* Victor Nogueira
Baixos-relevos gerados pelo Google Gemini, a partir dum auto-retrato de minha autoria
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
* Victor Nogueira
Baixos-relevos gerados pelo Google Gemini, a partir dum auto-retrato de minha autoria
* Victor Nogueira
Painel esquerdo (balão superior) Italiano (original):
GLI OPERAI ITALIANI HANNO APPRESO DALLA LORO / ESPERIENZA CHE NON È / POSSIBILE CHE IL PARTITO / DELLA CLASSE OPERAIA SI LIMITI AD UNA / AZIONE RIVENDICATIVA, MA CHE ESSO DEVE / CONDURRE UNA LOTTA POLITICA PER LA /
CONQUISTA DEL POTERE, PER L’ABBATTIMENTO / DEL CAPITALISMO E PER LA REALIZZAZIONE / DELLA DITTATURA DEL PROLETARIATO
Português: Os operários italianos aprenderam com a sua experiência que não é possível que o partido / da classe operária se limite a uma ação reivindicativa, mas que deve / conduzir uma luta política pela conquista do poder, pela derrubada / do capitalismo e pela realização da ditadura do proletariado Painel esquerdo (balão manuscrito lateral) Italiano: Livorno nel gennaio del 1921 nasce il P.C.I. / e fonda il Partito Comunista
Português: Em Livorno, em janeiro de 1921, nasce o PCI / e é fundado o Partido Comunista Painel esquerdo (faixa vermelha) Italiano: PARTITO COMUNISTA / SEZIONE DELLA INTERNAZIONALE COMUNISTA
Português: Partido Comunista / Secção da Internacional Comunista Faixa inferior (centro) Italiano:
À esquerda do mural, está desenhado o símbolo comunista da foice e do martelo com uma estrela de cinco pontas, acompanhado pela sigla PCPR — Partido Comunista Português (Reconstruído), uma organização de tendência marxista-leninista/maoísta ativa em Portugal no período pós-revolucionário. Ao centro, destaca-se um retrato pintado de Estaline (Ióssif Stálin).
O que está escrito no mural divide-se em duas partes principais:
Ao centro (por cima e por baixo do retrato):
"Viva o Centenário do Nascimento de STÁLINE! Grande Guia do Proletariado Mundial!" (Nota: O centenário do nascimento de Estaline celebrou-se em dezembro de 1979, o que ajuda a enquadrar a data da fotografia).
À direita (o anúncio do evento):
"COMÍCIO de ENCERRAMENTO do 3º CONGRESSO do PCP(R) dia 1 de JULHO DOMINGO AS 15 HORAS no Campo Pequeno com a Presença de delegações Estrangeiras"
O que representa: O mural representa a atividade de propaganda política da extrema-esquerda portuguesa no final da década de 1970. Especificamente, serve para convocar os apoiantes e a classe trabalhadora para o grande comício que encerrava o Terceiro Congresso do PCP(R), realizado na praça de touros do Campo Pequeno, em Lisboa, e simultaneamente homenagear a figura histórica de Estaline no ano do seu centenário.» (Google Gemini)
Na faixa superior lê-se uma citação atribuída a Aleksandr Solzhenitsyn:
"Sullo stesso nastro d'asfalto su cui di notte circolano i carri per trasportare i prigionieri, di giorno camminano i giovani con le bandiere e i fiori cantando canzoni allegre e spensierate."
Tradução aproximada:
"Sobre a mesma faixa de asfalto por onde, durante a noite, circulam os veículos que transportam os prisioneiros, durante o dia caminham os jovens com bandeiras e flores, cantando canções alegres e despreocupadas."
É uma reflexão sobre a coexistência entre a vida quotidiana e a repressão política.
À direita aparece uma frase atribuída a Joseph Stalin:
"Una singola morte è una tragedia, un milione di morti è una statistica."
Tradução:
"Uma única morte é uma tragédia; um milhão de mortes é uma estatística."
Embora a frase seja popularmente atribuída a Stalin, os historiadores discutem se ele a pronunciou realmente.
O mural é uma crítica ao sistema repressivo da antiga União Soviética, especialmente ao período de Stalin.
Vê-se um agente da polícia política soviética (NKVD), empunhando um chicote.
No texto italiano ao lado lê-se, em resumo, que:
Há um contraste muito evidente:
МИР – ТРУД – МАЙ
que significa:
"Paz – Trabalho – Maio"
(slogan tradicional das celebrações do 1.º de Maio soviético).
Esta parte representa a propaganda oficial do regime.
Aparecem prisioneiros numerados, carregando pedras e puxando vagonetas.
São uma referência aos:
Gulag
os campos de trabalho forçado onde milhões de pessoas foram presas durante o período estalinista.
Os textos vermelhos enumeram números de vítimas, execuções, deportações e mortes associadas às repressões soviéticas.
A composição opõe duas realidades:
O "buraco" pintado na parede funciona como uma metáfora visual: por trás da fachada colorida da propaganda, o artista mostra aquilo que considera ter sido a realidade oculta do regime.
Trata-se, portanto, de um mural fortemente antitotalitário, centrado na denúncia dos crimes do estalinismo e dos Gulags, tema muito associado às obras de Solzhenitsyn, especialmente o livro Arquipélago Gulag.
Pela estética, pelo tema e pela localização, é muito provável que este mural tenha sido realizado por artistas ligados ao movimento muralista de Orgosolo nas décadas finais do século XX.» (chatGPT)
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Este é mais um mural marcante localizado em Orgosolo, na Sardenha. Ao contrário do anterior, este foca-se numa perspetiva histórica e altamente crítica em relação ao regime soviético, ao Stalinismo e ao sistema do Gulag.
A composição estabelece um forte contraste entre a propaganda oficial idealizada pelo regime e a realidade violenta de repressão, trabalho forçado e censura.
"Sullo stesso nastro d'asfalto su cui di notte circolano i carri per trasportare i prigionieri - di giorno camminano i giovani con le bandiere e i fiori cantando canzoni allegre e spensierate." — Aleksander Solzenicyn
Tradução: "Na mesma faixa de asfalto onde de noite circulam as carruagens para transportar os prisioneiros - de dia caminham os jovens com bandeiras e flores cantando canções alegres e despreocupadas."
Significado: Esta frase do famoso dissidente e escritor soviético Aleksandr Solzhenitsyn sintetiza a dualidade do regime totalitário: a fachada festiva diurna versus o terror e os sequestros políticos noturnos.
"Una singola morte è una tragedia" / "Un milione di morti è una statistica" — Stalin
Tradução: "Uma única morte é uma tragédia; um milhão de mortes é uma estatística" (frase historicamente atribuída a Josef Stalin, ilustrando o cinismo e a desumanização do regime perante a perda de vidas em massa).
À esquerda: Explica o clima de paranoia e denúncia do regime, onde bastava uma denúncia anónima para que alguém fosse considerado "inimigo do povo" e enviado para morrer no Gulag. Refere que, para o nascimento do comunismo, se eliminou a inteligência, a propriedade privada, as tradições, a história e a religião, classificando-o como uma "verdadeira catástrofe demográfica e da cultura russa".
À direita: Lista os números estimados de vítimas em diferentes períodos do regime soviético (Guerra Civil, coletivização forçada de 1929-1933, fuzilamentos políticos do Grande Terror de 1937-1938, as mortes nos campos do Gulag entre 1935-1956, e as fomes). Os números a vermelho destacam marcas como 1.000.000, 3.000.000 e 1.200.000 de mortos.
O mural divide-se visualmente em três cenários interligados:
Representa Lavrentiy Beria (identificado pelo texto vertical junto à sua perna: "Lavrentij Berija capo del NKVD / Organizzatore delle repressioni di massa"). Beria foi o temido chefe da polícia secreta de Stalin (NKVD). Ele surge retratado com óculos, farda militar, pisando papéis (que simbolizam direitos, leis ou vidas descartadas) e empunhando um chicote, personificando o terror do Estado.
Dentro de uma moldura que simula uma rutura na parede cinzenta, irrompe uma imagem colorida que replica os cartazes de propaganda idealizados pelo Realismo Socialista:
Camponeses e operários sorridentes, fortes e orgulhosos, carregando trigo sob a bandeira vermelha da URSS com a foice e o martelo, com o Kremlin de Moscovo ao fundo.
Está escrito "МИР, ТРУД, МАЙ" (Paz, Trabalho, Maio), o famoso slogan soviético do Dia do Trabalhador.
Imediatamente ao lado da imagem colorida e idílica, a pintura regressa ao tom cinzento e sombrio para mostrar a realidade oculta:
Prisioneiros numerados (como se vê o número nas costas de um deles: 20361) em trabalhos forçados, acorrentados e a empurrar um carrinho de mão cheio de pedras pesadas.
Este mural funciona como um memorial histórico e uma denúncia explícita dos crimes de Estado da União Soviética sob o comando de Stalin e Beria, usando as próprias palavras de Solzhenitsyn para expor como a propaganda festiva servia para encobrir um sistema brutal de repressão e morte. (Google Gemini)
* Victor Nogueira
«Este mural em Orgosolo combina as reflexões de duas grandes figuras intelectuais e ativistas para construir uma forte mensagem antimilitarista e de valorização da vida quotidiana das pessoas comuns.
O mural apresenta duas frases distintas escritas em italiano com caligrafia cursiva:
"felice il popolo che non ha bisogno di eroi"
Tradução: "Feliz o povo que não precisa de heróis."
Origem: Esta é uma das frases mais célebres da peça de teatro A Vida de Galileu (1939), do dramaturgo alemão Bertolt Brecht.
"La guerra significa massacrare migliaia di civili e mettere al governo chi garantisce il potere economico"
Tradução: "A guerra significa massacrar milhares de civis e colocar no governo quem garante o poder económico."
Assinatura: Logo abaixo do texto lê-se Gino Strada (médico-cirurgião de guerra italiano e fundador da ONG humanitária Emergency).
Este mural é uma crítica profunda à glorificação da guerra e aos interesses económicos que a sustentam, defendendo que a verdadeira felicidade de uma sociedade reside na paz e na dignidade do dia a dia, e não no sacrifício heroico.
O Veterano de Guerra: A figura central é um homem idoso, sentado e apoiado numa bengala, vestindo roupas humildes e a típica boina sarda (coppola). O seu olhar cansado e as feições marcadas simbolizam a sabedoria do tempo e o peso de quem já testemunhou os conflitos da história.
As Memórias do Passado: Atrás do idoso, num plano mais sombrio e cinzento cercado por arame farpado, surgem duas figuras de soldados de infantaria feridos (um deles com a cabeça ligada). Esta imagem serve como uma recordação das cicatrizes físicas e psicológicas deixadas pelos combates na juventude daquela geração.
A Natureza Local: À direita, a representação de um cardo selvagem sardo traz um elemento da flora local, simbolizando a resiliência e a dureza da vida na região de Barbagia.
Ao cruzar a filosofia de Brecht com a experiência humanitária contemporânea de Gino Strada, o mural desconstrói a narrativa romântica do "heroísmo militar". A obra argumenta que os heróis e os mártires só são necessários quando as sociedades falham ou entram em colapso devido a guerras motivadas pelo lucro financeiro e pelo poder. Para a comunidade de Orgosolo, historicamente marcada pela resistência contra opressões externas e pela militarização do seu território, o mural é um apelo a uma sociedade pacífica, justa e autossuficiente, onde as pessoas comuns possam simplesmente viver em paz. (Gogle Gemini)