Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

em torno da Capela de Santo Amaro, em Vila do Conde

* Victor Nogueita
(texto e fotos)

Ao seguir pela Rua Conde D. Mendo que vai entroncar na Rua 5 de Outubro vislumbrava uma igreja para norte e lá no cimo. Interrogava-me que templo seria esse e como se acederia a ele. Entretanto nas minhas pesquisas descobri que havia uma outra Capela, a de Santo Amaro, que não conseguia localizar no Google Maps.


Dirigi-me pois ao Centro Paroquial, para saber onde se localiza esta e a Igreja da Lapa e para pedir um folheto que tivesse a relação dos templos católicos de Vila do Conde que contivesse os horários de abertura ao público e/ou das missas. Não me satisfizeram esta última pretensão mas a Capela de Santo Amaro ficava perto, no cimo duma rua ao lado da qual passo inúmeras vezes, a íngreme Rua de Santo Amaro. Situa-se pois o templo no cimo do que teria sido uma penedia, résvés com os Jardins do Solar de S. Sebastião, num terreiro com desafogada vista em redor. O edifício, aberto apenas quando se realizam as festas do orago, nada tem de especial exteriormente, Ao lado uma "torre" que não será a sineira mas talvez um mirante de palacete ou propriedade agrícola de outrora- Tendo a capela sido erguida pelos Pinheiros, comendatários do Mosteiro de S. Simão da Junqueira, influentes no séc. XVI, talvez fosse marca destes. [Descobri posteriormente que se trata dum mirante do Solar de S. Sebastião, para que os proprietários  pudessem ver a barra e o movimento das embarcações que tinha no comércio marítimo]

"No terreiro da capela,  por Alvará de 5 de Setembro de 1704, de D. Pedro II, se instituiu uma feira franca. Os negociantes de gado pagavam 200 reis à Confraria. Os demais 100 reis. Esta feira franca está na origem da feira semanal de Vila do Conde." (http://paroquiadeviladoconde.pt/amaro.php)
















Aqueduto



Solar de S. Sebastião (Centro de Memória)



horto municipal



Capela de Santo Amaro



fotos em 2016.11. 15/16

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