* Victor Nogueira
2021 01 20 Porto Estação de S. Bento
2020 01 20 CANTAI OLIVAIS, CANTAI DE ALEGRIA, por Victor Nogueira
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Oh! Mil-Sóis, teu aspecto bem cativa;
O andar, o sorriso radiante,
Doce, valerosa como diamante,
Que pena tu pareceres tao altiva.
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Pode a tristeza andar-me fugitiva
Se tu, trigueira, de ar tão sonante,
Me pões em terra, mal esvoaçante,
Sem por isso ficares pensativa?
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Há bem grande alegria se te vejo
Nesta minha sala, mesmo calada,
Com teu jeito manso e delicado.
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Céus e terra cantam vero desejo
De me convidares p'ra jantarada,
Com fogo mal preso, estralejado.
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1989
2020 01 20 foto de família - a Maria Emília numa esplanada em Luanda,com os Gaspar, de Pointe Noire (na antiga África Equatorial Francesa), em casa de quem por duas vezes passei as Férias Grandes, a long time ago.
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2018 01 20 foto victor nogueira em Oeiras a 2017.03.04 - conversando no adro da Igreja (Matriz) de Nossa Senhora da Purificação, em tarde soalheira
FOTO VICTOR NOGUEIRA - Gaivotas em terra - Brilha luminosamente a tarde embora lá fora o ar esteja gélido e cortante, sem que a luz o consiga aquecer. De anil brilhante e cinza esbranquiçado está o céu colorido. E já não esvoaçam lentamente, batendo as asas, as gaivotas e suas crias, defronte à janela ou no horizonte . Os pombos, esses estão ausentes, talvez recolhidos e abrigados do mau tempo e da chuva que deixou marcas nas vidraças das janelas, gotículas escorrendo da nortada, pequenas pérolas diamantíferas..
Há pouco, há poucochinho, ... não, não caía neve, fiapos que fossem, mas de variados tons de cinza estava o horizonte matizado, por vezes deixando ver uma nesga do azul do céu iluminado por cima das núvens. O ar parece imóvel, não se ouvindo o som das rajadas das últimas noites.
Brilha a relva do parque verde, a maioria das árvores despidas, esquálidas, ramos alongados para o infinito, e a avenida, lá em baixo, é uma tira espelhada, denunciando a chuva que houve, enquanto vagarosas passam as pessoas e os raros automóveis. Vazias de clientes estão as esplanadas dos cafés e pastelarias, defronte, no outro passeio da avenida.
Logo mais daqui a pouco crescerá o trânsito, à hora da saída dos empregos. Depois, virão a noite de breu, o silêncio e mil pirilampos em terra, como se estrelas fossem a iluminação pública e das casas.
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Gaivotas em terra ou planando, nem sempre com tempestade no mar
2014 01 20 Foto Victor Nogueira - pôr-do-sol no Cabo Espiichel (Sesimbra)
2013 01 20 Foto Victor Nogueira - Enigma?
2013 01 20 Foto Victor Nogueira Sombras em Setúbal na Feira de Santiago
Terminados os solos mas não o trabalho, vamos ver se à falta de musa - só palpites ou jogos na reserva ou de bancada em [a] - me empolgo com os coros operáticos LOL
Concierto participativo Grandes Coros Ópera. Auditorio Nac. MAD 10/06/11. Obra Social "la Caixa"
(a) 2015 01 20 Texto sobre as musas e foto de Victor Nogueira (Setúbal - nascer do sol visto duma das minhas varandas) ~~~~
Embrenhado na contabilidade e previsões orçamentais e mais documentação para a assembleia de condóminos deste prédio onde moro no alto da torre no cimo duma encosta como se setúbal a meus pés estivesse ...
A disposição é pouca, o enfado grande e assim a produtividade baixa. Far-me-ia falta uma ofélia ao meu lado e a produtividade aceleraria para irmos passear arrostando as intempéries e o mau tempo ou borralharmos à lareira que não tenho vendo o bailar do fogo.
Mas o eterno caminheiro - umas vezes Conde Niño outras João Baptista Cansado da Guerra ou João Bimbelo - não tem tanto milénio passado, ofélia ou maria do mar sem guarida ou gaivotinha ou my fair lady ou ana basca dos encontros perdidos ou joana princesa com sabor a cravo e canela ou ou madre abadessa diabinho diabeza ou raposinha ou teen da amora ou mana clarisse d'aguiar e belmonte nem maria dos mil-sóis rendilhados que lhe valham.
E sendo republicano, a duquesa está para lá do seu vasto e cinzento horizonte, muito para lá dos montes onde de mim a escondo e se esconde ou resguarda !
~~~~~~~~~~~~~~ música, maestrina ~~~~
Fernando nogueira Pessoa por João Villaret - O poeta é um fingidor
n
Tim Maia & Gal Costa - Um dia de domingo
Maria Bethânia - Um jeito estupido de te amar
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e duas antologias de poesia no meu bllog D'ali e D'aqui, repescadas do meu 1º blog, o Kant_O_XimPi
sobre o domingo
e sobre as mãos
AS MÃOS - quatro poemas diversos
Divirtam-se ou distraiam-se
De negro vermelho
De negro vermelho
Em campo aberto mal fechado
pela paz em construção
pelo pão que se não faz
pela liberdade sem caridade ...
Coisas belas só de vê-las
uma criança em contradança
com imaginação no coração
esperança e alegria
pedra a pedra no dia-a-dia
da cidade em democracia.
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Não há criação sem mim, diz o patrão
amigo da servidão
de porrete na mão !
Quem assola o sossego de quem teme o povo demente
seja ou não terra-tenente
com o zé povão em baraço ?
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Mas poderá haver outra inspiração
poderá um homem dizer sim ou não
deixando de ser solidário
com quem tem mau solário
quando lhe pesam a fome
a sede e
a opressão
de quem não tem pão no meio da escuridão ?!
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1991.06.25 | 1992.03.12|
Setúbal - Victor Nogueira
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