escureceu e à minha frente está cinzento. Daqui a pouco deve desabar um dilúvio. Gosto de Setúbal. Não sei bem porquê. É muito diferente de Évora. É mesmo o seu contrário: movimento e vida, azáfama e montes de pessoas, ruas largas e árvores. Reparo mais nas pessoas que em Évora. (MCG - 1972.12.28)

Demos hoje uma voltas por Setúbal e pela  Serra da Arrábida. Os arredores da cidade são muito arborizados e algumas estradas correm junto ao mar (ou rio ?). Mas, contrariamente ao de ontem, o dia de hoje esteve enevoado e chuvoso.

Tal como em Badajoz, existem ruas por onde só passam pessoas, cheias de lojas. Fui visitar o Museu [Convento de Jesus] que não tive tempo de ver totalmente. Fiquei apaixonado pelos primitivos portugueses (pinturas do século XVI), dum realismo e beleza impressionantes: as expressões, as lágrimas, as ilusões de óptica... Tenho de lá voltar. Agora é que não posso deixar de ir visitar - desta vez - o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Também apreciei muito uma escultura chinesa e, sobretudo, um S. Pedro de madeira, cor de camarão, com as veias e as rugas tão reais, tão reais, que se fossem em tamanho natural enganar‑me‑ia.

Terminei a minha digressão turística com uma visita às Igrejas de Santa Maria e de S. Julião. ([1]) Depois dum lanche frugal, apanhei a camioneta para Cacilhas, depois o ferry-boat para o Cais do Sodré e o comboio para Paço de Arcos. Só me faltou andar de avião. Em Setúbal reconheci o Zeca Afonso. Refreei o impulso de perguntar‑lhe "Você é que é o Zeca Afonso ?" e deixei‑o seguir para um café da Praça do Bocage. (MCG - 1972.12.29)



postal ilustrado - frente

1973
 Daqui da esplanada do café, olhando à minha direita, a paisagem é esta. ([2]Olha lá, e se a gente viesse viver para Setúbal? É mais sossegada que Lisboa e é uma hora de camioneta! A tarde está chuvosa, o café está cheio de gente, rapazes e raparigas, e a passarada faz uma chilreada enorme por entre as árvores. (MCG - 1973.11.01)



postal ilustrado - verso



1996

De Setúbal falei nas linhas anteriores. Mas a cidade de hoje nada tem a ver com aquela que me encantou, ponto de passagem dum estudante universitário de Angola exilado em Évora a caminho de Lisboa ou do Porto. Setúbal era a Avenida 5 de Outubro, com acácias floridas e as miúdas em bando, era o estuário do Sado visto do Forte de S. Filipe, era o Castelo de Palmela visto de qualquer ponto da cidade tal como o estuário do Sado com a Serra da Arrábida ao fundo. Setúbal era também o enorme paredão ribeirinho cheio de carros ao entardecer ou de pescadores de cana, com o pôr do sol sempre variado espelhado nas núvens ou cintilando nas águas do rio. Setúbal eram as praias, o desejo das praias que se vieram a revelar desagradavelmente frias e de acesso difícil.



As acácias floridas, rubras ou roxas, a luminosidade do ar e o céu azul faziam lembrar Luanda, tal como o Estuário do Sado, visto do Castelo de s. Filipe, se assemelhava à baía de Luanda vista da Fortaleza de S. Miguel, com a Península de Tróia confundindo se com a Ilha do Cabo.

Uma cidade são as pessoas, as pedras, as casas e a paisagem circundante. Mas as pessoas de Setúbal revelaram-se uma desilusão. A cidade reúne a dimensão humana das distâncias dentro de si própria das cidades pequenas com o individualismo das grandes cidades onde cada um trata de si, sem a solidariedade dos vizinhos mas, paradoxalmente, com a coscuvilhice e maledicência destes: todos sabem de todos mas cada um trata de si. Nada da camaradagem que encontrei entre as gentes do Barreiro!


[1] - A igreja de Santa Maria é a Sé, com aspecto imponente; a de S. Julião, destruida pelo terramoto de 1755, tem um aspecto desgracioso, mas  conserva dois portais manuelinos.
[2] - Árvores frondosas e trânsito automóvel, que já não existem em 1996,  a estátua do Bocage e, ao fundo, o edifício da Câmara, onde vim a trabalhar de 1984 a 1987, além da casa, na altura azulada, por cima duma tabacaria, cheia de sol, onde gostaria de viver e que compraria se tivesse dinheiro.. O café referido no postal deveria ser o Central.


Cafe Canoa, à esquerda




Capela de N. Senhora da Conceição, onde era uma das portas da muralha medieval. Ao lado situava-se a Foto Cetóbriga, de Américo Ribeiro, onde desde o início da minha estada em Setúbal e até ao seu encerramento, já com outro proprietário, tirava as fotos tipo passe e revelava os rolos fotográficos, 















Edifício Arrábida, que é um dos Centros de Trabalho do PCP


Capela de Santo António, junto a um dos postigos da murualha medieval









Neste edifício existe um restaurante onde por vezes almoçava quando saía em Setúbal nas viagens entre évoraburgomedieval e Lisboa





fotos em 2017.03.17