Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O Marquês, no Porto

* Victor Nogueira


"O Marquês" é na verdade a Praça do Marquês de Pombal desde 1882, anteriormente  designada por "Largo da Aguardente", por se realizar neste local o mercado da aguardente. Aqui houve uma das duas únicas praças de touros do Porto (a outra era na Rotunda da Boavista). Todo o espaço foi ajardinado em 1898, ao estilho "romântico", criando-se uma frondosa alameda e construindo-se o coreto em ferro que ainda lá existe. Em 1938, com projecto do arquitecto francês frei Paul Bellot, iniciou-se a construção da Igreja da Imaculada Conceição, do lado poente da praça. 

Foto Alvão - Igreja da Imaculada Conceição in http://gisaweb.cm-porto.pt/topics/17364/documents/


As fotos foram tiradas nas paragens nos semáforos enquanto procurava como aceder à Rua Santos Pousada. Um sarilho, num Porto transformado em estaleiro a céu aberto, ruas vedadas ao trânsito automóvel e inversões de sentidos de circulação.




coreto







lanternim






fotos tiradas em 2106.10.30




https://www.youtube.com/watch?v=vmspS0JtPb0

Porto - Portugal - Praça do Marquês de Pombal



Trabalhos agrícolas no mindelo 03

*Victor Nogueira


O acesso aos campos agrícolas das traseiras só pode ser feito actualmente pelo único talhão não edificado da rua onde moro. Um dos terrenos corresponde ao seu proprietário e nele uma parte  dos trabalhos é manual. Dizem-me que outrora e aos fins de semana o proprietário  e família faziam a colheita e a desfolhada manualmente mas agora essas tarefas são executadas por máquinas.

O ruído duma máquina fez-me assomar à janela e lá andava um pequeno tractor a gradar o terreno, seguindo-se depois a semeadura feita manualmente seguida por novas passagens do tractor com charrua para enterrar as sementes. Um cão estilo lobo acompanha o tractor, umas vezes plácidamente, outras em corrreria, umas vezes ao lado, outras atrás ou à frente dele.

No quintal saltaricam e chilreiam pequenas aves, por vezes pousando com brevidade no muro, irrequietas, enquanto algumas pombas ou rolas nele pousam ou debicam no campo. Impávidos, os aviões troam os ares. A manhã está soalheira, de céu azul, despido de nuvens, e uma leve aragem agita as roseiras e a árvore da borracha. Entre as brancas borboletas que esvoaçam surgem algumas de asas negras.

 










trabalhador com enxada ao ombro e ancinho na mão



a horta da vizinhança






semeadura manual do grão


ainda os aviões








de novo aviões sulcando os ares



























fotos em 2016.10.31 e 2016.11.01

VER

trabalhos agrícolas no Mindelo 02

trabalhos agrícolas no Mindelo 02

* Victor Nogueira

 Mindelo - todo o trabalho tem sido feito rapidamente e por máquinas e tractores. Hoje o tractor gradava a terra enquanto iria lançando a semente à terra. Eis senão quando ao olhar para lá da janela, reparo num homem dirigindo-se lá para diante, de enxada ao ombro e forquilha na mão. Penso que iria trabalhar o pedaço de terra em torno do poço onde as máquinas não entram













fotos em 2016.10.31


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